Domingo, 19 de Novembro de 2017

MS despenca no ranking do desemprego

9 SET 2010Por 21h:25
Carlos Henrique Braga

Enquanto a maioria dos estados brasileiros experimentou perda de empregos durante a crise de 2009, Mato Grosso do Sul viu sua taxa de desocupação cair para 6,8%, ante 7,4% registrados em 2008. Na contramão, a taxa nacional subiu de 7,1% para 8,3% no mesmo período. No ranking nacional, o Estado despencou de 8º maior percentual de desempregados para 18º. As informações estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No período, apesar da crise econômica mundial, o número de desempregados no Estado teve redução de 7,6%, de 96 mil para 88,7 mil no ano passado. A taxa de desocupação em 2009 foi menor entre os trabalhadores com um a três anos de estudos (4,5%) e maior entre aqueles com oito a 10 anos (8,6%).
A população economicamente ativa teve acréscimo de 15 mil pessoas no período, de 1,298 milhão para 1,305 milhão. Homens eram maioria, totalizando 729 mil; mulheres somavam 574 mil.
A chegada de novas empresas em busca de mão de obra mais barata do que nos grandes centros deve continuar reduzindo a taxa de desemprego. A avaliação do economista Paulo Ponzini, de Campo Grande, leva ainda em conta a política de incentivos fiscais do Governo do Estado. “As empresas precisam de mão de obra e espaço para crescer, e já não encontram isso nos grandes centros”, explica.
O servente de pedreiro Maurício de Paula, 33 anos, é um dos beneficiados pela atração de novos empreendimentos. Ele deixou o emprego de cuidador de idosos, em Paranhos, na região sul do Estado, para tentar uma vaga na construção civil da Capital. A procura levou uma semana. “Foi fácil, já tinha experiência”, conta.
O próximo passo do mercado local é melhorar salários. Para isso, é preciso qualificar a mão de obra. “O que precisamos agora é qualificar trabalhadores para aumentar salários, mais baixos em regiões periféricas”, explica o economista.

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