Cidades

EM DEFINITIVO

MS recebe Batalhão de Aviação do Exército

MS recebe Batalhão de Aviação do Exército

DANIELLA ARRUDA

08/01/2011 - 00h02
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Após dois anos de instalação, estrutura do 3º Batalhão de Aviação do Exército (Bavex) começa neste ano a ser transferida definitivamente de São Paulo para Mato Grosso do Sul, onde já está em operação uma das quatro esquadrilhas componentes da unidade, com efetivo de 80 militares e cinco aeronaves. A previsão é que até 2014, o novo batalhão esteja com toda parte física e operacional já concluída em Campo Grande, passando a contar com efetivo de 350 homens e 16 aeronaves.

Ontem, ocorreu a solenidade de passagem de comando do 3º Bavex, assumindo o posto o tenente-coronel de artilharia Evandro Luís Lopes Ferreira, que veio de Taubaté (SP), sede original da unidade, em substituição ao tenente-coronel de cavalaria Lourenço Willian da Silva Ribeiro Pinho. Em seu discurso, o antecessor destacou que esta mudança "marca a reunificação do comando e dos meios da unidade que, por mais de dois anos, ficou dividida entre Taubaté e Campo Grande".

Conforme informações do oficial de comunicação social do 3º Bavex, capitão Brasil, a unidade dispõe de esquadrilhas de reconhecimento a ataque (esta já instalada na capital sul-mato-grossense), emprego geral, comando e apoio e manutenção e suprimento. A previsão é que o efetivo aumente gradativamente, até chegar ao seu total de 450 militares. Somente para fevereiro, deverão ser incorporados ao batalhão em Campo Grande mais 20 homens. O mesmo deve ocorrer em relação às aeronaves — todas helicópteros, nos modelos HA1 Fennec, HM1 Pantera e HM3 Cougar —, conforme as instalações militares forem concluídas. "Atualmente há um hangar (para manutenção) em construção e ele deve ficar pronto em junho deste ano", informou. Enquanto as estruturas não ficam prontas, o 3º Bavex utiliza de forma temporária um hangar portátil, para abrigar as aeronaves que já estão em Campo Grande.

Transferência

Criado em 17 de agosto de 1993, o 3º Batalhão de Aviação do Exército, também conhecido como Batalhão Pantera, é uma das organizações militares mais operacionais do Exército brasileiro, tendo cumprido inúmeras missões aéreas. Merece destaque a missão realizada em 11 de março de 1994 na ilha de Superagui, no Paraná, quando a unidade auxiliou a Companhia de Saneamento do Paraná, içando e posicionamento, no alto de um morro, um reservatório de água de 25 mil litros, possibilitando o fornecimento de água tratada para 2.300 moradores do local na época.

Portaria publicada em 25 de abril pelo Comandante do Exército modificou a sede do 3º Bavex de Taubaté para Campo Grande, onde passa a atuar junto ao Comando Militar do Oeste. A transferência começou em fevereiro de 2009, com a ativação de um destacamento na Vila Cerradinho, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Campo Grande. A unidade tem agora como principais missões a manutenção da segurança da faixa de fronteira, além de prestar apoio às tropas do CMO.

Cidades

Tecnologia na saúde só reduz desigualdades quando chega aos mais vulneráveis, alerta especialista

Ferramentas como telemedicina, monitoramento remoto e sistemas digitais de apoio à decisão clínica contribuem para a transição de um modelo de cuidado reativo

01/02/2026 18h30

Suélia Fleury Rosa, membro sênior do IEEE

Suélia Fleury Rosa, membro sênior do IEEE Foto: Reprodução

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O avanço das tecnologias digitais aplicadas à saúde tem ampliado as possibilidades de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento de pacientes.

No entanto, esse potencial só se traduz em redução de desigualdades quando as soluções chegam, de fato, às populações em situação de maior vulnerabilidade.

O alerta é de Suélia Fleury Rosa, membro sênior do IEEE, maior organização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

Segundo a especialista, ferramentas como telemedicina, monitoramento remoto e sistemas digitais de apoio à decisão clínica contribuem para a transição de um modelo de cuidado reativo para um enfoque mais preventivo, capaz de antecipar riscos e organizar melhor os fluxos de atendimento, especialmente na atenção primária.

“Ao permitir triagens digitais, acompanhamento à distância e melhor organização dos fluxos de atendimento, essas soluções ajudam equipes de saúde a agir de forma mais antecipada, priorizar casos de maior risco e oferecer cuidados fora do consultório tradicional. Na prática, isso contribui para reduzir atrasos no diagnóstico, evitar agravamentos evitáveis e aliviar a sobrecarga dos sistemas de saúde, especialmente em regiões com poucos recursos”, explica.

Apesar do avanço tecnológico, desigualdades sociais, econômicas e territoriais ainda influenciam diretamente os resultados em saúde. Em muitos territórios, o diagnóstico tardio segue como regra, sobretudo em doenças crônicas e condições evitáveis. Esse cenário é apontado por organismos internacionais e estudos como o Relatório Mundial sobre Determinantes Sociais da Equidade em Saúde, publicado pela Organização Mundial da Saúde em 2025.

Para Suélia, um dos principais entraves está na dificuldade de transformar inovação em política pública sustentável.

“Muitas experiências permanecem restritas a projetos-piloto ou aplicações pontuais, sem integração aos sistemas locais de saúde ou continuidade no longo prazo. Quando isso ocorre, o potencial transformador da tecnologia se perde antes de chegar a quem mais precisa”, afirma.

A especialista destaca que o impacto real das tecnologias em saúde depende de fatores que vão além do desenvolvimento técnico, como infraestrutura adequada, capacitação das equipes, planejamento de longo prazo e participação das comunidades desde as fases iniciais dos projetos.

“A tecnologia só cumpre seu papel social quando é desenhada para incluir, e não para excluir. Se ela não chegar a quem mais precisa, corre o risco de ampliar desigualdades em vez de reduzi-las”, ressalta.

Segundo Suélia, muitas iniciativas não avançam além da fase experimental por não estarem adaptadas às realidades locais, enfrentarem limitações estruturais ou carecerem de evidências que sustentem sua adoção em larga escala.

“Sem planejamento e compromisso de longo prazo, a tecnologia corre o risco de se tornar apenas uma boa ideia”, pontua.

Nesse contexto, o IEEE atua como articulador entre conhecimento técnico, inovação e demandas sociais, promovendo o uso responsável da tecnologia em áreas como saúde, educação e bem-estar. A organização reúne engenheiros, pesquisadores e educadores de diversos países com foco em soluções escaláveis e orientadas ao impacto humano.

“A inovação em saúde só faz sentido quando consegue melhorar a vida das pessoas de forma concreta. Antecipar riscos é fundamental, mas reduzir desigualdades exige compromisso, continuidade e presença nos territórios”, conclui.

Saiba*

Reconhecida por suas publicações científicas, conferências e padrões tecnológicos, a entidade atua em áreas que vão da engenharia biomédica aos sistemas de energia, computação e telecomunicações. 

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Sete Quedas (MS)

MP investiga qualidade da água após forte odor e choque elétrico em torneira

Moradores relatam diversas queixas após ativação de um novo poço no sistema de abastecimento

01/02/2026 18h00

Água caindo da torneira

Água caindo da torneira ARQUIVO

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Qualidade da água está sendo questionada por moradores de Sete Quedas, município localizado no extremo Sul de MS, a 469 quilômetros de Campo Grande.

As queixas começaram a surgir após ativação de um novo poço no sistema de abastecimento.

As reclamações incluem:

  • Forte odor
  • Gosto salobro
  • Resíduos sólidos no líquido
  • Choque elétrico em chuveiros e torneiras metálicas
  • Escurecimento de panelas durante o cozimento
  • Rápido escurecimento das velas de filtros domésticos - indicando possível concentração elevada de minerais ou resíduos metálicos

Com isso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas (MS), está investigando a qualidade da água fornecida pela concessionária responsável pelo serviço no município.

Portanto, o MPMS solicitou:

  • Laudos físico-químicos, microbiológicos e coleta independente de amostras à Vigilância Sanitária Municipal
  • Informações sobre possíveis doenças de veiculação hídrica à Secretaria Municipal de Saúde
  • Informações sobre a regularidade da outorga do novo poço no sistema de abastecimento

Após a coleta de dados, o Ministério Público poderá adotar medidas cabíveis, como recomendações, celebração de termo de ajustamento de conduta, conversão em inquérito civil ou ajuizamento de ação judicial.

A concessionária responsável pelo abastecimento de água e coleta de esgoto em Sete Quedas (MS) é a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

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