Cidades

SINAD

MS será o 1º do País a integrar banco sobre apreensão de drogas

MS será o 1º do País a integrar banco sobre apreensão de drogas

DA REDAÇÃO

02/09/2011 - 16h00
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Mato Grosso do Sul será o primeiro Estado da Federação a alimentar o Cadastro Nacional de Apreensão de Drogas e Bens Relacionados (Sinad). O comunicado veio por meio de vídeo conferência, realizada no fim de agosto, da qual participaram representantes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), policiais federais em Campo Grande, integrantes do Departamento de Polícia Federal (DPF), Polícia Civil do Distrito Federal, integrantes da Secretaria Nacional Antidrogas e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A escolha foi pelo fato do Estado ser considerado um dos corredores do tráfico. Desta forma, os investimentos contribuirão para a realização de ações de combate ao contrabando de entorpecentes. O sistema deve ajudar para a formulação de dados estatísticos sobre esses crimes com informações precisas.

Com o cadastro, o Estado passa a inserir dados referentes a ocorrências com drogas, como locais de apreensão, tipo e quantidade de entorpecente apreendido, idade e sexo dos envolvidos entre outras informações. Por meio do Sinad Mato Grosso do Sul terá acesso aos mesmos dados inseridos pelas polícias de outros estados. E também a prioridade no repasse de recursos provenientes destas apreensões.

A adesão ao novo sistema pode viabilizar a liberação mais rápida de recursos provenientes da venda de bens apreendidos que sejam relacionados ao tráfico de drogas. “Podemos saber se houve perda destes bens para a União ou não para a liberação de recursos federais destinados ao Estado”, explica o gestor do sistema no Estado, investigador da Polícia Civil Francisco Duarte. A comunicação on-line do Sigo [Sistema Integrado de Gestão de Segurança] com o Sinad será atualizada em uma média de quinze minutos diariamente.

Sistema

O sistema nacional está previsto na lei de entorpecentes de 2006 que estabelece a criação de um banco de dados nacional que comporta todas as informações sobre apreensão de drogas e bens relacionados com tráfico. Segundo o gestor, o Estado será o primeiro a integrar o novo sistema porque é uma região considerada corredor para o tráfico de entorpecentes, seguido pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro. O projeto é desenvolvido pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp)

De acordo com o Ministério da Justiça, o sistema deve ajudar na formulação de políticas públicas mais precisas, no acompanhamento e distribuição dos recursos obtidos pela apreensão de bens envolvidos no tráfico de drogas e na produção de dados estatísticos sobre o tema. A meta do governo federal é que até o fim de 2012 todos os Estados brasileiros incluam suas informações no banco nacional.

 


 

Investigação

Fraude em exames teve R$ 6,8 milhões pagos pela Prefeitura de Nioaque à Prontomed

Dados do município mostram que a Prefeitura empenhou R$ 6,8 milhões à clínica entre 2018 e 2025, valor que saltou mais de 5.000% sob a mesma inexigibilidade de licitação de 2019

13/08/2026 18h30

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Levantamento nos dados da Prefeitura de Nioaque identificou 111 empenhos emitidos pelo Fundo Municipal de Saúde em favor da Prontomed entre 7 de novembro de 2018 e 31 de março de 2025, somando R$ 6.800.399,00, valor integralmente liquidado e pago pelo município.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) executou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação Auditus, com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. Segundo o órgão, as investigações, que miram contratos da Prefeitura de Nioaque com a empresa Prontomed Clínica Médica Ltda. para serviços médicos, reuniram elementos de "um esquema criminoso estruturado, voltado ao direcionamento de contratações, ao pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, mediante o sistemático pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos".

A reportagem teve acesso aos três contratos assinados entre 2019 e 2022 que nascem do mesmo processo, uma inexigibilidade de licitação.

Os documentos não indicam a abertura de uma nova licitação para sustentar os reajustes: o valor global saltou de R$ 21.600,00 em 2019 para R$ 1.144.000,00 em 2021 (+5.196%) e R$ 2.127.960,00 em 2022 (+86% sobre o contrato anterior).

Contratações por inexigibilidade têm, por definição, concorrência limitada, reajustes dessa magnitude, mantendo a mesma justificativa jurídica de 2019, tendem a chamar atenção de órgãos de controle, independentemente de qualquer apuração de fraude.

Somente em 2022 e 2023, a Prefeitura empenhou R$ 4.511.583,00 à Prontomed, 66% de tudo o que foi pago à empresa em quase sete anos de relação contratual. O MPMS afirma que o gasto com os serviços médicos teve alta de 1.713% no período das "contratações fraudulentas", entre 2022 e 2025.

O valor de R$ 6,8 milhões apurado pela Argos é o que a Prefeitura efetivamente empenhou e pagou à Prontomed, segundo os empenhos individuais registrados no Portal de Dados Abertos.

Falsos exames

Segundo o Ministério Público, a Prontomed foi contratada em maio de 2019 para prestar consultas, exames, procedimentos e cirurgias à rede municipal de saúde. A primeira fase da Operação Auditus, deflagrada em 1º de julho de 2025, cumpriu dez mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Jardim, e na Secretaria Municipal de Saúde de Nioaque. As investigações, conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontaram cobranças por exames não realizados, entre eles o teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), que dá nome à operação, com prejuízo então estimado em mais de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024.

O Anexo de Procedimentos do Contrato 42/2022, obtido pela reportagem, relaciona o exame com preço e volume estimado definidos: "TESTE DA ORELHINHA (executado pela fonoaudióloga)", 30 unidades por mês, 180 em seis meses, R$ 160,00 cada, R$ 28.800,00 no período.

Também constam "TESTE DO OLHINHO" (R$ 16.200,00/6 meses) e "TESTE DA LINGUINHA" (R$ 16.200,00/6 meses), exames neonatais de baixo custo unitário e alto volume estimado, sem que o contrato preveja qualquer mecanismo de auditoria, glosa ou conferência in loco.

Em 5 de agosto de 2025, o Ministério Público de Contas propôs ao Tribunal de Contas de MS (TCE-MS) a abertura de uma averiguação prévia sobre os contratos entre a Prefeitura e a Prontomed, pedido aprovado por unanimidade pelo Pleno do TCE-MS, que passou a poder realizar inspeção in loco e coleta de documentos.

O MPMS afirma ter reunido, a partir do material apreendido na primeira fase e de diligências posteriores, evidências de que 83% dos exames e consultas pagos pelo município foram simulados.

A reportagem apurou que a Prontomed segue fechando contratos públicos: em 27 de novembro de 2025, quase cinco meses depois da primeira fase da Operação Auditus, a empresa assinou o Contrato nº 14/2025 com a 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada do Exército Brasileiro, sediada em Jardim.

Com vigência de 60 meses (renovável por mais 60), para atendimento ambulatorial de militares, pensionistas, servidores civis e dependentes pelo Fundo de Saúde do Exército (FuSEx/SAMMED/PASS), com valor estimado de R$ 70.560,00, modesto perto dos valores pagos por Nioaque, mas notável pela duração de cinco anos e por uma governança contratual bem mais rígida que a dos contratos municipais.

O contrato militar traz uma tabela de glosa com 80 hipóteses de irregularidade (entre elas, "procedimento/exame não realizado"), previsão de auditoria presencial periódica e cláusulas específicas de proteção de dados. Ou seja, a empresa sabia de itens de compliance necessários para fechar contratos com o Poder Público.

Interior

Motorista de carreta que caiu em rio após ponte desabar é encontrado morto

Corpo foi encontrado submerso dentro do veículo; Polícia Civil e Polícia Científica acompanham ocorrência

13/08/2026 18h15

Caminhão despencou no rio após ponte ceder

Caminhão despencou no rio após ponte ceder Reprodução

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O motorista da carreta que caiu no Rio Taquari após parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros desabar, na manhã desta quinta-feira (13), morreu no acidente. O corpo foi localizado por equipes do Corpo de Bombeiros, preso dentro do veículo, que ficou submerso após a queda da estrutura.

O acidente aconteceu na MS-168, no trecho que interliga as rodovias MS-214 e MS-423, conectando as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia. O local fica no território de Corumbá, a aproximadamente 170 quilômetros de Coxim, mas, devido à proximidade, equipes de resgate do município foram mobilizadas para atender à ocorrência.

Segundo atualização divulgada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, os bombeiros agora trabalham para definir a melhor estratégia para retirar o corpo do veículo. Mergulhadores, barqueiros e equipes de apoio participam da operação.

A Polícia Civil e a Polícia Científica também acompanham o caso para levantar as circunstâncias do acidente e realizar os procedimentos necessários para identificação da vítima.

QUEDA DA PONTE

O acidente aconteceu no início da manhã, quando a carreta passava pela ponte sobre o Rio Taquari. Parte da estrutura cedeu e o veículo caiu no rio.

Inicialmente, o Governo do Estado informou que o motorista estava desaparecido e que o caminhão havia ficado submerso. 

Ainda conforme o governo, duas pessoas estavam no local no momento do desabamento. Uma delas conseguiu escapar, enquanto o motorista ficou preso no veículo.

A ponte, batizada de João Wenceslau Leite de Barros, foi construída entre 2008 e 2009, com conclusão em setembro de 2009. A estrutura é uma importante ligação entre os pantanais do Paiaguás e da Nhecolândia.

INVESTIGAÇÃO

Após o desabamento, equipes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) foram deslocadas para o local para levantar as possíveis causas da queda.

Até o momento, o Governo do Estado não apontou o que provocou o colapso da estrutura.

Em nota, o governo informou que trabalha para identificar os motivos da queda e que novas informações serão divulgadas conforme a apuração avance.

O local do acidente é considerado isolado, o que, segundo o próprio Estado, dificulta a comunicação e o repasse imediato de informações.

A ocorrência também reacende o debate sobre as condições das pontes que integram as rodovias estaduais e sobre a necessidade de inspeções e manutenção periódicas dessas estruturas.

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