Terça, 21 de Novembro de 2017

Nelsinho dirá a Serra que seu apoio a Dilma é irreversível

12 MAI 2010Por 00h:05
lidiane kober

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) vai deixar claro ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, que é irreversível seu apoio à ex-ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial. Os tucanos de Mato Grosso do Sul estão decididos a promover um encontro entre Nelsinho e Serra com o objetivo de afastá-lo do palanque da petista. Mas, ontem, o prefeito reiterou que o plano do PSDB é inútil porque “ninguém fez mais pelo Brasil e pelos municípios brasileiros do que o governo do presidente Lula”.

O prefeito está disposto a conversar com Serra, no entanto, avisou que nada o fará mudar de ideia. Para ele, o País “avançou em função do governo de Lula”. “O povo está comprando mais, a classe pobre subiu de nível, a classe média está estabilizada. Só não enxerga quem não quer”, declarou. “E eu vou dizer tudo isso ao Serra”, completou.

A intenção das lideranças do PSDB é trazer o pré-candidato a Mato Grosso do Sul neste mês para oficializar a aliança com o PMDB. Na ocasião, Serra iria tentar convencer Nelsinho a apoiá-lo. A preocupação dos tucanos é evitar racha no palanque do PMDB, além disso, trabalham para transferir a popularidade do prefeito de Campo Grande ao pré-candidato do partido.

A esperança do PSDB é usar a influência do governador André Puccinelli (PMDB) para persuadir Nelsinho a mudar de lado. Mesmo mantendo posição irredutível, o prefeito não deixou claro como será o seu apoio a Dilma na eventualidade de o PMDB ficar com Serra. Ele reconheceu a importância de ouvir opinião das demais lideranças do partido para não entrar em choque com a campanha de André. “Não adianta você perguntar isso porque eu preciso ver a posição do governador, que ainda não tomou”, frisou.

Dessa forma, a princípio, Nelsinho deixou no ar a possibilidade de seguir o rumo de Puccinelli na eleição presidencial. Porém, em seguida  apressou-se em reforçar seu apoio a Dilma. “Não é isso que eu quis dizer. Eu quis dizer que isso é uma decisão de todo um grupo”, desconversou.
Apesar da saia-justa, isso, no caso de apoiar um candidato oposto ao PMDB na sucessão presidencial, Nelsinho mostrou-se tranquilo. “As coisas vão clarear mais para frente”, afirmou, em tom de mistério.

Campanha
Sobre a declaração do governador que o incluiu na lista de coordenadores de sua campanha à reeleição, Nelsinho simplesmente revelou-se agradecido. Indagado se a atividade não vai atrapalhar seu desempenho frente à Prefeitura de Campo Grande, ele prometeu atuar somente fora do expediente de trabalho. “Sempre que faço política, é pós-expediente. Das 7h às 17h eu sou prefeito. Depois, eu vou caminhar junto com os colegas para coordenar a campanha”, garantiu. (Colaborou Bruno Grubertt)

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