Quinta, 23 de Novembro de 2017

Mulheres se destacam e Brasil fica em 23º em Pequim

24 AGO 2008Por 16h:48
     

        Da redação

        A delegação brasileira encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim na 23.ª colocação geral no quadro de medalhas. O País conquistou três ouros, quatro pratas e oito bronzes, 15 medalhas no total, mas estabeleceu marcas histórias para o esporte do país na competição.

        A mais significativa delas foi a presença da primeira mulher brasileira a ocupar o lugar mais alto do pódio numa competição individual: Maurren Higa Maggi, que venceu o salto em distância com autoridade ao fazer uma marca de 7m04 logo em sua primeira tentativa.

        Antes, a judoca Ketleyn Quadros ficou com o bronze na categoria leve e se tornou a primeira a subir ao pódio. Quem teve desempenho semelhante foi Natalia Falavigna, na categoria acima de 67 quilos do taekwondo, e a dupla formada por Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470 da vela.

        Outra medalha de ouro para as mulheres foi a do vôlei. Com uma campanha irretocável e apenas um set perdido durante toda a competição, as comandadas do técnico Zé Roberto Guimarães calaram as críticas pelas derrotas em Atenas 2004 e no Pan do Rio 2007, tornando-se as primeiras num esporte coletivo a levarem o ouro para o Brasil.

        Por outro lado, o futebol feminino ficou novamente perto de uma grande conquista, mas acabou derrotado pelos mesmos Estados Unidos que tiraram delas a medalha de ouro em Atlanta.

        No que diz respeito aos números, o país igualou as 15 medalhas dos Jogos de Atlanta, em 1996, mas conquistou menos ouros em relação a Atenas, há quatro anos - três agora e cinco em 2004.

        Três medalhistas de ouro nos Jogos da capital grega mudaram a cor das conquistas em Pequim: a seleção de vôlei masculino, que perdeu a decisão para os Estados Unidos, e Robert Scheidt, que trocou da classe laser para a star e obteve a prata com Bruno Prada graças a um excelente desempenho nas últimas regatas.

        

        A outra "inversão de cor" ocorreu com a dupla Ricardo e Emanuel, derrotada na semifinal do vôlei de praia para os também brasileiros Márcio e Fábio Luiz, que acabaram derrotados pelos americanos Rogers e Dalhausser na decisão.

        

        Quem brilhou em Pequim foi o nadador César Cielo. Depois de levar o bronze nos 100 metros livre, ele acabou conquistando o primeiro ouro para o país ao vencer os 50m, com direito a novo recorde olímpico.

        

        Após uma preparação considerada desorganizada e em meio a muitas críticas ao técnico Dunga, o futebol masculino foi bem até as semifinais, quando caiu diante da Argentina e ficou mais uma vez distante do sonho de conquistar a inédita medalha olímpica.

        

        

        Completaram a relação de medalhistas olímpicos os judocas Leandro Guilheiro, na categoria leve, e Tiago Camilo, apontado como favorito na meio-médio. Ambos acabaram com o bronze, mantendo a tradição do país de fazer parte do pódio na modalidade em Jogos Olímpicos.

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