Sexta, 24 de Novembro de 2017

Na campanha, PT vai à caça

8 MAI 2010Por 21h:17

O PT promete ir à caça de correligionários infiéis nas eleições deste ano. Ontem, durante encontro de lideranças do partido, a direção apresentou determinação nacional reforçando norma presente no estatuto, que penaliza filiados flagrados fazendo campanha para adversários. O pré-candidato ao Governo do Estado, José Orcírio dos Santos, descartou qualquer suspeita de traição no partido. "Trata-se de uma medida de precaução", garantiu.

Contudo, não faltam boatos sugerindo a presença de infiéis. Recentemente, informações indicavam a intenção de petistas apoiarem, por exemplo, a "dobradinha" do senador Delcídio do Amaral com o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) na disputa por vagas de senador. Delcídio afastou a possibilidade, enquanto Moka admitiu a intenção de prefeitos do PMDB trabalharem em favor do petista.

O deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) também já foi alvo de desconfiança. Em ato público, ele chegou a reconhecer a intenção de fazer "dobradinha" com o deputado estadual Júnior Mochi (PMDB) em alguns municípios do Estado.

Ainda ontem, o PT recebeu a visita do secretário nacional de assuntos institucionais do partido, deputado federal Geraldo Magela. Ele referendou a adesão de Delcídio, Biffi e do deputado estadual Amarildo Cruz à corrente Movimento PT. O parlamentar também reiterou que a cúpula nacional não trabalha com a hipótese de Orcírio desistir da disputa pelo Governo do Estado para garantir o apoio do governador André Puccinelli (PT) a Dilma Rousseff na sucessão presidencial. (LK)

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