Segunda, 20 de Novembro de 2017

drama

Mulher simula gravidez, rouba bebê e é presa

7 SET 2010Por 20h:49
Vânya Santos

A dona de casa Regina Célia Gomes, de 40 anos, simulou uma gravidez para o marido e foi presa em flagrante depois de roubar uma criança no Hospital Universitário.
A vítima foi a pequena Keila Alves Canavi, de apenas um dia de vida, e que estava na maternidade do HU, em Campo Grande. O roubo do bebê aconteceu no início da tarde de ontem, enquanto a mãe da criança, Laudinéia Alves, 25 anos, dormia.
“Ela simulou a gravidez e roubou o bebê para justificar”, explicou o tenente Luciano Espíndola da Silva, do 10º Batalhão da Polícia Militar, pelotão do Jockey Clube. O oficial comandou a equipe que encontrou Regina numa rua próximo ao Posto de Saúde do Bairro Moreninha.
Pela manhã, a mulher teria informado ao marido que seguiria para o hospital onde ganharia a criança. À tarde, ela ligou novamente para dizer que o bebê era uma menina e era linda.
Regina, que é mãe de três filhos, contou que está casada há três anos, que o marido não tem filhos e que sua ação foi motivada pelo desejo de dar um filho ao homem com quem mora. Disse, ainda, que o companheiro, que não teve a identidade revelada, não sabia que ela havia raptado a menina. “Eu estava grávida, mas não sei se perdi”, disparou a mulher, afirmando que há três meses comprou todos os itens do enxoval da criança, que ela criaria como sua filha.
“Agora me coloco no lugar dela”, respondeu Regina ao ser questionada sobre o sofrimento que ela causou à mãe da recém-nascida.
Contou que há cinco anos esteve presa por tráfico de drogas e se dizia arrependida por ter roubado Keila do hospital. A mulher, que mora no Bairro Itamaracá, disse que sua intenção inicial era sair da maternidade e seguir para a casa de uma amiga no Rouxinóis, mas desistiu e resolveu procurar atendimento médico para saber se a menina estava bem de saúde.
Depois de quatro horas de aflição foi que os pais da criança, Laudinéia e o pedreiro Marcos Roberto Canavi, de 25 anos, puderem reencontrar à filha Keila, que foi devolvida a família no hospital de onde foi raptada.
Acesso livre
A dona de casa Regina afirmou que não encontrou dificuldades em entrar ou sair do Hospital Universitário. Ela entrou na unidade pelo acesso principal à maternidade e saiu pelo mesmo local sem ser barrada ou questionada sobre sua permanência no local. Depois de entrar na maternidade, ela constatou que a mãe de Keila estava dormindo, ocasião em que pegou a criança e deixou o setor.
O diretor-geral do hospital, José Carlos Dorsa Pontes, garantiu que a polícia foi acionada assim que a equipe de profissionais constatou o fato. Ele explicou que o sistema de segurança não registrou qualquer passagem da mulher com o bebê no período das 11h às 12h30min de ontem, horário em que Regina roubou a criança.
Ainda conforme José Carlos, uma sindicância será instaurada para apurar se houve falha na segurança da unidade e se haverá necessidade de tornar o acesso mais rigoroso no local. Segundo o diretor-geral, este é o segundo caso de rapto de criança no Hospital Universitário em 30 anos.

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