Segunda, 20 de Novembro de 2017

Mulher acusada de maus-tratos corre risco de morte

3 MAR 2010Por 05h:58
Renata Dutra de Oliveira, de 22 anos, acusada de participar dos maus-tratos que levaram à morte a filha Rafaela Dutra de Oliveira, de 3 anos, teve de ser isolada no Estabelecimento Penal Feminino de Campo Grande, Irmã Irma Zorzi. Tomando conhecimento da morte da criança, as outras detentas ameaçavam de morte a nova presa, caso ela fosse colocada em uma cela comum. As internas disseram-se revoltadas com o episódio. A direção do presídio pediu a transferência da acusada para outro estabelecimento penal, o Presídio de Trânsito. Também para lá deverá ser levado o marido dela, Handerson Cândido Ferreira, de 25 anos, o outro acusado de agredir a criança. As remoções deverão acontecer logo. Segundo informações da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), na tarde de segunda-feira, quando Renata chegou ao estabelecimento penal feminino, as outras internas começaram a gritar e a xingá-la, o que obrigou a colocação da acusada em uma cela individual. Informações obtidas com servidores do sistema dão conta de que a direção do presídio feminino pediu a transferência da interna para o Presídio de Trânsito, na saída para Três Lagoas. O marido dela, que está detido na sede da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf), também aguarda a remoção. A delegada Regina Márcia Rodrigues de Brito Mota, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), revelou que deve ouvir hoje à tarde outras seis testemunhas que podem ajudar a elucidar o caso. Mãe e padrasto da criança foram detidos em flagrante e são acusados pelo crime de maustratos com resultado morte. Caso Por volta das 6h30min do último domingo, a criança foi levada para a Santa Casa, pois havia sido vítima de agressão. A suspeita é de que o padrasto a tenha agredido, com participação da mãe. A menina morreu no hospital. Durante depoimento do padrasto e da mãe, que moram no Bairro Amambaí, houve divergências nas versões apresentadas aos encarregados das investigações. O padrasto relatou à polícia que estava sozinho com a vítima e pediu ela lavar as mãos. Como estava demorando para voltar, o homem foi verificar o que havia acontecido e encontrou a menina caída, desacordada, no banheiro. Ele então chamou a mãe da garota para o ajudar a socorrê-la. Um carro chegou ao local e a menina foi levada ao hospital.

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