Cidades

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Nasa paga US$ 125 mil para criação de impressora 3D de comida

Nasa paga US$ 125 mil para criação de impressora 3D de comida

terra

25/05/2013 - 21h00
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A agência espacial americana está financiando um projeto para a criação de um protótipo de impressora 3D capaz de criar comida. O engenheiro mecânico Anjan Contractor recebeu uma doação de US$ 125 mil da Nasa, que espera que a impressora 3D possa criar alimentos para os astronautas em viagens espaciais de longa distância. As informações são do site The Verge.

O criador do projeto, no entanto, não pretende que sua criação se limite a imprimir comida para astronautas. O software da impressora será aberto, e o hardware é baseado no código-fonte também livre da impressora 3D RepRap Mendel. O projeto poderia resolver a crescente escassez de alimentos em todo o mundo através da redução dos resíduos.

A impressora usa cartuchos com pó para fabricar a comida. Através da combinação desses cartuchos, uma ampla gama de alimentos poderia ser criado pela impressora. Cada cartucho poderia ter uma validade de 30 anos, o que permitiria viagens espaciais de longa distância.

O engenheiro já provou que seu sistema funciona em um nível básico de impressão de chocolate. O próximo passo da pesquisa é tentar imprimir uma pizza. A impressora vai criar uma primeira camada de massa e depois, com uma mistura de tomate em pó, água e óleo, irá imprimir o molho. A cobertura será uma "camada de proteína".

SEGURANÇA

PF investiga quadrilha especializada em golpe bancário em MS

Operação prendeu um homem que já vinha sendo alvo de investigações por outros tipos de furto dentro do banco

09/01/2026 09h00

Delegado da PF José Magi Stuqui Júnior durante entrevista

Delegado da PF José Magi Stuqui Júnior durante entrevista Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Polícia Federal (PF) investiga qual o tamanho da quadrilha especializada em golpes bancários que tentou aplicar um furto dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal de Campo Grande. O esquema é chamado de falsa central telefônica.

A Operação Central Fake cumpriu ontem um mandado de busca e apreensão e outro de prisão preventiva contra um investigado que foi flagrado pelas câmeras do circuito interno da Caixa Econômica Federal do centro da Capital implantando o golpe.

Segundo o delegado da PF, José Magi Stuqui Júnior, que investiga o fato, a ação começou no fim de semana, com o investigado inutilizando um dos terminais eletrônicos da agência bancária, onde pregou um número falso de uma central de atendimento.

Conforme o delegado, a intenção do investigado era reter o cartão da vítima, que no desespero acionaria o banco por meio da central de atendimento, utilizando o número falso que o criminoso pregou no equipamento.

Neste momento, uma outra pessoa atenderia o telefone e pediria dados pessoais da vítima, além da senha do cartão.

“Pedem dados pessoais da vítima e senha, para que possam depois com o cartão fazer saques e pagamentos”, explicou o delegado.

Por ser um golpe que envolve várias fases, o delegado da PF acredita que outras pessoas estejam envolvidas no crime.

“Esse é um tipo de crime que envolve várias pessoas, ele era um braço aqui, só que para conseguir fazer com que o crime se concretizasse, ele precisa das pessoas que atendam o telefone, das contas bancárias de pessoas por onde passam esse dinheiro, então, com certeza ele não estava atuando sozinho. A gente ainda está aprofundando para saber se consegue mais partícipes ou coautores nessa tentativa de cometer essa fraude”, declarou Stuqui ao Correio do Estado.

Ainda conforme o delegado, desta vez, o investigado não conseguiu efetuar o golpe porque funcionários da Caixa Econômica teriam percebido a adulteração no Caixa Eletrônico e acionaram a polícia antes que o grupo fizesse uma vítima.

“Nesse fato específico não ocorreu, porque a gente conseguiu antecipar, tinha apreendido um cartão de uma vítima, mas como a Caixa percebeu que ele estava estragando o terminal, a gente conseguiu evitar que tivesse vítima. Mas há outros casos em que há vítimas e estamos apurando”, contou.

Stuqui ainda afirmou que este tipo de crime tem se tornado comum dentro das instituições financeiras, entretanto, nem todas as vítimas denunciam à polícia.

O material recolhido durante a operação deverá auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das apurações.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

O homem que foi preso durante a Operação Central Fake já é velho conhecido da Polícia Federal. Conforme o delegado José Magi Stuqui Júnior, ele figura como investigado em, pelo menos, outros cinco inquérito que apuram fraudes e furtos dentro de agências bancárias, sempre da Caixa Econômica Federal.

“Era uma pessoa que já era recorrente neste tipo de crimes na Caixa Econômica, já tinha sido investigado em outros inquéritos nosso e nesse momento conseguimos angariar provas robustas e o juiz concedeu a prisão, disse Stuqui ao Correio do Estado.

De acordo com o delegado, o criminoso era “especialista” em outro tipo de golpe, chamado de pescaria.

“Ele já tinha sido investigado por algo parecido, que chamamos de pescaria, que é uma outra modalidade de furto dentro dos terminais, só que desse eles não usam da engenharia social. Nesse caso da fraude do 0800 ele precisa de uma central, para onde a vítima liga para ceder senha e outros documentos, no caso que a gente tinha investigado ele fazia a pescaria, que é quando ele insere um material e puxa o dinheiro”, relembrou o delegado, que afirmou que além desse investigado, outro homem atuava em conjunto nesses crimes, mas que até o momento esta segunda pessoa não foi identificada neste caso.

A Polícia Federal orienta que clientes não utilizem números colados em terminais e jamais informem senhas por telefone. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar diretamente os canais oficiais das instituições bancárias.

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ENSINO

No primeiro ano sem celular, reprovações caem pela metade

Secretaria de Educação também atribui número positivo a iniciativas para garantir a permanência dos alunos nas escolas

09/01/2026 08h00

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em Mato Grosso do Sul, a reprovação de estudantes na Rede Estadual de Ensino (REE) caiu pela metade no ano passado, o menor patamar já registrado, segundo o titular da Secretaria de Estado de Educação (SED), Hélio Daher. Isso ocorreu no primeiro ano em que os alunos foram proibidos de usar celulares nas escolas.

Conforme dados obtidos em primeira mão pela reportagem do Correio do Estado, em 2025, o índice de reprovação no Estado foi de 5,38% (10,2 mil alunos), metade do porcentual registrado no ano anterior, quando 10,10% (19,1 mil estudantes) foram reprovados no Ensino Médio.

Segundo Daher, este patamar nunca havia sido alcançado antes. “A gente nunca tinha baixado de 10%, já esteve pior, mas nunca abaixo de 10%, então, é de longe o melhor resultado”, afirmou o secretário.

A queda veio justamente no primeiro ano em que os celulares foram proibidos dentro das escolas, após entrar em vigor a Lei nº 15.100/2025, que restringiu o acesso ao aparelho nas instituições de ensino de todo o País, públicas ou privadas.

Para o titular da SED, além da proibição do uso dos celulares pelos estudantes dentro da sala de aula, outros pontos também contribuíram para essa queda tão considerável.

“A diminuição da reprovação na rede estadual de forma considerável é fruto de iniciativas focadas na garantia da permanência dos estudantes na escola, com ações voltadas para a melhoria do desempenho acadêmico e a redução de faltas”, disse Daher ao Correio do Estado

“Com certeza, entre as iniciativas, a suspensão do uso de celulares nas escolas contribuiu, haja vista que promoveu ambientes mais harmônicos e, principalmente, reforçou a dedicação de tempo dos estudantes às aulas e à construção coletiva do conhecimento”, completou o secretário.

PESQUISA

Em agosto de 2025, o Correio do Estado publicou reportagem em que mostrava, também em primeira mão, que pesquisa da SED apontava que, no primeiro semestre do ano letivo do ano passado, a proibição do uso de celulares nas salas de aulas havia contribuído para uma redução significativa da agressividade dos alunos, tanto com os colegas como com os professores, o que reduziu a violência no ambiente escolar.

Segundo a matéria, a pesquisa da época foi realizada com os 342 diretores de escolas estaduais de Mato Grosso do Sul em referência ao primeiro semestre do ano letivo, quando foi implantada a proibição do uso do aparelho nas unidades educacionais.

Aos diretores, foi perguntado: “Desde a implantação da lei, você percebeu algum impacto no comportamento social dos estudantes?” A pergunta se referia à agressividade dos estudantes no ambiente escolar.

Em resposta, 223 diretores (65,20%) disseram ter percebido impacto muito positivo com o fim do uso dos celulares pelos alunos. Outros 102 (29,82%) disseram ter percebido uma leve melhora.

Apenas 4,09%, ou 14 diretores, disseram não ter identificado nenhuma mudança significativa, e 0,87%, ou 3 diretores, relataram impacto negativo, com aumento da agressividade dos estudantes.

Em números totais, 325 diretores notaram que a agressividade e a consequente violência foram reduzidas com a implantação da proibição dos celulares. Isso significa dizer que a violência caiu em 98,1% das escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.

Além do tema violência, a pesquisa da época também abordou a receptividade do tema. O levantamento mostrou que, apesar da resistência inicial, a maioria dos estudantes respeitava a proibição do uso dos celulares.

Segundo os diretores, em 97 escolas a reação foi positiva, em 196 houve algum tipo de resistência, mas depois houve melhora, e apenas em 49 unidades educacionais de todo o Estado ainda havia certo grau de resistência à medida.

No caso do armazenamento dos celulares, 277 diretores (80,9%) afirmaram que os estudantes guardavam os aparelhos desligados dentro das mochilas ou das bolsas. Porém, a pesquisa mostrou que as escolas do Estado também tinham oferecido outras opções para guardar o equipamento.

O maior impacto apresentado pela pesquisa estava justamente relacionado à qualidade da aprendizagem dos alunos. A esmagadora maioria dos diretores afirmou ter percebido melhora no ensino: 211 diretores (61,6%) disseram ter notado aumento na concentração e no engajamento nas aulas.

Alunos do Ensino Médio tiveram bom desempenho escolar no ano passado em Mato Grosso do Sul - Foto: Marcelo Victor/Arquivo Correio do Estado

Outros 121 diretores (35,3%) afirmaram que houve leve melhora, ainda que pontual. Apenas 10 diretores (2,9%) não sentiram nenhuma mudança.

Ao serem perguntados se consideravam a medida como positiva, 331 diretores (96,7%) declararam que sim. Desses, 149, porém, afirmaram que a medida ainda necessitava de ajustes, apenas 2 disseram que a lei era negativa ou de difícil aplicação e outros 9 se declararam neutros e que a medida não havia trazido mudanças relevantes.

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