Política

Julgamento Mensalão

'Não vi', diz Lula sobre pena de Dirceu

'Não vi', diz Lula sobre pena de Dirceu

G1

13/11/2012 - 07h16
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou nesta segunda-feira (12) comentar a pena aplicada ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. "Não achei (nada) porque não vi, meu filho. Deixa eu ver", comentou ao ser perguntado por jornalista.

O ex-presidente falou rapidamente com a imprensa em Barueri, na Grande São Paulo, pouco depois das 18h, após participar da abertura das Olimpíadas do Conhecimento. A decisão do STF foi divulgada por volta das 15h20min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta segunda-feira (12) o cálculo da pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pela corte como o "mandante" do esquema do mensalão. A pena de Dirceu somou 10 anos e 10 meses de prisão, mais multa de R$ 676 mil.

Até o final do julgamento, as penas dos réus condenados ainda podem sofrer ajustes para mais ou para menos, de acordo com o papel exercido por cada um no esquema.

As punições que o Supremo definiu para José Dirceu são as seguintes:
Formação de quadrilha: 2 anos e 11 meses de prisão.

Corrupção ativa relativa a pagamento de propina a parlamentares: 7 anos e 11 meses, mais multa de R$ 676 mil, o equivalente a 260 dias-multa no valór de 10 salários mínimos (no valor vigente à época, de R$ 260).

Se ao final do julgamento prevalecer a punição aplicada nesta segunda-feira, superior a oito anos de reclusão, o ex-ministro da Casa Civil terá que cumprir a pena em regime fechado, conforme regra prevista no Código Penal.

Discurso alinhado

Azambuja filia cinco deputados ao PL e diz que eleger Flávio Bolsonaro é "prioridade"

Ingressam na sigla Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, egressos do PSDB, além de Márcio Fernandes e Lucas de Lima

30/03/2026 17h45

Filiações aconteceram na sede do partido, localizado na Chácara Cachoeira

Filiações aconteceram na sede do partido, localizado na Chácara Cachoeira Foto: Karina Varjão / Correio do Estado

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De olho na eleição de Flávio Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), encabeçado por Reinaldo Azambuja, formalizou, nesta segunda-feira (30), a filiação de cinco deputados com mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Ingressaram na sigla: Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, egressos do PSDB, além de Márcio Fernandes, que deixa o MDB, e Lucas de Lima, sem partido.

"Formamos base aliada aos que estão todos engajados para a eleição do Flávio [Bolsonaro]. Prioridade nossa fazer o próximo presidente da República e eu acho que a gente está bem encaminhado com isso", frisou Azambuja.  

A filiação em bloco altera a correlação de forças no Legislativo estadual e desidrata a bancada do PSDB, que pena para manter seu "ninho" desde o desembarque de sua então principal liderança, o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Apesar da chegada dos novos nomes, já conhecidos no cenário político sul-mato-grossense, Azambuja destacou que a prioridade da sigla é evitar que Lula se reeleja. 

"Eu entendo que o PL tem se fortalecido muito pelo esforço de todos nós, as lideranças que já estavam no PL, os que vieram comigo. O partido cresce e é o compromisso que nós temos com o presidente Bolsonaro, com o Valdemar [Costa Neto], com o Rogério Marinho", destacou Azambuja, que falou em evitar o 4° mandato do petista para impedir que o país siga para o "abismo". 

Para o ex-tucano, as eleições de 2022 renderam frutos a partir das articulações realizadas, o que a sigla procura "emular" neste ano.  Falou que à época, alguns partidos tiveram candidatos com 25 mil votos de fora da Assembleia Legislativa, enquanto outros garantiram vagas com 15 mil votos.

De fato, nomes como Lia Nogueira (PSDB), Professor Rinaldo (Podemos), se elegeram com cerca de 13 mil votos, ao passo que o atual prefeito tucano de Dourados, Marçal Filho, que disputou pelo PP e ficou de fora mesmo com cerca de 24 mil votos válidos.  

Cenário interno

Quanto às disputas internas do partido, Azambuja disse que o fortalecimento seguirá no entorno de Flávio ao menso até julho, quando serão definidas as prioridades por meio de convenções partidárias. 

"Nós temos até julho para as convenções, vamos saber qual nome será que vai compor a chapa. O mais importante de tudo é que a federação está priorizando a eleição do Flávio, conseguir ter dois candidatos ao Senado do Partido Liberal já é uma força nossa aqui", disse o pré-candidato, que disputará ao lado de Contar no Senado. 

"Vamos fazer política com a viabilidade eleitoral pra ter força pra eleger dois senadores, ou senador e senadora, agora ninguém vai abrir mão da lógica, vamos trabalhar nisso até julho e escolher nas convenções e ir para o embate, tendo como prioridade derrotar o adversário que é o Lula", disse o ex-governador. Para ele, o partido deve eleger ao menos sete deputados estaduais em 2026. 

Saiba*

O evento que filiou mais de 1000 políticos, contou com a presença do Governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina, ambos do PP. 

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CHEGADAS E PARTIDAS

Secretários do Estado e de Campo Grande deixam cargos para participar das eleições 2026

No caso do Estado, saem Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza e Frederico Felini, enquanto da Capital sai Marcelo Miglioli

30/03/2026 17h30

Os secretários Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza, Frederico Felini e Marcelo Miglioli deixam os cargos nesta terça-feira

Os secretários Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza, Frederico Felini e Marcelo Miglioli deixam os cargos nesta terça-feira

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Ao longo desta terça-feira (31), os primeiros escalões das administrações públicas de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande sofrerão sérias baixas devido aos pedidos de exonerações dos secretários para participarem das eleições gerais deste ano.
 
No caso do Estado, já estão confirmados os pedidos de exonerações dos secretários Jaime Verruck, titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Marcelo Miranda, titular da Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Frederico Felini, titular da Secretaria Estadual de Administração (SAD), e Viviane Luiza, titular da Secretaria Estadual de Cidadania (SEC).
 
Já na Prefeitura de Campo Grande, está confirmada a saída de Ednei Marcelo Miglioli, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que teria confirmado a interlocutores próximos a entrega do pedido de exoneração em caráter irrevogável para a prefeita Adriane Lopes (PP).
 
Dos quatro secretários estaduais, Jaime Verruck e Viviane Luiza vão disputar duas das oito cadeiras da Câmara dos Deputados destinadas para Mato Grosso do Sul pelo PP, enquanto Marcelo Miranda tentará uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa pelo Republicanos e Frederico Felini vai atuar na coordenação da campanha eleitoral do PP no Estado.
 
A princípio, para os lugares dos quatro secretários de Estado serão nomeados os atuais secretários-adjuntos para os cargos de titulares da Semadesc, Setesc, SAD e SEC porque o governador Eduardo Riedel (PP) não quer promover mudanças significativas nas estruturas das quatro secretarias estaduais.
 
Dessa forma, para o lugar de Jaime Verruck será nomeado Artur Falcette, atual secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, enquanto para substituir Marcelo Miranda assumirá Alessandro Menezes de Souza, que é o atual secretário-adjunto de Turismo, Esporte e Cultura.
 
Para o lugar de Viviane Luiza, será nomeado o secretário-adjunto José Francisco Sarmento Nogueira, enquanto para substituir Frederico Felini assumirá o secretário-adjunto Roberto Gurgel de Oliveira Filho. 
 
No caso de Marcelo Miglioli, titular da Sisep, ainda não está definido o substituto, porém, a reportagem apurou que deve ser também o secretário-adjunto Paulo Eduardo Miranda. 
 
Por enquanto, ele ficará à disposição do PP para eleição de outubro, provavelmente para concorrer a uma das oito cadeiras da Câmara dos Deputados, apesar de pretender disputar novamente a eleição para senador da República.

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