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Três são encontrados com vida mais de 24 horas após naufrágio

Três são encontrados com vida mais de 24 horas após naufrágio

AGÊNCIA BRASIL

15/01/2012 - 10h25
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Três pessoas foram encontradas com vida dentro do navio de cruzeiro Costa Concordia, mais de 24 horas após o naufrágio na costa da Itália. Um casal de sul-coreanos em lua-de-mel foi retirado da embarcação na madrugada deste domingo. O terceiro sobrevivente foi um tripulante, localizado somente pela manhã e retirado no início da tarde, com uma suspeita de fratura na perna.

Até o momento, foram confirmadas três mortes no naufrágio - dois passageiros franceses e um turista peruano. Cerca de 40 pessoas ainda estão desaparecidas e 30 ficaram feridas, duas delas com gravidade.

O navio levava cerca de 4,2 mil pessoas, incluindo cerca de mil funcionários. A maioria dos turistas era italianos, alemães e franceses.

Também havia 53 brasileiros a bordo, sendo 47 passageiros e seis tripulantes. Segundo o Itamaraty, todos sobreviveram e estão a caminho de Roma ou Milão para providenciar documentos e voltar ao Brasil.

O capitão do Costa Concordia foi detido para interrogatório, enquanto a polícia italiana investiga como ocorreu o acidente, apesar das condições tranquilas do mar no momento do acidente.

A embarcação tombou na noite de sexta-feira (13), após se chocar perto da ilha de Giglio

Mergulhadores continuam tentando vasculhar as partes submersas do navio, que tombou lateralmente próximo à ilha de Giglio. A embarcação, operada pela empresa Costa Crociere, havia deixado o porto de Civitavecchia na manhã de sexta-feira para um cruzeiro de uma semana pelo mediterrâneo.

O presidente da Costa Crociere, Gianni Onorato, afirmou que o principal foco da companhia era dar assistência aos sobreviventes e levá-los de volta aos seus países. Ele afirmou ser difícil determinar o que aconteceu, mas afirmou que o navio sofreu um blecaute após se chocar com "uma grande pedra".

A maioria dos sobreviventes foi levada no sábado a Porto Santo Stefano, já na porção continental da Itália, a 25 quilômetros de Giglio.

Corrupção

Máfia do Asfalto sumiu com milhões na Capital, diz MP

Operação do Gecoc prendeu 7 pessoas, entre elas, o ex-secretário de Infraestrutura Rudi Fiorese e seu braço direito, Mehdi Talayeh

13/05/2026 08h00

Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), descobriu um esquema de corrupção milionário na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que envolvia contratos de tapa-buraco de Campo Grande e resultou na prisão de dois servidores da prefeitura e um ex-titular da Sisep. O esquema que envolvia empresa e servidores funcionava como uma verdadeira “máfia”.

A Operação Buraco Sem Fim, deflagrada ontem, cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, todos na Capital.

De acordo com o MPMS, a ação visa desarticular um esquema de desvio de dinheiro público que estava sendo realizado em contratos de infraestrutura em Campo Grande.

“A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos”, explica o órgão, em nota.

Entre os presos está Rudi Fiorese, que foi secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande de 2017 a 2023 e atualmente exercia a função de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), até ser exonerado do cargo horas depois de a operação vir à tona.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor havia R$ 186 mil em espécie.

Em outro imóvel, havia R$ 233 mil, também em espécie. Esse dinheiro estaria na casa do ex-secretário Rudi Fiorese, segundo apuração da reportagem.

Ainda de acordo com o MPMS, um levantamento indicou que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02. 

Apuração do Correio do Estado apontou que a empresa alvo da operação é a Construtora Rial, que mantém contratos ativos com a prefeitura até hoje.

Conforme consta no portal da Transparência do Executivo municipal, a empresa é responsável pelo tapa-buraco de quatro das sete regiões da cidade: Anhanduizinho; Bandeira; Imbirussu; e Segredo. Somando o valor original desses contratos e seus aditivos, a parceria atual entre a empresa e a Sisep soma R$ 114.608.571,16.

Vale destacar que o mais recente dos contratos, que abrange a região Bandeira, foi assinado em janeiro deste ano pelo valor de R$ 6.979.892,07 e recebeu um aditivo de R$ 2.057.672,18 apenas 40 dias depois de ter sido celebrado.

Além do ex-secretário, também foram presos os servidores Mehdi Talayeh, engenheiro que atuava com cargo comissionado de assessor executivo da Sisep, e Edivaldo Aquino Pereira, coordenador do serviço de tapa-buraco da secretaria. Ambos foram exonerados no fim da tarde de ontem pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Os outros dois servidores presos, Fernando de Souza Oliveira e Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula, ainda não foram exonerados de suas funções na Sisep.

Os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial, e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, pai do sócio da empresa, também foram presos.

VERSÃO

Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Campo Grande disse que os contratos investigados são da gestão passada e confirmou que os servidores serão exonerados, para que possam apresentar suas defesas sem estar exercendo suas funções na Sisep.

“A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, a transparência e o esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas. Outras medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos em função dos acontecimentos”, trouxe note do Executivo municipal.

SEMELHANÇA

Esta não é a primeira vez que os contratos de tapa-buraco são alvo de investigação policial. Em 2015, um vídeo repercutiu na cidade após um funcionário da Selco Engenharia, empresa que prestava serviço de tapa-buraco na época, ser flagrado tapando um buraco inexistente na Capital.

Essa denúncia deu origem a uma força-tarefa que apurou os contratos de tapa-buracos vigentes na época.
No mesmo ano, os contratos foram alvo da Operação Lama Asfáltica, em um dos desdobramentos do MPMS.

A série de investigações resultou em uma ação civil pública por improbidade administrativa, que apurou irregularidades em contratos de tapa-buracos firmados pela Prefeitura de Campo Grande entre 2010 e 2015, concluindo que houve superfaturamento estimado de R$ 6,6 milhões.

Em novembro do ano passado, o ex-prefeito Nelson Trad, empresários, ex-secretários e servidores foram condenados pela prática criminosa, com penalidades que incluem suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, multas que chegam a R$ 1,5 milhão, perda da função pública e proibição de contratar com o poder público.

Além desta, a Operação Buraco Sem Fim se assemelha à Operação Cascalhos de Areia, deflagrada em junho de 2023, após ser constatada a “atuação de possível organização criminosa estabelecida para a prática de crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relativos a contratos para manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário de veículos junto ao Município, que ultrapassavam o valor de R$ 300 milhões”.

Excetuados Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, todos os presos ontem já haviam sido alvo da Cascalhos de Areia.
 

Memória

Fuzileiro naval centenário mais longevo do Brasil e combatente de Guerra morre em Ladário

Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva e combatente da 2ª Guerra Mundial morava em cidade do interior de Mato Grosso do Sul

12/05/2026 18h35

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha Rodolfo César

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Ladário tem pouco mais de 20 mil habitantes e está entre as quatro menores cidades de Mato Grosso do Sul. Seu tamanho não significa grau de importância e foi por lá que nasceu o fuzileiro naval mais longevo do Brasil, que faleceu por causas naturais aos 101 anos, neste dia 10 de maio de 2026. 

O Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva esteve pronto para enfrentar exércitos alemães e italianos na Segunda Guerra Mundial. Passou por treinamento e exercícios militares e foi deslocado para a Ilha da Trindade (a 1,2 mil km da costa do Espírito Santo), onde um grupo estava previsto para seguir até à Europa para combate. Nesse intervalo de tempo, a guerra foi finalizada em 1945 e ele voltou para Ladário.

“Fui incorporado à Marinha Brasileira, no Corpo de Fuzileiros Navais em 5 de janeiro de 1943, quando tinha 18 anos incompletos. Conheci o mal da terrível 2º Guerra Mundial. Eu me orgulho de ter participado, junto com a nossa Gloriosa Marinha”, escreveu o militar na página da rede social que mantinha. 

Dentro da Marinha, virou referência em termos de resiliência e recebeu diferentes homenagens em vida. Por ultrapassar o centenário, entrou na lista exclusiva de Mato Grosso do Sul por integrar um dos 125 homens que passaram dos 100 anos (só 0,004% da população do Estado). Era conhecido por ter uma mente invejável, mesmo diante de tanto tempo de história e luta. Sua saúde também seguia em dia e, nos últimos dois anos, só tomava dois remédios. 

Seu falecimento ocorreu de forma tranquila, conforme relatado. Despediu-se desta vida enquanto dormia e seu enterro ocorreu no final da tarde desta segunda-feira (11), no cemitério municipal de Ladário.

E do mesmo jeito que recebeu honrarias enquanto seguia vivendo em Ladário, sua despedida desta vida também reservou mensagens de respeito e lamento por parte da Marinha, por meio do 6º Comando do Distrito Naval, com sede na avenida ladarense 14 de Julho.

“A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), informa, com pesar, o falecimento do Terceiro-Sargento (Fuzileiro Naval-Reformado) Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo do Corpo de Fuzileiros Navais. Ladarense, o SG Edson iniciou sua trajetória na Marinha em 2 de janeiro de 1943, ao ingressar como Marinheiro-Recruta na 1ª Companhia Regional de Ladário. Após 6 meses, foi promovido a Soldado Fuzileiro Naval. Em junho de 1944, foi selecionado para o curso de especialização de motorista no Rio de Janeiro, retornando ao Pantanal após formado. No mesmo ano, iniciou manobras e exercícios em preparo para a 2ª Guerra Mundial”, informou nota de pesar da Marinha.

Seu falecimento foi também lamentado pela Associação dos Militares da Reserva da Marinha (AMRM) e a Prefeitura de Ladário. “Última continência: Ladário se despede de Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo dos Fuzileiros Navais”, escreveu o governo municipal ladarense, em nota.

A família de Edson, que vive na avenida 14 de Março, emitiu um comunicado sobre a morte do famoso marinheiro.

“Hoje nos despedimos com muita dor do nosso querido avô Edson. Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial e o fuzileiro naval mais antigo do Brasil, carregou em sua trajetória a honra, a coragem e o amor pela família. Para nós, ficará eternamente a lembrança do pai, avô e esposo exemplar, homem de caráter e de grandes ensinamentos. Seu legado jamais será apagado, pois viverá em cada conselho, em cada memória e em cada valor que nos deixou. Nossa família sente profundamente sua partida, mas temos orgulho da linda história que construiu. Descanse em paz, nosso guerreiro.”

Carreira militar e homenagens

Ao longo da carreira militar, o Terceiro-Sargento Edson escapou da morte depois de ter sofrido um acidente em missão que era cumprida em Corumbá. Ao mesmo tempo, sofreu perda óssea que o forçou a se retirar para a reserva.

Sua dedicação para as Forças Armadas e forma de trabalho, mesmo reformado, fez o ladarense tornar-se um símbolo da história militar no Pantanal. Por conta de sua trajetória, em novembro de 2024, quando completou 100 anos, ganhou um evento especial do 6º Comando do Distrito Naval, realizado pelo 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas (3º BtlOpRib). O hino da Marinha, Cisne Branco, foi cantado por crianças e adolescentes que integravam o Programa Forças no Esporte, do Ministério da Defesa, e acompanhado pela banda do 6º Comando.

Edson era também uma referência em eventos públicos da Marinha e seguiu realizando desfiles militares até 2019, antes da crise da covid-19. Também participava sempre dos desfiles em comemoração ao aniversário de Ladário e na celebração da Independência do Brasil. 

“Não perdia o horário do remédio e cuidava da saúde de forma disciplinada. Ele lembrava tudo de cabeça, número de CPF, do telefone das pessoas, dos militares e da Marinha. Ele mexia no celular sem dificuldades, escrevia mensagens para os amigos. Enquanto eu tomava seis remédios, ele tomava apenas dois”, relatou a filha Maria da Graças dos Santos Silva à Agência Marinha.

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