Domingo, 19 de Novembro de 2017

Murilo desiste do Senado depois de fracassar acordo

24 MAR 2010Por 09h:52
O vice-governador Murilo Zauith (DEM) não deve concorrer ao Senado e, provavelmente, nem a outro cargo eletivo. O democrata havia condicionado sua candidatura à indicação, pelo governador André Puccinelli (PMDB), do secretário estadual de Habitação, Carlos Marun (PMDB), à primeira suplência. Na avaliação de Murilo, essa seria uma garantia de que André daria “igualdade de condições” em relação ao candidato do PMDB ao Senado, deputado federal Waldemir Moka. As negociações, no entanto, fracassaram, segundo o democrata. E, diante do atual cenário, Murilo não pretende se candidatar. Com a desistência de Murilo, o governador vai ter de buscar outra alternativa para completar a chapa de senadores na eventual aliança com o PSDB, DEM e PPS. Murilo considera difícil encontrar outro nome no Bloco Democrático Reformista, formado pelos três partidos, porque ninguém se habilitaria a disputar vaga ao Senado sem o mesmo apoio que será dado a Moka. Murilo deixou claro a sua decisão de defender os interesses do bloco e não pessoal. O vice-governador deve se encontrar com André nos próximos dias para manifestar a sua decisão. A data do encontro ainda não foi agendada. Ele não afastou a possibilidade de voltar atrás se André decidir indicar Marun como suplente, mas considera pouco provável que isso aconteça. A decisão do vice-governador, porém, não encontra respaldo dos tucanos. Eles insistem na candidatura dele para não atrapalhar a aliança com o PMDB nas próximas eleições. “É impensável montar a chapa majoritária sem que Dourados tenha uma participação proporcional à sua importância”, afirmou a senadora Marisa Serrano, por meio de sua assessoria de imprensa. Murilo resiste à pressão. Para o democrata, não adianta entrar numa disputa para o Senado sem o respaldo político- eleitoral do governo e do PMDB. Ele observou que todos os esforços do PMDB e do governador serão para garantir a eleição do deputado federal Waldemir Moka a senador. Com este “rolo compressor”, Murilo avaliou não ter chance de vitória enfrentando Moka e o senador Delcídio do Amaral (PT). A única chance, no seu entendimento, seria concorrer a senador com um nome de peso ligado a André na primeira suplência. Como isto é improvável na atual conjuntura política, Murilo considera “arriscado e desgastante” concorrer isoladamente ao Senado, apenas para completar a chapa e atender aos interesses políticos do bloco liderado pelo PSDB. Marun, nome preferido do vice-governador para ocupar a suplência, afastou a possibilidade de integrar a chapa. A sua prioridade é concorrer à reeleição de deputado estadual. Segundo Marisa Serrano, as lideranças do Bloco Democrático Reformista devem se reunir nos próximos dias para discutir “uma saída negociada para o impasse que vem obstaculizando a formação de uma chapa vitoriosa nas eleições deste ano”.

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