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Mulher espancada após boatos em rede social morre em SP

Mulher espancada após boatos em rede social morre em SP

g1

05/05/2014 - 10h30
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A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

De acordo com familiares de Fabiane, após as agressões, ela sofreu traumatismo craniano e foi internada em estado crítico no Hospital Santo Amaro, também em Guarujá. Minutos após a agressão, a Polícia Militar chegou a isolar o corpo de Fabiane acreditando que ela estava morta após o espancamento. Na manhã desta segunda-feira, porém, a família recebeu a informação de que Fabiane não resistiu aos ferimentos e morreu.

O espancamento aconteceu no bairro Morrinhos no início da noite deste sábado (3). A mulher foi amarrada e agredida e, segundo testemunhas que acompanharam a agressão, os moradores afirmavam que a mulher havia sequestrado uma criança para realizar trabalhos de magia negra. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Guarujá, onde será investigado. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia está analisando as imagens da agressão e busca identificar os envolvidos no caso.

Marido
O porteiro Jaílson Alves das Neves afirmou, em entrevista ao G1 antes de saber da morte da mulher, que a esposa era inocente. De acordo com ele, a página se confundiu ao colocar uma foto de Fabiane em seu perfil e isso motivou as agressões. “Começou com um boato na internet. Eles colocaram uma foto de uma pessoa parecida e todo mundo achou que era ela. Quando ela voltou para o bairro, a cercaram e começaram as agressões”, explica.

Sobre os agressores, Jaílson espera que a polícia identifique os criminosos por meio dos vários vídeos que foram gravados. “Quero que a Justiça seja feita. Cabe a polícia investigar. Eu não vi ninguém que eu conheço batendo nela. Vamos esperar as investigações e, acredito, os culpados serão punidos”, comenta.

Após as agressões, várias pessoas se revoltaram pelas redes sociais afirmando que Fabiane é portadora de transtorno bipolar e que jamais fez mal a crianças. Jaílson confirmou o tratamento e afirma que a esposa não é agressiva.

O caso também gerou revolta por parte dos amigos de Fabiane. Uma das vizinhas da vítima, que preferiu não se identificar, diz que nunca viu nenhum comportamento agressivo por parte da agredida. “Nunca vi ela agressiva com ninguém, nem com as próprias filhas. As pessoas acreditam em tudo e acaba acontecendo uma tragédia. Eu não estava lá no momento do espancamento, mas se estivesse, defenderia ela imediatamente”, diz.

Advogado acusa página de rede social
O advogado da vítima, Airton Cinto, foi até a casa da família neste domingo (4). Segundo ele, Fabiane é uma dona de casa que tem dois filhos. O advogado diz que Fabiane estava andando na rua quando começou a ser agredida. Algumas pessoas teriam visto, na página Guarujá Alerta, hospedada no Facebook, o retrato falado de uma mulher que estaria sequestrando crianças em Guarujá e pensaram que se tratava de Fabiane. “Ela foi espancada porque acharam que ela era uma pessoa de uma foto. Amarraram ela, arrastaram ela, levaram até o Morrinhos 4 e espancaram ela violentamente. Deixaram ela no mangue. A Polícia Militar preservou o corpo achando que ela estava morta”, afirma. Segundo ele, Fabiane não teve tempo de se defender das acusações e agressões.

O advogado comenta que o autor da página na internet ainda não foi identificado, mas entende que o site foi responsável pelo crime. “Ele divulgou que tinha uma mulher que supostamente sequestrava crianças e criou uma comoção do bairro. Nós vamos responsabilizar o site por isso. Vamos pedir a quebra do IP. Vou solicitar a prisão temporária dele e de todos que foram identificados nos vídeos”, garante o advogado.

Airton deve ir até a delegacia na manhã desta segunda-feira (5) para solicitar os vídeos feitos por moradores no momento das agressões a Fabiane. “Vamos investigar junto com o delegado. Vou para o hospital e depois para a delegacia. A situação dela é gravíssima. Foi uma barbárie cometida por uma injustiça”, lamenta.

O G1 entrou em contato com o Guarujá Alerta, página responsável pela divulgação do material. Segundo os administradores da página, o Guarujá Alerta sempre alertou os seguidores de que a situação era apenas um boato. A página assume que publicou um retrato falado semelhante ao da vítima, foto que foi removida algumas horas depois. Os administradores afirmam que a página vem sendo alvo de perseguição política, já que faz graves denúncias sobre a cidade. O Guarujá Alerta afirma ainda que está aberto para qualquer esclarecimento judicial e se compromete a pedir uma perícia técnica para comprovar que nada foi apagado da página do Facebook.

Alvo da polícia

Herdeiro da família Zahran usou sobrenome para dar golpe até em amigo

Camillo e Gabriel Zahran foram alvo da Operação Castelo de Cartas, que investiga estelionatos cometidos pelos irmãos

29/01/2026 09h30

Policiais do Departamento de Investigação Criminal de São Paulo (Deic) estiveram ontem em Campo Grande para cumprir mandados

Policiais do Departamento de Investigação Criminal de São Paulo (Deic) estiveram ontem em Campo Grande para cumprir mandados Marcelo Victor

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Alvo da Polícia Civil de São Paulo por estelionatos contra investidores do interior paulista ontem, um dos irmãos Zahran já aplicou golpe em amigo sob promessa de retorno com um projeto de fintech voltado para produtores rurais em Mato Grosso do Sul.

Na quarta-feira, Camillo e Gabriel Zahran estiveram no centro do noticiário policial ao serem colocados como chefes de um golpe que enganou diversos investidores no Estado de São Paulo, e que teriam utilizado o sobrenome conhecido no ramo dos negócios para gerar mais credibilidade na negociação. Em um passado recente, um golpe semelhante foi aplicado por um deles, desta vez contra um amigo.

Segundo documento que o Correio do Estado teve acesso, tudo começou em 2017, quando Camillo Zahran e Felipe Leite apresentaram a Felipe Aidar, amigo de longa data da dupla, oportunidades comerciais “relativas a operações de empréstimo com garantias reais para produtores rurais com atividades em Mato Grosso do Sul”.

Pela relação antiga com os dois, Aidar realizou três empréstimos aos dois, que totalizaram R$ 300 mil, porém, o objeto da ação disse que “apenas” metade deste valor ainda seria uma dívida de Zahran e Leite. Com isso, as partes assinaram, em agosto de 2018, uma confissão de dívida com prazo de seis meses para que toda a inadimplência fosse quitada.

Porém, destes R$ 150 mil a pagar, a dupla amortizou apenas R$ 31,7 mil, que foram pagos em duas parcelas durante os anos de 2018 e 2019. A fim de receber o restante, Aidar encaminhou notificações aos devedores em 2022, com a esperança de resolver a situação ainda de forma amigável. Mas, sem sucesso.

Diante disso, em dezembro do mesmo ano, Aidar entrou com ajuizamento para cobrar na Justiça os valores a serem pagos por Zahran e Leite.

Como forma de contrapor a versão dada por Aidar, a dupla justificou que a oportunidade comercial oferecida ao amigo não seria um empréstimo, mas, sim, um projeto de fintech. Além disso, contestaram a confissão de dívida afirmando que tudo se tratava de uma simulação.

Em abril de 2024, o juiz Paulo Henrique Ribeiro Garcia, da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros (SP), não atendeu ao pedido da defesa de Zahran e Leite, argumentando que em nenhum momento a dupla apresentou prova consistente (documento, CNPJ ou contrato social) de que existia uma sociedade ou projeto de fintech.

Também, o juiz considerou a confissão de dívida válida e dentro dos requisitos legais para ser cobrada judicialmente. Por isso, o magistrado reconheceu que a cobrança da inadimplência deve continuar normalmente e determinou que a dupla também teria que pagar as custas do processo e os honorários do advogado de Aidar, fixados em 10% do valor da causa.

Operação

A segunda fase da Operação Castelo de Cartas foi deflagrada ontem em São José do Rio Preto (SP) e Campo Grande pela Polícia Civil de São Paulo. Na capital sul-mato-grossense, o alvo foi dois herdeiros da família Zahran, Gabriel e Camillo.

Gabriel foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol) para prestar depoimento, já que foi alvo somente de mandado de busca e apreensão. Depois de três horas, ele foi liberado e deixou o local sem falar com a imprensa.

Já seu irmão Camillo foi alvo de mandado de prisão, mas como não foi encontrado, foi considerado foragido e segue assim até o fechamento desta edição.

Em coletiva de imprensa realizada no interior paulista, o delegado da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Fernando Tedde, informou que as investigações começaram em 2025, com algumas vítimas de golpes no município paulista, e a polícia conseguiu identificar que os autores eram de Mato Grosso do Sul.

Conforme a Polícia Civil, o golpe consistia em induzir empresários a adquirir cotas de empresas de fachada, sob a promessa de lucros elevados. Para dar mais credibilidade, eles utilizavam o vínculo com o grupo empresarial do setor de gás e energia, alegando que as falsas empresas seriam terceirizadas.

Vítimas de várias cidades sofreram prejuízos milionários ao investirem nestas empresas, que só existiam no papel.

“Eles criaram a empresa de fachada, que simulava essa situação, e foram angariando o dinheiro, como se as pessoas estivessem realmente investindo nesse grupo empresarial. E, quando [as vítimas] foram cobrar os dividendos, descobriram que eles estavam sendo enganados”, afirmou Tedde.

O delegado paulista acrescentou que as investigações apontaram que os irmãos seriam os líderes do esquema criminoso.

Os crimes atribuídos a eles são estelionato comum e estelionato praticado pela internet. As investigações seguem para identificar se há mais vítimas do esquema criminoso, assim como se há mais pessoas que participavam na aplicação dos golpes.

A primeira fase da operação foi deflagrada na segunda-feira, quando foram apreendidos 10 veículos – alguns de luxo –, joias, cheques e notas promissórias que somam mais de R$ 1 milhão, objetos de grande valor e cerca de R$ 250 mil em dinheiro em espécie.

Reincidente

Além de Camillo, Gabriel Zahran também já esteve envolvido em polêmicas passadas. Há mais de quatro anos, em setembro de 2021, Gabriel foi indiciado por homicídio culposo por tirar a vida de Rosevaldo Matias Moitinho, de 46 anos, que seria seu funcionário.

A vítima foi assassinada com um tiro no abdômen enquanto ambos caçavam um javali dentro de um haras, localizado em Campo Grande. Inclusive, em seu depoimento, Gabriel apresentou o documento de caçador, atirador desportivo e caçador (CAC), alegou que o caso aconteceu de noite e entregou a arma que foi usada no crime.

No boletim de ocorrência, foi confirmado que Gabriel levou Rosevaldo até a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) mais próxima, versão dada inicialmente . Porém, também foi relatado que a vítima foi deixada sozinha no complexo hospitalar.

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"SAIU"

Apostas de MS faturam mais de R$45 mil na Loteria Federal

Apostadores do interior do Mato Grosso do Sul tiraram a sorte grande na extração 6037-2 de quarta-feira (28/01)

29/01/2026 09h15

Bilhetes sul-mato-grossenses premiados ontem (28) vieram das cidades de Porto Murtinho e Rio Brilhante, somando exatos R$45.363,00 em prêmios. 

Bilhetes sul-mato-grossenses premiados ontem (28) vieram das cidades de Porto Murtinho e Rio Brilhante, somando exatos R$45.363,00 em prêmios.  Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Apostadores do interior do Mato Grosso do Sul foram agraciados com a sorte grande, faturando juntos mais de R$45 mil através da Loteria Federal, uma das doze modalidades de sorteios realizados pela Caixa, ambos premiados na extração 6013-5 de quarta-feira (29). 

Com esse sorteio sendo realizado no Espaço da Sorte, onde comumente também acontecem as revelações dos números da Lotofácil e Mega Sena, por exemplo, sobre a modalidade, cabe explicar que cada bilhete possui 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. 

Ou seja, em outras palavras, o valor da premiação acaba sendo proporcional à quantidade de frações que você adquirir. O que significa que, com a Loteria Federal, você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Conforme o rateio da extração 6037-2, os bilhetes sul-mato-grossenses premiados ontem (28/01) vieram das cidades de Porto Murtinho e Rio Brilhante, somando exatos R$45.363,00 em prêmios. 

Confira o resultado do sorteio: 

  • 5º prêmio: Porto Murtinho (MS) - R$ 20.363,00
  • 4º prêmio: Rio Brilhante (MS) - R$ 25.000,00
  • 3º prêmio: São Paulo (SP) - R$ 30.000,00
  • 2º prêmio: Gravatá (PE) - R$ 35.000,00
  • 1º prêmio: Narandiba (SP) - R$ 500.000,00

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 18h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você pode escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação do comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação na Agência da Caixa.

 

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