Segunda, 20 de Novembro de 2017

MS amplia clientes e vendas de couros crescem 83,5%

27 MAR 2010Por 04h:33
Mato Grosso do Sul exportou 83,15% mais em couro (2,7 toneladas) no primeiro bimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009, ultrapassando US$ 8,94 milhões. Os dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que o produto do Estado conquistou novos clientes em 2010 e voltou com força ao mercado internacional. Mas o couro em estágio primário, wet blue, que chega a outros países não deixa muito dinheiro por aqui. Governo e empresários reconhecem que é preciso desenvolver a indústria e comercializar produtos mais elaborados. “O melhor seria fazer o produto acabado, há incentivos do governo para isso”, afirma o superintendente de Indústria e Comércio da Secretaria de Produção e Turismo de MS (Seprotur), Jonathas Soares de Camargo. Segundo ele, apenas uma fábrica produz couro acabado em MS, e há projetos para implantação de outras. A indústria local de calçados, por exemplo, compra todo o couro que precisa em outros estados para abastecer 80 unidades fabris porque a matéria-prima local não é adequada à produção. Trata-se do couro em estado rústico, que precisa ser beneficiado em outros lugares e só então pode ser utilizado nas linhas de produção. No fim das contas, as empresas pagam mais caro pelo material, e perdem competitividade. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de MS (Sindical), João Camargo Filho, “faltam curtumes que façam acabamento do couro, como tingimento e pintura”. Segundo ele, o preço da matéria-prima mais usada, o couro nobuck, cairia. Atualmente, o metro quadrado do material custa R$ 30 em estados como São Pau lo, Rio Grande do Sul, Paraná, e Goiás. Camargo Filho afirma que o Governo do Estado tem pretensões de produzir couro acabado, além de peles exóticas, como da tilápia, uma espécie de peixe. As fábricas de calçados de MS, a maioria de pequeno porte, empregam 3,5 mil pessoas. A maior empresa é a Klin, de Três Lagoas, que gera 514 postos de trabalho.

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