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Neve deixa mais 12 mortos e causa caos no transporte

Neve deixa mais 12 mortos e causa caos no transporte

Agências de Notícias

02/12/2010 - 18h06
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Temperaturas abaixo de zero e fortes nevascas continuam a atingir a Europa nesta quinta-feira. O rigoroso frio, que chegou mais cedo este ano, já deixou 12 mortos e causa um caos no transporte no norte do continente.

Muitos aeroportos no Reino Unido e na Alemanha foram fechados e milhares de voos foram atrasados ou cancelados em todo o continente. As estradas estão cobertas de uma camada de gelo e a neve atrapalha até mesmo os modernos trens de alta velocidade.

Na Polônia, o frio deixou ao menos dez mortos, segundo o porta-voz da polícia Mariusz Sokolowski. Os agentes, afirmou, ampliaram os esforços para retirar das ruas mendigos e pessoas alcoolizadas --as principais vítimas das baixas temperaturas.

Outras duas mortes foram registradas na Alemanha, uma mulher de 73 anos em Lower Saxony, que foi atingida por um trem quando tentava limpar a neve e um jovem de 18 anos em Baden-Wuerttemberg, que perdeu o controle de seu veículo em uma rua cheia de gelo e bateu em um caminhão.

Milhares passaram a noite em trens na Alemanha, seja porque ficaram presos pela neve ou pela falta de quartos de hotel. O trânsito também estava caótico, com centenas de pequenos acidentes. A polícia registrou 121 acidentes na manhã desta quinta-feira, somente em Berlim.

As autoridades em Berlim mantiveram estações de metrô, cozinhas assistenciais e ônibus aquecidos abertos toda a anoite para dar abrigo aos moradores de rua da capital alemã.

O tráfego aéreo também foi afetado. O aeroporto de Gatwick, um dos maiores do Reino Unido, foi fechado pelo segundo dia seguido --cancelando mais 600 voos. O aeroporto de Edimburgo e o aeroporto de Londres também foram fechados.

Atrasos foram registrados ainda nos aeroportos de Heathrow, no Charles de Gaulle, em Paris (França), no Schiphol, em Amsterdã (Holanda), no Tegel, em Berlim (Alemanha), e em Duesseldorf. Em Genebra, o aeroporto só foi reaberto depois de retirar 2.000 caminhões de neve das pistas.

Aqueles que esperavam melhores condições no transporte rodoviário ou ferroviário ficaram igualmente frustrados com a neve contínua em todo o Reino Unido e na maior parte da Alemanha --que deixou milhares de motoristas presos durante a noite em seus carros.

Cerca de 3.000 passageiros dos serviços ferroviários tiveram que se acomodar nos bancos dos trens para dormir, segundo operadora ferroviária alemã Deutsche Bahn. Outros 200 passageiros de Frankfurt passaram a noite em trens estacionados.

O sudeste da Dinamarca também foi duramente atingido. Fortes nevascas e ventos gelados dificultaram o tráfego rodoviário e ferroviário. O Exército dinamarquês utilizou veículos blindados para ajudar as ambulâncias e outros veículos de emergência cortar seu caminho através de montes de neve.

Fortes nevascas na Polônia criaram situações traiçoeiras em muitas das estradas do país. Milhares de casas polacas ficaram sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas giravam em torno de menos 10 graus Celsius.
 

Trânsito

Sem solução provisória, MS-040 pode ficar até 60 dias sem caminhões

Restrição nos km 205 e 223 já chega ao 20º dia, enquanto concessionária ainda não definiu quando tráfego pesado será liberado

24/09/2026 18h00

Trecho da MS-040

Trecho da MS-040 Reprodução/PMRMS

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A MS-040 pode permanecer por até 60 dias com o tráfego de caminhões e outros veículos pesados restrito nos quilômetros 205 e 223, mas, 20 dias após o início das intervenções nas pontes, ainda não há uma solução provisória nem prazo definido para a retomada do fluxo normal. Em resposta ao Correio do Estado, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) informou as alternativas disponíveis para o transporte de cargas, mas não apontou uma data para a liberação do trecho.

As intervenções começaram no início de setembro e impedem a passagem de caminhões e outros veículos pesados pelas duas estruturas. Para os demais veículos, o tráfego permanece em sistema de Pare e Siga. A orientação para o transporte de cargas é utilizar principalmente a BR-267, enquanto outras rotas também são indicadas conforme a origem e o destino.

O problema é que o desvio já mostrou, na prática, as dificuldades provocadas pela retirada dos caminhões da rota original. Na quarta-feira (23), carretas ficaram atoladas em uma estrada de terra no km 172 da MS-040 durante uma interdição. Os veículos teriam sido orientados a seguir pelo desvio e acabaram bloqueando a passagem nos dois sentidos. A Caminhos da Celulose indicou a BR-267 como alternativa para os veículos pesados.

A situação também deixou de ser apenas uma questão de obra. Em 18 de setembro, moradores, produtores rurais e transportadores bloquearam a MS-040 em Santa Rita do Pardo para protestar contra a restrição, que já havia chegado à segunda semana.

Trecho da MS-040

Desde o início das intervenções, a concessionária informou que os serviços nas pontes poderiam durar entre 30 e 60 dias. O prazo, porém, não significa que exista uma data definida para o retorno dos caminhões, já que a previsão está relacionada à duração dos trabalhos de manutenção.

É justamente nesse intervalo que permanece a principal questão: se a obra pode avançar por até dois meses, que medida será adotada para evitar que o transporte de cargas fique submetido durante todo esse período às rotas alternativas?

A cobrança ganhou força nesta semana, quando o deputado estadual Pedro Arlei Caravina levou o caso à Assembleia Legislativa e pediu informações sobre os laudos que fundamentaram a restrição, o cronograma das intervenções e a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para liberar os veículos pesados. O parlamentar também relatou ter recebido da concessionária a informação de que uma nova avaliação seria feita no dia 25.

A possibilidade de uma estrutura provisória é especialmente relevante porque permitiria separar duas questões: a necessidade de executar o serviço nas pontes e a necessidade de manter o corredor de cargas funcionando. Até agora, porém, não há confirmação de que uma ponte móvel ou outra alternativa temporária será instalada.

ROTAS

Questionada pelo Correio do Estado sobre a situação, a Agems informou as alternativas disponíveis para os veículos pesados e os procedimentos de acompanhamento da concessão. A agência, no entanto, não apresentou uma data para a normalização do tráfego nos dois pontos.

A cada dia de restrição, caminhões são retirados de um dos principais corredores utilizados entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e a região da divisa com São Paulo, enquanto produtores e transportadores precisam absorver os custos e dificuldades das rotas alternativas.

A própria Agems destaca, desde o início da concessão, que acompanha a execução do contrato e fiscaliza as obras da Rota da Celulose. A concessão reúne 870,3 quilômetros de rodovias e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos.

Na prática, porém, a questão que permanece sem resposta é objetiva.

O Correio do Estado procurou a Caminhos da Celulose para saber quais serão os próximos passos. Até a publicação, não houve resposta.

 

Trânsito Fatal

Motociclista de 38 anos morre após bater contra árvore em Campo Grande

Vítima perdeu o controle da motocicleta, subiu no canteiro central e atingiu uma árvore na Avenida Manoel da Costa Lima.

24/09/2026 17h51

Motocicleta ficou caída na pista após acidente que matou homem de 38 anos na Avenida Manoel da Costa Lima, em Campo Grande.

Motocicleta ficou caída na pista após acidente que matou homem de 38 anos na Avenida Manoel da Costa Lima, em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Um motociclista de 38 anos morreu após sofrer um acidente na tarde desta quinta-feira (24), na Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Piratininga, em Campo Grande. A vítima estava sozinha na motocicleta quando perdeu o controle da direção, atingiu o canteiro central e bateu contra uma árvore.

O acidente ocorreu nas proximidades do cruzamento com a Rua Francisco Alves Castelo. O motociclista seguia pela avenida quando, por circunstâncias que ainda deverão ser esclarecidas, perdeu o domínio do veículo.

Após sair da pista, a motocicleta subiu no canteiro que separa os sentidos da avenida. Na sequência, houve a colisão contra uma árvore.

Com a violência do impacto, o motociclista sofreu ferimentos graves. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência, mas, quando chegaram ao endereço, constataram que a vítima já estava sem vida.

A área onde ocorreu o acidente foi isolada pela Polícia Militar de Trânsito para preservar o local até a realização dos trabalhos periciais. Equipes da Polícia Civil e da Perícia também foram acionadas para os procedimentos necessários.

Durante o atendimento da ocorrência, o trecho da Avenida Manoel da Costa Lima ficou interditado, provocando alterações no fluxo de veículos na região.

As circunstâncias que fizeram o motociclista perder o controle da direção deverão ser apuradas. Até o momento, as informações disponíveis não apontam para o envolvimento de outro veículo no acidente.

 

 

 

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