Política

Dourados

MP pede prisão de Artuzi por racismo

MP pede prisão de Artuzi por racismo

DA REDAÇÃO

17/05/2011 - 07h30
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O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou ontem com ação penal que pede a prisão do ex-prefeito Ari Artuzi, além de condenação dele ao pagamento de indenização no valor de R$ 300 mil pelo crime de racismo. De acordo com o promotor João Linhares, o suposto crime aconteceu no dia 14 de agosto do ano passado, durante entrevista ao Programa “Hora da Verdade”, da Rádio Grande FM. Segundo o MPE, o denunciado “praticou e incitou o racismo, ofendendo a honra subjetiva dos afrodescendentes, quando proferiu as seguintes palavras: “Nóis temu fazenu serviço de genti branca; serviço de genti”. A frase foi dita num momento em que um radialista o questionava sobre problemas enfrentados na administração pública em relação a obras de recapeamento asfáltico.

O MPE considera que esse tipo de discurso é a expressão verbal de um escandaloso conteúdo racista que permeia as relações étnico-raciais. Conforme a promotoria, Ari Artuzi fomentou a intolerância, estimulou o preconceito, desigualan-do pessoas em razão unicamente da cor da pele.

“Cabia-lhe, na qualidade de gestor do município, almejar a inclusão e não segregação social/racial; solapar e discriminação, a intolerância e o racismo e não incita-los, como fez. Com seu comportamento altamente reprovável, Ari Artuzi promoveu a opressão racial e vulnerou a operação racial e vulnerou profundamente os princípios mais elevados e sacros que se encontram inseridos na Carta da República e no Estado Democrático de Direito”, alega o promotor João Linhares em processo.

Conforme ele, o discurso do prefeito da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul repercutiu imediatamente na-quela época. Segundo Linhares várias reclamações de ouvintes também chegaram a promotoria. “(...) vários cidadãos reclamaram prontamente perante a emissora que transmitiu o pronunciamento. O telefone da rádio não cessava de tocar com ligações disparadas por ouvintes indignados em relação a frase do acusado”, lembrou.

Conforme ainda a promotoria, o denunciado, através do rádio, anunciou palavras pejorativas e feriu a honra subjetiva de todos os afrodescendentes, vez que conferiu a falsa ideia de que o trabalho só pode ser considerado bom, adequado e eficiente quando efetuado por pessoa de pele branca. “Artuzi explicitou que pessoas negras não prestam para serviço de qualidade. (...) o comentário possui consequências nefastas, pois dele se depreende o desiderato do denunciado de vili-pendiar todos os negros, fomentando a inferiorização desta minoria e incitando o desprezo dos demais douradenses con-tra os afro-brasileiros”.

O promotor alegou que o acusado não é novo ao mundo do crime, uma vez que responde a vários processos criminais e por atos de improbidade administrativa, “tendo se envolvido em delitos contra a administração pública que geraram repercussão nacional e culminaram na sua prisão e posterior renúncia ao cargo de prefeito”, destacou.

De acordo com o promotor, o crime de racismo afronta um dos mais caros direitos: a dignidade da pessoa humana e a igualdade de todos perante a lei. A ação penal pede a reclusão do acusado, que pode ser de 2 a 5 anos, além de multa e indenização. Ele citou recentes casos de decisões judiciais onde os acusados por racismo foram condenados a indeniza-ções de R$ 100 mil e R$ 1,2 milhão.

Com informações do site Dourados Agora

Gastos Público

Prefeitura de MS prevê gastar até R$ 1,4 milhão com serviço de buffet

Registro de preços para atender 10 secretarias equivale à cerca de R$ 52 por morador do município

03/08/2026 15h18

Município de Costa Rica

Município de Costa Rica Reprodução: Prefeitura de Costa Rica

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A Prefeitura de Costa Rica abriu uma licitação que prevê a contratação de até R$ 1.467.317,35 em serviços de buffet para atender dez secretarias municipais. O aviso do Pregão Eletrônico nº 31/2026 foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (03) e, prevê um registro de preços para futuras contratações de alimentação em eventos promovidos pela administração municipal.

Embora o registro de preços não represente um gasto imediato, o valor máximo previsto chama atenção pelo porte do município. Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Costa Rica possui cerca de 28 mil habitantes, o que representa um potencial de aproximadamente R$ 52 por morador, caso toda a ata seja utilizada.

A contratação contempla as secretarias de Administração, Agricultura, Assistência Social, Cultura e Esporte, Desenvolvimento, Educação, Políticas Públicas para Mulheres, Saúde, Transportes, Urbanização e Obras Públicas, além de Turismo e Meio Ambiente. Dividido igualmente entre as dez pastas, o valor corresponde a uma média de R$ 146,7 mil por secretaria.

O montante também se destaca quando comparado a outras licitações públicas recentes em Mato Grosso do Sul.

Em Ponta Porã, por exemplo, uma licitação para contratação de buffet e refeições destinadas à administração municipal foi homologada por R$ 104.955,60, valor cerca de 14 vezes inferior ao previsto por Costa Rica.

Outro parâmetro é o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), que realizou contratação para serviços de alimentação e organização de eventos institucionais com valor significativamente inferior ao teto previsto na licitação da prefeitura de Costa Rica.

O edital não detalha quantos eventos deverão ser realizados durante a vigência da ata nem apresenta, no aviso publicado, o histórico de consumo utilizado para estimar o valor de R$ 1,46 milhão.

 

LEGISLATIVO

Após recesso, Câmara abre semestre com votação sobre legislação tributária

Sessão desta terça-feira (4) terá análise de dois projetos do Executivo e de vetos relacionados à arborização urbana e à divulgação de salários de agentes públicos

03/08/2026 11h30

Vereadores de Campo Grande retomam as sessões ordinárias nesta terça-feira com quatro proposições na pauta de votação

Vereadores de Campo Grande retomam as sessões ordinárias nesta terça-feira com quatro proposições na pauta de votação Izaías Medeiros

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A Câmara Municipal de Campo Grande retoma os trabalhos legislativos nesta terça-feira (4), com quatro propostas na pauta de votação. A primeira sessão ordinária do segundo semestre de 2026 começa às 9h e terá discussões sobre atualização de débitos municipais, atendimento veterinário, arborização urbana e transparência na administração pública.

O principal projeto previsto é o que altera a legislação tributária de Campo Grande para estabelecer a taxa Selic como índice único de correção monetária e de cobrança de juros sobre créditos tributários e não tributários do município.

A proposta, encaminhada pela prefeitura, será analisada em turno único. Na justificativa, o Executivo diz que a medida busca adequar as regras municipais ao modelo já adotado pela União e pelo governo estadual na atualização de tributos em atraso.

Também será votada uma alteração no Programa Permanente de Manejo Ético-Populacional de Cães e Gatos, criado no município em novembro de 2025.

O projeto pretende permitir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos serviços mesmo sem inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico, ou sem número de Identificação Social, o NIS.

Segundo a prefeitura, a exigência desses registros tem limitado a participação da população e provocado baixa procura pelo programa. A mudança busca ampliar o atendimento e facilitar o acesso a ações como castração e controle populacional de animais.

Além dos dois projetos, os vereadores devem decidir se mantêm ou derrubam dois vetos da prefeitura municipal.

Um deles é parcial e atinge dois artigos do projeto que cria o Programa Municipal de Arborização Urbana, voltado ao plantio, à manutenção e ao replantio de ipês em Campo Grande. A proposta foi apresentada pelos vereadores Veterinário Francisco e Landmark.

Ambos tratam de medidas relacionadas à organização administrativa para execução do programa. A prefeitura entendeu que os trechos interferem em atribuições próprias do Poder Executivo.

O outro veto é total, sobre o projeto que determina a divulgação simplificada das informações sobre a remuneração dos agentes públicos municipais no Portal da Transparência.

A proposta foi assinada por 14 vereadores e tem como objetivo facilitar a consulta aos salários pagos pelo município. Ao justificar o veto, a prefeitura alegou que a matéria invade a competência administrativa do Executivo.

A sessão poderá ser acompanhada presencialmente no plenário da Câmara ou pelas transmissões ao vivo da TV Câmara, no canal aberto 7.3, e pelo canal oficial do Legislativo no YouTube.,

 

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