Domingo, 19 de Novembro de 2017

Muitas opções em forrageiras para o produtor

9 FEV 2010Por ADRIANA MOLINA01h:50
O sistema de produção que promove a integração lavoura- pecuária tem hoje mais de 15 opções de forrageiras, desenvolvidas nos últimos anos, com a finalidade de dar opções ao produtor, que atualmente é acostumado a utilizar a Brachiária ruziziensis nas rotações nos campos. A variedade, que foi a primeira a chegar ao Brasil, acabou sendo substituída na década de 80 por outras forrageiras por não apresentar resistência à praga da cigarrinha. Porém, com o desenvolvimento do sistema de integração, ela se mostrou a mais viável para a produção de palhada. Os produtores voltaram a utilizá-la em grande escala e, por conta da alta demanda no Brasil, agora a ruziziensis está prestes a ficar escassa no mercado. Por isso pesquisas têm aprimorado e incentivado o uso de outros tipos de forragens, capazes também de garantir produtividade. Entre elas estão a Brizantha piatã, Panicum aruana, Brachiária decumbens. Há ainda a Marandu, Xaraés, Massai e Tanzânia. Segundo o engenheiro agrônomo Clodoaldo Rocha de Almeida, cada uma está indicada para um tipo de produção. “Observamos que há forrageiras que respondem melhor em sistemas de rotação a longo prazo, por exemplo. Outras em sistemas mais rápidos”, diz. Entre as mais adequadas para as a longo prazo, estão as Brizanthas piatã, Marandu e Xaraés; e a Panicuns aruana, além das Massai e Tanzânia. “Nos casos em que são realizadas rotações com intervalos de lavoura e gado entre dois a quatro anos essas respondem melhor e garantem boa produtividade”, afirma o agrônomo. Mas quando se utiliza a forrageira para rotações a curto prazo (de até 6 meses) a ruziziensis é a mais indicada, conforme Almeida, pois desenvolve-se mais rápido e têm grande volume de massa. Além disso, o custo para o processo de secagem chega a ser até 50% mais barato que outras. Ela também é muito usada como palhada, substituindo o milheto. A variedade demora mais para se decompor e dessa forma protege o solo por tempo maior contra perdas de água – o que deixa a temperatura mais apropriada. “A utilização da forrageira impede ainda o mofo branco, doença causada por fungo e que ataca a soja. Ela forma uma barreira física e não permite a proliferação fúngica”, explica. Custos de produção Os preços das sementes de forrageiras por hectare variam de R$ 40 a R$ 115. Talvez por ser uma das mais baratas (cerca de R$ 40 por hectare) e com grandes vantagens na relação custo-benefício, a ruziziensis seja a mais consumida hoje no Brasil. Depois dela, a Marandu é a com preços mais atrativos para o produtor, cerca de R$ 42 por hectare. Entre as mais caras estão a Piatã, que custa R$ 70 por hectare e, em seguida a Massai, cotada em média a R$ 115 em Mato Grosso do Sul.

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