Cidades

CAMPANHAS

Natal desperta sensações e evoca a solidariedade dos campograndenses

Natal desperta sensações e evoca a solidariedade dos campograndenses

Bruna Lucianer

05/12/2010 - 11h10
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Tem gente que diz que é por causa do “espírito natalino”. Tem gente que diz que é hora de agradecer pelas coisas boas que aconteceram durante o ano ajudando a quem precisa. Tem ainda quem diz que é pelo simples prazer de ver outra pessoa sorrir.

Seja pelo motivo que for, centenas de milhares de pessoas espalhadas por todo o planeta aproveitam o Natal para exercer o conceito de solidariedade. Campo Grande tem a sorte de ter uma gama enorme de pessoas dispostas a espalhar a chamada “magia natalina” por aí. Hoje você vai conhecer algumas dessas pessoas e as ações que elas realizam, além, é claro, de saber como é possível entrar na onda e ajudar também.

Natal Encantado

Mariana Lopes e Gustavo Monge, jornalistas, namorados. A ideia de fazer alguma coisa que melhorasse a realidade de pessoas humildes no Natal nasceu há 4 anos, depois de uma visita ao lixão de Campo Grande. “A gente não imagina quanta miséria existe perto da gente”, declara Mariana.

No primeiro ano, com a ajuda de menos de 10 pessoas, conseguiram arrecadar 70 cestas básicas para doar às famílias que trabalhavam no lixão. No segundo ano, eles decidiram que a ação seria voltada às crianças e, com a ajuda de cerca de 15 pessoas, arrecadaram suprimentos para cachorro-quente e brinquedos e fizeram uma festa.

Para este ano, Mariana conta que já tiveram que dispensar ajuda, de tantos voluntários que apareceram. Já arrecadaram todos os suprimentos para os bolos e cachorros-quentes e agora precisam de mais brinquedo. Caso queira ajudar, entre em contato com a Mariana pelo telefone 8412-0035.

Mídias mais sociais

Everton Cação, publicitário de uma agência de marketing digital de Campo Grande, teve a ideia de “digitalizar” a ação solidária. “Queríamos fazer alguma ação beneficente. Pensamos em algumas possibilidades e tudo nos parecia “comum” demais. Até que nos demos conta que, como a internet é nosso meio de trabalho, nada mais óbvio do que transformá-la em meio de arrecadação dos donativos”, explica.

Através de um site que hospeda as famosas “vaquinhas”, Everton criou a campanha “Ajude a tornar as mídias mais sociais”, que oferece a possibilidade de qualquer pessoa doar a quantia que quiser sem sair de casa. A meta é arrecadar R$ 5 mil para reformar a sala de informática do Lar do Ludinho, projeto social da Arquidiocese de Campo Grande que atende em média 120 crianças.

Você pode contribuir com a campanha através do link http://www.vakinha.com.br/Vaquinha.aspx?e=27731 doando a quantia que quiser.

Natal Alegria

Val Reis, publicitária e acadêmica de jornalismo, é figura fácil em ações de cidadania e solidariedade em Campo Grande, independentemente da época do ano. No Natal não poderia ser diferente. Este ano, Val, em parceria com a dupla sertaneja Oliveira e Cristiano, organizou a Campanha Natal Alegria. O objetivo é arrecadar brinquedos para as 70 crianças da Associação Lar Deus Menino, creche localizada na saída para Cuiabá.

Através de parcerias com algumas empresas, da divulgação no twitter e de uma ação realizada ontem na Praça Ary Coelho, Val conseguiu disseminar os conceitos da campanha e, até o meio-dia de ontem, já tinha conseguido arrecadar 50 brinquedos. Se quiser saber como doar, entre em contato com a Val através do seu perfil no twitter: www.twitter.com/valreiss

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Sanesul investe mais de R$ 27 milhões em saneamento básico em Dourados

Planejamento prevê execução de obras dentro do período de 24 meses

09/06/2026 10h35

Divulgação

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A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) utilizará R$ 27,17 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Dourados. De parceria público-privada, a aplicação da quantia faz parte da política de investimentos adotada pelo Governo Estadual.

Em que busca expandir a infraestrutura de saneamento básico e a qualidade de vida da população do interior, a empresa planeja executar o projeto em 24 meses, com entrega em 2 anos.

No município a 226 quilômetros da Capital Morena, o planejamento é implantar a rede coletora de esgoto e ligações domiciliares em dois bairros: no Parque de Exposições, onde ocorre as feiras agropecuária do município e no Monte Carlo, conjunto residencial localizado na área noroeste de Dourados.

Além disso, o contrato pretende construir uma Estação Elevatória de Esgoto Bruto (EEEB Exposição), interceptores Laranja Doce e Paragem, bem como a ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE Ipê). 

O responsável pela ordem de serviço de execução das obras foi o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio. Para ele as obras de esgotamento representa além de saúde pública, a valorização urbana com desenvolvimento e proteção dos recursos naturais.

“Estamos ampliando a infraestrutura de saneamento de forma planejada e sustentável, levando benefícios permanentes para as cidades atendidas”.

Segundo o diretor-presidente da companhia público-privada, a meta é antecipar o cumprimento da universalização do esgoto estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento, que possui previsão nacional para 2033.

A empresa Sanesul é a responsável por atender 68 municípios de Mato Grosso do Sul, e a cobertura de esgotamento sanitário alcança cerca de 76%, sendo considerado um dos maiores indíces do país.

De acordo com Renato Marcílio, a empresa companhia mantém um programa de investimento para ampliar a coleta e tratamento de esgoto, e que esse avanço contribui com impactos positivos além da infraestrutura.

“O saneamento é um dos principais instrumentos de promoção da saúde, redução de doenças e preservação ambiental. Por isso, seguimos investindo de forma contínua para que Mato Grosso do Sul alcance a universalização antes do prazo previsto, beneficiando milhares de famílias em todas as regiões do Estado”.

A segunda maior cidade do Estado recebe o aporte pensando na modernização do sistema de saneamento, em base de um crescimento sustentável.

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