Cidades

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'Não sintam vergonha de não saber falar português', diz Padilha a estrangeiros

'Não sintam vergonha de não saber falar português', diz Padilha a estrangeiros

folhapress

26/08/2013 - 16h15
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"Não sintam vergonha de não saber falar português", disse o ministro Alexandre Padilha (Saúde) hoje ao receber os médicos estrangeiros que chegaram ao Brasil no fim de semana para participar do Mais Médicos.

A maior parte dos profissionais inscritos no programa veio de Cuba, Espanha, Argentina e Uruguai.

"Eu já atendi a vários povos de comunidades indígenas sem falar a língua deles. Muitos dos meus colegas também voltaram sem saber falar nenhuma palavra em línguas indígenas. Salvei vidas. Eles salvaram vidas", disse o ministro. "Se não estivéssemos lá, muitas vidas não teriam sido salvas."

Em um auditório dentro do campus da Universidade de Brasília, da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), o grupo de médicos que está alojado em Brasília participou de uma cerimônia de abertura do programa.

A partir de hoje -e por três semanas- os profissionais que estão na capital federal passarão por uma espécie de curso, antes de serem enviados para as cidades do interior ou áreas carentes em que há falta de médicos brasileiros. As aulas também começaram hoje em outras sete cidades (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza) .

Os médicos estrangeiros serão avaliados por professores de instituições públicas e os que forem considerados aptos, receberão um registro profissional provisório para começar a trabalhar no município que for determinado, a partir de 16 de setembro.

Apesar de destacar que a língua não é um ponto fundamental para que a profissão possa ser exercida, o ministro Alexandre Padilha destacou que os médicos inscritos no programa também serão avaliados pelo seu desempenho em se comunicar em português.

"Vocês passarão por um processo intenso de avaliação, de troca de experiências, de conhecimentos. Quem vai para área indígena, além dos conteúdos nacionais, dos cursos, de avaliação sobre língua portuguesa, vão ter também no fim do dia, módulos específicos sobre a cultura da região onde vão trabalhar", disse.

De acordo com o ministro, também serão convocados profissionais das regiões beneficiadas pelos programas para dar palestras aos médicos estrangeiros.
Chamados de "coordenadores locais", eles falarão sobre os costumes da população, doenças mais comuns, organização do horário de trabalho, entre outros tópicos específicos daquela população. 

usofruto exclusivo

Justiça anula contratos e proíbe fazendeiros de cultivarem mandioca em terra indígena de MS

Terra Indígena Yvy Katu foi declarada de posse permanente do povo Guarani Ñandeva, mas quatro proprietários rurais mantinham atividades agrícolas de forma irregular na área

20/08/2026 18h14

Decisão é da 1ª Vara Federal de Naviraí

Decisão é da 1ª Vara Federal de Naviraí Foto: Divulgação / JFMS

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O Juízo da 1ª Vara Federal de Naviraí declarou nulos contratos e acordos de exploração agrícola firmados por produtores rurais em áreas da Terra Indígena Yvy Katu, em Japorã, e proibiu os envolvidos de voltar a realizar qualquer atividade econômica no território.

A Terra Indígena Yvy Katu, com área aproximada de 9.454 hectares, foi declarada de posse permanente do povo Guarani Ñandeva pela Portaria n. 1.289, de 04 de julho de 2005, do Ministério da Justiça.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou a existência de arrendamentos e parcerias agrícolas que permitiam o cultivo de mandioca e outras atividades agrícolas em áreas que são usofruto exclusivo dos indígenas por quatro produtores rurais não indígenas.

Conforme a denúncia, os acordos foram celebrados ao menos desde 2019, entre os fazendeiros e algumas lideranças indígenas locais, sem deliberação regular da coletividade, sem participação das instâncias tradicionais de decisão e sem anuência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), implicando transferência indevida do uso econômico da terra a particulares não indígenas.

O MPF alegou que esses ajustes violam o usufruto exclusivo assegurado aos povos indígenas na Constituição Federal e acrescentou que a exploração por terceiros provocou danos ambientais e sociais relevantes, com supressão de vegetação nativa, abertura de áreas para monocultura, uso de defensivos agrícolas, assoreamento de nascentes, conflitos internos, divisão comunitária, ameaças e expulsão de famílias dissidentes.

Desta forma, foi requerida a retirada dos proprietários rurais da área, a proibição de ingresso de maquinários agrícolas, a suspensão das atividades de exploração comercial e a adoção de medidas voltadas à proteção possessória do território indígena.

Os produtores rurais sustentaram a inexistência de esbulho, clandestinidade, violência ou ameaça e alegaram que ingressaram no local em razão de ajustes verbais celebrados com indígenas locais, de forma pública, consentida e de boa-fé.

Os réus defenderam ainda que a expressão “arrendamento” não corresponde à realidade dos fatos, pois o caso se tratava de parceria agrícola, voltada a suprir a ausência de maquinário, capital, assistência técnica e fomento estatal suficientes para permitir à comunidade a exploração produtiva da terra. 

Na sentença, o juiz federal Hugo Daniel Lazarin afirmou que a proteção constitucional das terras indígenas impede a transferência de sua exploração econômica para particulares, o que torna os acordos celebrados nulos de pleno direito.

O magistrado também ressaltou que a denominação dada aos acordos não altera a ilegalidade.

“A terra indígena não constitui bem sujeito à livre exploração no mercado privado nem o usufruto coletivo constitucionalmente assegurado pode ser fracionado ou disponibilizado pela manifestação isolada de membros, famílias ou lideranças”, afirmou. 

Segundo o juiz federal, a boa-fé subjetiva alegada pelos réus, a vulnerabilidade econômica das famílias indígenas envolvidas e a insuficiência de políticas públicas de apoio produtivo não convalidam negócios jurídicos de objeto constitucionalmente vedado.

“Esses elementos ajudam a compreender o contexto de surgimento das práticas impugnadas, mas não afastam a ilicitude da transferência informal da exploração econômica do território indígena a particulares não indígenas", disse.

Desta forma, a sentença impôs aos produtores a obrigação de não celebrar novos acordos, não ingressar na Terra Indígena Yvy Katu para plantio, colheita ou outras atividades econômicas e não intermediar negociações semelhantes. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 50 mil por infração.

Segurança Prisional

Drones com celulares e drogas são interceptados na Máxima de Campo Grande

Aeronaves transportavam três aparelhos celulares e porções semelhantes a cocaína e haxixe; apreensão ocorreu durante ação integrada de segurança no presídio.

20/08/2026 17h53

Dois drones usados na tentativa de levar celulares e drogas para a Máxima de Campo Grande foram interceptados nesta quinta-feira (20).

Dois drones usados na tentativa de levar celulares e drogas para a Máxima de Campo Grande foram interceptados nesta quinta-feira (20). Foto: Divulgação/Agepen.

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Dois drones usados para tentar levar celulares e drogas para dentro do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, conhecido como Máxima de Campo Grande, foram interceptados nesta quinta-feira (20) durante uma operação de segurança realizada na unidade prisional.

Além das duas aeronaves não tripuladas, as equipes apreenderam três aparelhos celulares e porções de substâncias com características semelhantes a cocaína e haxixe. O material seria introduzido irregularmente no presídio e acabou recolhido antes de chegar aos detentos.

A interceptação ocorreu durante uma ação conjunta de integrantes da Força Penal Nacional (FPN) e da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul. O trabalho faz parte da etapa prática de implantação e aprimoramento de protocolos de segurança adotados nas unidades prisionais do Estado.

Tentativa frustrada

Os drones foram identificados pelas equipes enquanto eram utilizados para transportar os materiais ilícitos em direção ao complexo penitenciário. Após a interceptação, os equipamentos, celulares e entorpecentes foram recolhidos e ficaram sob responsabilidade da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.

A ocorrência deverá seguir os procedimentos administrativos e legais previstos para esse tipo de situação. As informações divulgadas até o momento não apontam quem teria operado os drones nem para quais internos a carga seria destinada.

O uso de aeronaves não tripuladas representa um desafio para a segurança de estabelecimentos penais por permitir que objetos sejam transportados pelo ar, ultrapassando barreiras físicas como muros, cercas e áreas de controle de acesso.

Celulares e drogas estão entre os materiais que podem ser enviados dessa maneira para o interior das unidades.

Protocolos de segurança

A apreensão aconteceu justamente durante uma atividade destinada a colocar em prática procedimentos de segurança desenvolvidos conjuntamente pelas forças envolvidas.

A etapa permite que policiais penais estaduais e integrantes da Força Penal Nacional executem, em situações concretas, técnicas discutidas durante as capacitações, além de identificar pontos que possam ser aperfeiçoados na rotina operacional dos presídios.

A atuação integrada busca padronizar procedimentos e ampliar a capacidade de resposta a ocorrências dentro e no entorno das unidades prisionais de Mato Grosso do Sul.

No caso registrado nesta quinta-feira, a tentativa de entrada dos materiais acabou servindo como uma situação real para aplicação dos protocolos trabalhados pelas equipes. Os dois drones, os três celulares e as porções apreendidas foram encaminhados para os procedimentos cabíveis.

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