Segunda, 20 de Novembro de 2017

Movimento nas peixarias aumenta 20%

1 ABR 2010Por 20h:55

ADRIANA MOLINA

 

Os supermercados e peixarias de Campo Grande registraram até ontem movimentação, pelo menos, 20% maior de consumidores em relação à Quaresma do ano passado. Porém, a partir de hoje é que as vendas de pescados e chocolates devem disparar, colocando em prática a antiga frase "brasileiro sempre deixa a compra para a última hora". Quem não se antecipou certamente encontrará estabelecimentos comerciais tumultuados e com grandes filas entre hoje (no caso das peixarias) e sábado (nos revendedores de chocolates).

Até ontem, a peixaria do Mercado Municipal já havia constatado vendas 40% maiores no período, mas o proprietário Cleuber Linares acredita que hoje será o dia mais lucrativo de todo o mês para a empresa. "Já notamos vendas bem maiores desde segunda, pois os que seguem a tradição não consomem carne vermelha durante toda a semana. Mas há também muitos que fazem isso apenas na sexta-feira, por isso, pela evolução do movimento que notamos, esperamos algo em torno de três mil clientes hoje", estima.

Para conseguir atender a demanda e garantir preços atrativos, o comerciante preparou antecipadamente o estoque. As compras de peixes congelados começaram em outubro, o que, segundo Linares, refletiu em preços cerca de 10% menores ao consumidor nesta Páscoa. "Se deixasse para adquirir do fornecedor agora, os produtos estariam pelo menos 30% mais caros", calcula.

Mesmo assim, os consumidores reclamam e acreditam que a data encareceu os pescados mais procurados, como o pintado, pacu, filé de merluza e até mesmo a sardinha. "Fora da época eles ficam pelo menos 20% mais baratos", afirmou a auxiliar de produção Lurdesnete da Conceição. A consumidora ficou desanimada com os preços que encontrou, mas por conta da tradição vai gastar um pouco mais com o almoço para a família de 15 pessoas amanhã.

A advogada Elizabeth Ribas concorda com a auxiliar e diz que, por ser alimento considerável tão saudável, o pescado não poderia ser caro, pois grande parte da população acaba consumindo peixe somente na Semana Santa, justamente pela tradição. "Hoje estão mais caros, mas fora dessa época eles também têm preços altos. Só compra quem tem condições, porque o peixe não é acessível a todos os trabalhadores", diz.

 

Chocolate

A movimentação nos revendedores de chocolates também ficou maior nesta semana e a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas) acredita que as vendas do produto devem superar em 5% as do ano passado. "Algumas lojas chegaram a preparar estoques cerca de 10% maiores por conta do otimismo no período", disse o vice-presidente da entidade Adeilton Feliciano do Prado.

Por conta das recentes altas no preço do açúcar, neste ano, os ovos de chocolate apresentam preços em média 5% maiores que da Páscoa passada. Mas, segundo a associação, para compensar o acréscimo, os supermercados têm negociado com as distribuidoras, colocado alguns produtos em oferta e oferecendo brindes em compras maiores.

Na rede Comper, por exemplo, as 11 unidades da Capital desde ontem até domingo estão fazendo cerca de 10 "ações relâmpagos" por dia. "São promoções anunciadas dentro das lojas, com tempo limitado e sem horários determinados. Nelas colocamos ovos de Páscoa com descontos de até 30%", explica o gerente regional Rodrigo Costa. Além disso, há brindes, como caixas de bombons para quem compra certos produtos em grande quantidade.

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