Domingo, 19 de Novembro de 2017

Na história, que haja justiça

27 ABR 2010Por 20h:06

Num momento da história algo sublime nos encanta e nos envolve pelo sentimento de respeito às tradições, memórias de nossos antepassados; orgulho de uma nação, de uma comunidade, é a certeza de se fazer justiça aos baluartes que construíram e constroem os exemplos de cidadania.

Voltar no tempo é preciso, para estudar nossa história, pesquisar os livros, apontamentos e arquivos; nunca será pouca essa busca, principalmente quando novas oportunidades se abrem, novas gerações se estabelecem; as perguntas e indagações são frequentes, desejo e amor dos filhos em conhecer as origens, justificativas para nossa grande realidade.

No tocante à religiosidade, fundamento tradicional de nossa nação, lembrar em 1872, quando do início pioneiro do Arraial de Santo Antônio de Campo Grande; naquele momento e naquela época a voz do coração e da alma, colocou no altar dos homens e de Deus, os destinos desta terra e deste povo, sob a proteção de SANTO ANTÔNIO; assim se criou a cidade, sua capela, sua devoção; em 1899 elevada à condição de cidade e município, sob a égide daquele padroeiro, recebe o nome de CAMPO GRANDE a futura brilhante metrópole, capital de Mato Grosso do Sul.

Orgulho da região sul do antigo Estado de Mato Grosso, vai com o tempo se transformando em sociedade líder no centro-oeste brasileiro; seja pela sua produção pecuarista, terras férteis e ar saudável, vai centralizando as atenções do mundo civilizado, antes na costa do Atlântico, mas depois se interiorizando, preenchendo os grandes vazios mato-grossenses.

Com esse imensurável desejo de justiça que se volta em busca dos ensinamentos escritos; outros são memórias que se contam pelos mais velhos, numa transferência de conhecimento dos mais valiosos, necessários seus registros e divulgação; sabedorias, nossas companheiras e nossas respostas, que haja justiça aos homens e mulheres que construíram nossa realidade, nossa herança de cultura, e hoje nosso perene alicerce a escrever a história.

SANTO ANTÔNIO DE CAMPO GRANDE, nosso início pioneiro, teve seguimento em 1912 com a instalação da primeira paróquia nos descampados da Serra de Maracaju, nascentes do Rio Anhandui; foi a instalação, recebendo o primeiro pároco oficial que se dá conta a história de Campo Grande, e agora vai completar o seu primeiro centenário da Paróquia Santo Antônio, marco de uma religiosidade permanente; são nos momentos de aflição, tormentas e tempestades, vem o amparo espiritual a nos dar força, e suplantar essas dificuldades; também nos momentos de decisões surge a clarividência e as sabedorias, buscadas nos exemplos de seu Padroeiro, e nas tradições mineiras, um inicio de seguimento seguro, para cobrir de glórias as futuras gerações.

No local das recomendações, buscas de orientações dos mais velhos, ali repousam os restos mortais dos pioneiros e denominado de Cemitério Santo Antônio; a cada espaço, floresce uma história, um alto sentimento de respeito; algo de amor sublimado, enaltecendo o amor filial, como segura retaguarda para novo porvir; joelhos ao chão, agradecimentos aos céus em sublime oração.

Mas voltamos ao presente quando nossa metrópole morena ressurge com novos e grandes investimentos na área de cultura e resgate do centro comercial, algo nos chama para uma reflexão; esperança de humildade para compreender, mas também sabedorias para encaminhamentos que a todos conforte.

Nossa lembrança, nunca será pouco relembrar, no momento que uma grande avenida, com grande resultados para o futuro de Campo Grande, se espraia ao longo dos trilhos da antiga Noroeste do Brasil; partindo da Avenida Afonso Pena atinge a estação ferroviária, faz contorno à esquerda, chega aos bairros Cabreuva e Planalto, até a Praça Newton Cavalcanti, a ORLA MORENA; a oportunidade de nominar de Grande AVENIDA SANTO ANTÔNIO, em homenagem à religiosidade e ao centenário da primeira paróquia de nossa Diocese.

 

Arthur Jorge do Amaral, da União Brasileira de Escritores – UBE/MS,
(arthurjdoamaral@uol.com.br)

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