Sábado, 18 de Novembro de 2017

Mulheres são maioria em todas as comunidades católicas

2 MAI 2010Por 13h:00
     

        Da redação

        O novo rosto das CEBs deverá ressaltar a presença marcante das mulheres. Elas são maioria em todas as comunidades - de aproximadamente 100 mil grupos espalhados pelas paróquias do País - e com certeza são também as mais atuantes. "Apesar de, na hora da decisão, a última palavra ser sempre dos homens", afirma Liz Marques. Em sua opinião, esse quadro exige da Igreja uma revisão do papel da mulher em sua estrutura, incluindo num futuro não muito distante a admissão do sacerdócio feminino - a ordenação de mulheres. Não é uma batalha fácil, porque há resistência.
        "Até bispos mais simpáticos às CEBs são críticos em relação às opções que elas adotaram na militância política e social", disse o sociólogo e professor Pedro Ribeiro de Oliveira, que tem assessorado a CNBB na área da pastoral popular As restrições vão tão longe que há até propostas para uma mudança de nome. "Numa reunião em Fortaleza, sugeriu-se que as CEBs passassem a se chamar Comunidade Eclesial de Vivência", revela Liz Marques. Discute-se ainda se a CEB é comunidade de cristãos ou movimento social.
        Pelo Documento de Aparecida, que foi alterado pela cúpula do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), antes de ser levado à chancela do papa, as CEBs devem ser menos ideológicas do que eram na origem. O texto tirou a força da versão aprovada pelos bispos durante a conferência, mas reconhece que em algumas dioceses "as CEBs têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com a sua fé".
        O responsável pelas CEBs na cúpula da CNBB, professor Sérgio Ricardo Coutinho dos Santos, acha que, apesar das críticas sofridas, o Documento de Aparecida contribui para a formação de uma pastoral urbana, na qual as pequenas comunidades continuam sendo uma alternativa ao modelo de sociedade atual. (Do Estadão)

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