Cidades

PARANAÍBA

Mulher rouba dinheiro de portador de deficiência e depois o beija na boca

Mulher rouba dinheiro de portador de deficiência e depois o beija na boca

Tribuna Livre Online

18/04/2013 - 17h30
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Um homem de 41 anos, portador de necessidades especiais, foi vítima de roubo na avenida Quedu Leal, no Jardim América, em Paranaíba. Após pegar o dinheiro da vítima, a mulher o puxou e beijou-o na boca. O fato ocorreu ontem.

De acordo com informações da vítima à polícia, ele passava pela avenida quando, em dado momento, um carro que ele disse ser um Celta ou Corsa branco, duas porta, parou ao lado dele e a condutora, uma mulher de cor morena clara, cabelo liso e comprido, pediu que ele lhe desse a quantia de R$ 10.

Ele disse que não tinha, porém ela insistiu. Ele tornou a negar. Foi então que a mulher desceu do veículo, enfiou a mão no bolso da vítima, retirou a sua carteira e se apoderou de R$ 24.

Em seguida a mulher devolveu a carteira para o homem, o puxou pelo pescoço, deu-lhe um beijo na boca, entrou no carro e fugiu.

Foram realizadas diligências pelas proximidades, porém a mulher não foi localizada pela polícia.

Operação Sentinela

Homem é preso suspeito de abusar e gravar criança de 5 anos em Campo Grande

Polícia Civil rastreou pela internet o local onde o material teria sido produzido e encontrou o investigado no mesmo cômodo da vítima; criança foi encaminhada à rede de proteção.

18/09/2026 16h44

Suspeito foi preso em flagrante durante operação da DEPCA contra crimes de abuso sexual infantil em Campo Grande.

Suspeito foi preso em flagrante durante operação da DEPCA contra crimes de abuso sexual infantil em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Um homem foi preso em flagrante nesta sexta-feira (18), em Campo Grande, suspeito de abusar sexualmente de uma criança de apenas cinco anos e gravar os crimes para compartilhar pela internet. A prisão ocorreu durante mais uma fase da Operação Sentinela, deflagrada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o caso começou a ser investigado a partir do trabalho de agentes especializados em crimes cibernéticos e no combate à circulação de material de abuso sexual infantil na internet.

Durante as apurações, os investigadores identificaram registros de conteúdo explícito envolvendo uma vítima de cinco anos. A partir da análise técnica dos arquivos, a polícia afirma ter conseguido rastrear o local onde o material teria sido produzido.

Com as informações obtidas, a DEPCA representou à Justiça pela expedição de um mandado de busca e apreensão. A medida foi autorizada pelo Poder Judiciário e cumprida nesta sexta-feira em um endereço da Capital.

Suspeito estava no mesmo cômodo da criança

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram o investigado no mesmo cômodo onde estava a criança, conforme informou a Polícia Civil.

Ainda segundo a corporação, uma análise preliminar do ambiente e das características físicas do imóvel permitiu relacionar os espaços encontrados durante a busca aos locais que apareciam nos registros investigados.

Para a polícia, os elementos reforçaram a suspeita de que os abusos e as gravações teriam ocorrido naquela residência.

Diante da situação encontrada, o homem foi preso em flagrante. A Polícia Civil também informou que representou pela conversão da prisão em preventiva, medida que depende de decisão judicial.

A identidade do investigado não foi divulgada. Informações que possam levar à identificação da criança também são preservadas em razão da natureza do crime e da proteção legal conferida a vítimas menores de idade.

Criança confirmou abusos, diz polícia

Após a operação, a vítima foi retirada da situação e encaminhada para atendimento psicossocial especializado.

Conforme a DEPCA, a criança confirmou os abusos durante depoimento especial, procedimento realizado de maneira adequada à idade da vítima e destinado a reduzir sua exposição e revitimização durante a apuração.

O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso e providenciar a inclusão imediata da criança na rede de proteção.

A Polícia Civil considera que a operação interrompeu um ciclo de violência que vinha sendo praticado contra a vítima. As investigações, porém, devem continuar para esclarecer a extensão dos crimes e a eventual circulação do material produzido.

Material registra violência real contra crianças

A corporação também chamou atenção para o uso da expressão CSAM, sigla em inglês para Child Sexual Abuse Material, ou Material de Abuso Sexual Infantil.

O termo vem sendo utilizado para deixar claro que arquivos desse tipo não representam simplesmente conteúdo pornográfico, mas registros de violência sexual efetivamente cometida contra crianças.

A investigação deve buscar esclarecer, entre outros pontos, como os arquivos foram produzidos e compartilhados e se o material chegou a outras pessoas ou ambientes virtuais.

Operação Sentinela

A ação desta sexta-feira integra a Operação Sentinela, estratégia permanente da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul destinada ao enfrentamento de crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados ou disseminados por meios digitais.

Segundo a corporação, o trabalho envolve investigações cibernéticas para identificar suspeitos, localizar vítimas e rastrear pessoas envolvidas na produção, armazenamento ou circulação de material de abuso sexual infantil.

A Polícia Civil reforçou que denúncias relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente em unidades policiais.

 

Operação da PF

Candidato a deputado em MS nega trabalho escravo e diz que armas não são dele

Defesa de Carlos Bernardo afirma que empresário não visita propriedade há mais de seis meses, diz que funcionários têm alojamentos climatizados e sustenta que candidato não pode ser responsabilizado pelo arsenal encontrado durante operação da PF

18/09/2026 16h22

Carlos Bernardo afirma que não tinha conhecimento de irregularidades na fazenda e nega ser dono das armas apreendidas durante operação da Polícia Federal

Carlos Bernardo afirma que não tinha conhecimento de irregularidades na fazenda e nega ser dono das armas apreendidas durante operação da Polícia Federal Foto: Divulgação.

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A defesa do empresário Aparecido Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, divulgou nesta sexta-feira (18) uma nota em que nega qualquer envolvimento dele com possíveis condições de trabalho análogas à escravidão e afirma que as 14 armas apreendidas durante uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não pertencem ao candidato nem a familiares.

A manifestação ocorre um dia depois de agentes cumprirem mandado de busca e apreensão em uma fazenda de Carlos Bernardo, na região de Porto Murtinho.

Conforme revelou o Correio do Estado nesta quinta-feira (17), 23 trabalhadores foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto 14 armas de fogo de grosso calibre e munições foram apreendidas. Parte do armamento estava irregular e havia armas com numeração suprimida. 

A investigação apura a possível submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão e a ocorrência de tráfico de pessoas para fins de exploração laboral.

Segundo a PF, a apuração começou após informações de que trabalhadores estrangeiros estariam sendo recrutados informalmente e levados à propriedade, onde supostamente seriam mantidos em situação de vulnerabilidade.

Entre os pontos investigados estão ausência de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à saída dos trabalhadores. 

Até o momento, entretanto, não houve divulgação oficial de que os 23 trabalhadores tenham sido formalmente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho como vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão.

A informação oficial é de que foram encontrados em situação trabalhista irregular, enquanto a eventual caracterização criminal permanece sob investigação. 

Defesa diz que ainda não teve acesso a toda a investigação

A nota é assinada pelo advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que afirma que a defesa ainda não teve acesso à integralidade dos elementos reunidos na investigação. Segundo ele, o acesso está sendo solicitado à autoridade policial e à 5ª Vara Federal de Campo Grande.

Mesmo sem conhecer todo o conteúdo do procedimento, a defesa sustenta que Bernardo não participou nem tinha conhecimento de eventuais práticas ilegais dentro da propriedade.

Segundo a manifestação, o candidato “não praticou, não ordenou, não tolerou e jamais toleraria” qualquer conduta contra a dignidade dos funcionários ou colaboradores.

A defesa também afirma que Bernardo tem interesse no esclarecimento integral dos fatos e defende que eventuais responsabilidades sejam individualizadas no decorrer da investigação.

A posição reforça o que o próprio candidato havia declarado ao Correio do Estado horas depois da operação. Na quinta-feira, Bernardo confirmou ser o proprietário da fazenda, mas negou responsabilidade pelas condições investigadas e disse não possuir relação com o armamento encontrado. 

Defesa cita quatro refeições e alojamentos com ar-condicionado

Um dos principais argumentos apresentados pela defesa diz respeito à estrutura disponibilizada aos funcionários da propriedade.

De acordo com a nota, a fazenda emprega atualmente quase 30 trabalhadores, que receberiam quatro refeições por dia, preparadas por profissionais contratados especificamente para essa finalidade.

O documento também menciona limpeza diária, estrutura sanitária e de higiene, banheiros independentes, períodos de descanso durante a jornada e alojamentos climatizados com ar-condicionado.

Com base nessas condições, a defesa rejeita a possibilidade de exploração laboral na propriedade.

A versão coincide com o relato apresentado pelo próprio empresário ao Correio do Estado após a operação. Bernardo afirmou que os trabalhadores recebem café da manhã, almoço, café da tarde e jantar e sustentou que os alojamentos possuem ar-condicionado.

As condições materiais dos alojamentos, porém, são apenas parte da apuração. A PF também investiga aspectos como recrutamento informal de estrangeiros, ausência de registros trabalhistas, possível retenção de pagamentos e eventuais restrições à liberdade dos funcionários. 

Defesa nega vínculo de Bernardo com as 14 armas

Sobre o arsenal encontrado na propriedade, a defesa afirma categoricamente que as armas não pertencem e nunca pertenceram a Carlos Bernardo ou a integrantes de sua família.

A nota também sustenta que Bernardo não frequenta habitualmente a fazenda e não visita o imóvel há mais de seis meses. Caso algum material ilícito estivesse na propriedade, segundo a defesa, isso teria ocorrido sem autorização ou conhecimento do candidato.

O advogado argumenta ainda que a responsabilidade criminal é individual e que a propriedade do imóvel, isoladamente, não permite atribuir ao empresário responsabilidade pelo armamento encontrado.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente a quem pertencem as 14 armas. Também permanecem sem esclarecimento público os modelos e calibres de todo o arsenal, a quantidade de munições apreendidas e quem mantinha a guarda do material.

A origem das armas com numeração suprimida também deverá ser investigada. 

Defesa aponta falta de segurança na região de fronteira

Outra parte da nota concentra-se nas condições de segurança da região onde está localizada a propriedade.

Segundo a defesa, a fazenda fica em uma área isolada de fronteira entre os rios Apa e Paraguai, distante dezenas de quilômetros da área urbana.

O documento afirma que produtores e trabalhadores da região enfrentam ocorrências de invasões, furtos e abigeato, termo utilizado para o furto ou roubo de animais.

A defesa também sustenta que não existe presença permanente da Polícia Militar ou da Polícia Militar Ambiental naquela extensão territorial e argumenta que a ausência do poder público deixa produtores e moradores expostos à criminalidade.

O argumento já havia sido apresentado pelo próprio Bernardo na quinta-feira. Em entrevista ao Correio do Estado, ele afirmou que propriedades da região mantêm armas em razão da distância dos centros urbanos e de episódios de furto de gado.

A declaração, contudo, não esclarece a propriedade nem a situação legal específica das armas apreendidas na fazenda, pontos que continuam sob investigação.

Investigação continua

A operação ainda está em andamento e não há, até agora, conclusão pública sobre eventual responsabilidade de Carlos Bernardo pelos fatos investigados.

Entre as questões que permanecem pendentes estão quem administrava diretamente a propriedade, como os trabalhadores chegaram à fazenda, qual a nacionalidade deles, há quanto tempo estavam no local, se houve retenção de salários ou documentos, se existiam restrições à saída e a quem pertenciam as 14 armas apreendidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar eventuais responsáveis e outros envolvidos. 

Na nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa afirma que Bernardo continuará colaborando com o esclarecimento dos fatos e que confia no trabalho da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.

O que prevê a lei

Caso a investigação confirme a prática de trabalho em condição análoga à de escravo e haja condenação, os responsáveis podem responder pelo crime previsto no artigo 149 do Código Penal, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão e multa, além da punição correspondente a eventual violência praticada.

Já o tráfico de pessoas para submissão a trabalho em condições análogas à escravidão, também investigado no caso, é previsto no artigo 149-A e tem pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas em lei.

 

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