Quinta, 23 de Novembro de 2017

MP pede nomeação urgente de diretor do Fórum de Dourados como prefeito

3 SET 2010Por 13h:43
     

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma medida cautelar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), requerendo emergencialmente a nomeação do presidente do foro de Dourados, juiz Eduardo Machado Rocha, como prefeito. A cidade enfrenta um escândalo que resultou na prisão do primeiro escalão, secretários, vereadores, servidores públicos, empresários e até diretor de hospital dentro da Operação Uragano que investiga fraudes em licitações públicas.

Em entrevista coletiva no final da manhã desta sexta-feira (3), o Ministério Público ainda afirmou que irá pedir a intervenção da prefeitura de Dourados, no primeiro dia útil após o feriado de 7 de setembro, ou seja, na próxima quarta-feira (8).

A Justiça de Dourados decretou a prisão preventiva do vice-prefeito, 1ª dama, três vereadores e cinco secretários, mas também concedeu liberdade a 14 presos na Operação Uragano, sendo seis deles vereadores de Dourados.

Hoje, o assessor jurídico da prefeitura de Dourados, Fernando Barauna, veio até Campo Grande, onde o prefeito da cidade, Ari Artuzi, está preso para colher assinaturas para despachos. Entre eles, a autorização para o pagamento dos 6,9 mil servidores públicos, cuja folha chega a R$ 7 milhões.

Operação Uragano

A Polícia Federal (PF) cumpriu 28 dos 29 mandados de prisão e 38 conduções coercitivas na manhã desta terça-feira (1), contra empresários, servidores públicos, vereadores, secretários da prefeitura, diretores de hospitais que têm contrato com a prefeitura para o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os presos estão o prefeito de Dourados, Ari Valdeci Artuzi, a primeira-dama Maria Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor e o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves. A PF encontrou R$ 100 mil em espécie na casa do prefeito de Dourados.

Os policiais realizam uma investigação de crime relacionado à exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, crimes contra a ordem econômica e o sistema financeiro, fraude à licitação e corrupção. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados. (com informações do Portal MS Record) 

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