Sábado, 18 de Novembro de 2017

MS deve elevar exportação de carne bovina este ano

23 FEV 2010Por 03h:54
A exportação de carne bovina pode dar fôlego ao setor frigorífico e à pecuária de Mato Grosso do Sul. O Estado exporta 30% da carne que produz e deve elevar esse patamar para 45% em 2010, segundo estimativa da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS). Esse número garantirá a MS a liderança entre os estados exportadores, perdida para São Paulo, que passou a receber os animais para abate após o fechamento de unidades frigoríficas em MS. A retomada da indústria vai segurar os bovinos no Estado e incrementar os índices de comercialização com mercados internacionais. Os compradores da carne sul-mato-grossense estão na Rússia, Irã, Hong Kong, Egito, Venezuela, Argélia, União Europeia, Arábia Saudita, e Israel. A partir de março, grupos da União Europeia, Rússia, Israel e Egito voltam ao Estado para as visitas corriqueiras. A novidade do ano será a missão de representantes da Sérvia, pequeno país no sudeste da Europa. “Eles já estiveram aqui no ano passado, gostaram e devem passar a comprar”, acredita Baez. O entra e sai de estrangeiros e suas missões indicam que os caminhos estão abertos, mas o desafio é acertar a China e os EUA. “A China nunca comprou carne bovina de Mato Grosso do Sul, e tem uma demanda interna incrível; já para os EUA, queremos vender carne in natura”. Carne orgânica A aposta de MS para o futuro é o mercado de alimentos orgânicos. Incentivados pela busca por um estilo de vida mais saudável, consumidores estrangeiros e brasileiros são capazes de gastar mais em alimentos sem conservantes e outros aditivos químicos. No Estado, cerca de 500 animais orgânicos são abatidos por mês, provenientes de 16 produtores da região do Pantanal. O rebanho é de 45 mil bovinos, distribuídos em 110 mil hectares. A carne que o mundo pede, e pode pagar por isso, vem de animais criados em pastagens naturais e sem remédios. “É o mercado que paga melhor”, diz o diretor da SFA/MS, Orlando Baez. Cinco unidades frigoríficas estão aptas a abater, processar e comercializar a carne orgânica no Estado. O principal credenciado é o grupo JBS (Friboi e Bertin), que já passou por auditorias e tem certificação especial. Consumo derruba preço O setor aposta na expansão da oferta para deixar a carne mais barata. Atualmente, nos supermercados, ela custa entre 20% e 30% a mais do que a de boi criado no sistema comum. Produzir sem a ajuda de agrotóxicos, entre outras técnicas modernas malvistas por esse tipo de consumidor, é mais difícil e mais caro. Outras exigências, como rastreabilidade e certificação feitas por empresas terceirizadas, encarecem o produto nas gôndolas. (Colaborou Adriana Molina)

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