Sexta, 24 de Novembro de 2017

Nelsinho indica que manterá apoio a Dilma para presidente

29 ABR 2010Por 06h:36
ADILSON TRINDADE

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) deu a entender, ontem pela manhã, que não mudou seu posicionamento político, em vista das eleições presidenciais, ou seja, poderá mesmo apoiar a ex-ministra Dilma Rousseff. “Sou Campo Grande até debaixo d’água. Eu vou ajudar quem está ajudando Campo Grande”, sintetizou sua posição sem, no entanto, citar nominalmente a candidata do Partido dos Trabalhadores. Como para bom entendedor pingo é letra, os meios políticos têm como inarredável a sua posição a favor da escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta, pelo menos, é a leitura política do momento.
Nelsinho foi ontem cedo a Brasília, para encontro com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que está pronto para autorizar a liberação de recursos da ordem de 50 milhões de reais para Campo Grande.
A posição firme de Trad Filho não chegou a ser surpreendente, ao contrário, foi coerente com suas últimas declarações. Mas deixou entre os políticos de seu partido, o PMDB, a impressão de que a ameaça velada feita pelo governador André Puccinelli, de que “cateto fora do bando é comida de onça”, foi simplesmente desprezada pelo chefe do Executivo municipal.
Ainda que com uma “sensação política ruim e desagradável”, líderes peemedebistas não acreditam que a escolha possa significar um provável rompimento futuro com Puccinelli, apontado como a maior liderança partidária do PMDB regional. É inegável, porém, a sensação de que, no futuro, os dois – Nelsinho e André – possam caminhar separadamente. Nesse caso, o atual prefeito campo-grandense seria descartado como o próximo candidato ao Governo do Estado, em 2014, pelo PMDB: Puccinelli poderia ungir outro candidato, “vingando-se”, assim, pelo distanciamento político  que poderá, aparentemente e até o momento, ocorrer na eleição presidencial de outubro próximo.
O prefeito, porém, não quis fazer nenhum comentário a respeito das declarações do governador, insinuando que ele, ao apoiar Dilma Rousseff, seria o cateto fora do bando e, como resultado, a comida da onça.

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