Segunda, 20 de Novembro de 2017

Na despedida, apenas sonhos e incertezas de muitos funcionários

2 FEV 2010Por 23h:36
Son hos, planos e incerteza marcam aqueles que durante muito tempo trabalham na rodoviária no centro da Capital. O encarregado da empresa Cruzeiro do Sul Clarivaldo Cavalcanti, de 49 anos, trabalhou por 22 anos no terminal Heitor Laburu. Ainda na noite de domingo, agua rdou o ú lt imo ônibus sair para fechar o guichê, acompanhado dos colegas de trabalho. Apenas um computador ainda permanecia ligado — os outros equipamentos já tinham sido levados para a nova rodoviária. “A expectativa é de que será melhor no novo local. O maior problema será a distância, pois moro no Lar do Trabalhador e terei de ir para a saída para São Paulo”, comentou. Da empresa São Luiz, o ú lt imo carro sa iu às 23h45min, com direito a uma parada na nova rodoviária. “Alguns passageiros embarcarão aqui e outros, lá”, comentou o funcionário Douglas Gomes, de 26 anos. O ônibus tinha como destino Goiânia, mas passaria por Tupi Paulista e São José do Rio Preto. Desemprego Para alguns funcionários das lanchonetes que ficam de frente para o terminal, a tristeza era pelo último dia de trabalho. “Hoje termina meu aviso prévio. Não sei se amanhã o dono da lanchonete vai abri-la. Ainda não consegui outro emprego”, lamentou Maria da Silva, de 40 anos, que há seis anos trabalhava na Lanchonete Paramount. O ate nde nte Va ndo Ferreira Guimarães, que há dois anos trabalhava em uma lanchonete, também vivenciava os últimos momentos de trabalho. “O patrão me dispensou. Não sei como será, ainda não consegui outro trabalho”. O taxista Valdir Felício da Costa, de 58 anos, manifestou boa expectativa com o novo ponto. Os 30 carros que atendiam a velha rodoviária passarão para a nova. “Sempre escutava muita reclamação dos turistas. Eles perguntavam o que era o prédio, se era um ponto de apoio das empresas. Quando respondia que era mesmo a rodoviária, eles ficavam surpresos”, relatou. (ST)

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