Segunda, 20 de Novembro de 2017

Na Câmara, apenas 32 dos 513 deputados tiveram votos próprios

8 NOV 2008Por 22h:50
     

        Da redação

        Enquanto 16 dos atuais senadores não tiveram um voto sequer para ocupar uma das 81 vagas do Senado, apenas 32 do total de 513 deputados federais chegaram à Câmara com votos próprios e ultrapassaram o quociente eleitoral em seus Estados, sem depender das coligações partidárias. Estes são dois exemplos de distorções do sistema político e eleitoral, que acabam levando para a Câmara deputados com votação pífia e, no caso do Senado, efetivando suplentes sem votos.

O caso mais famoso e emblemático na Câmara ocorreu nas eleições de 2002. Na época, o ex-deputado Enéas, morto no ano passado, obteve mais de 1,5 milhão de votos em São Paulo, elegendo a reboque outros cinco deputados federais do então Prona que tiveram votação inexpressiva. Nas últimas eleições, apenas 32 deputados conseguiram o número de votos necessários para sua eleição - é o chamado quociente eleitoral. Mais de 90% dos 513 deputados eleitos em 2006 estão no cargo graças ao desempenho dos próprios partidos ou das coligações. Além de garantir uma vaga para si, os campeões de votos também asseguram a eleição de colegas menos votados.

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