Sábado, 18 de Novembro de 2017

Mortes de soldados estrangeiros passam de 2.000 no Afeganistão

15 AGO 2010Por 23h:00
     

                        O número total de mortes de soldados estrangeiros no Afeganistão ultrapassou os 2.000 no domingo, de acordo com dados não oficiais, com os norte-americanos respondendo por mais de 60 por cento das baixas. O total, entretanto, é bem inferior ao número crescente de mortes civis.

                        

                        

                        As mortes de um norte-americano, um australiano e um britânico anunciadas nos dois últimos dias elevou o total para 2.002 desde que o Taliban foi tirado do poder no final de 2001 por forças afegãs apoiadas pelos Estados Unidos.

                        

                        O total equivale a menos da metade das baixas sofridas durante os sete anos da guerra do Iraque, mas é significativo. Os aliados da Otan, como a Holanda, estão se retirando da aliança no Afeganistão e outros países estão reavaliando sua contribuição futura.

                        

                        Também é um número problemático para o presidente dos EUA, Barack Obama, que prometeu fazer uma revisão estratégica em dezembro, depois das eleições parlamentares, nas quais o Partido Democrata poderá enfrentar uma derrota diante de um público cada vez mais preocupado.

                        

                        As disputas sobre a guerra no Afeganistão já derrubaram o governo holandês em fevereiro e o presidente alemão em maio e, com as dúvidas crescentes do público quanto à guerra nos EUA, os líderes norte-americanos buscam reduzir as expectativas sobre os resultados do conflito.

                        

                        De acordo com o www.iCasualties.org, um site independente que monitora a morte de soldados, 2002 soldados foram mortos desde 2001, 1,226 deles americanos. As baixas fatais britânicas chegam aos 331, com os 445 restantes divididos entre os outros 44 parceiros da Otan da Força Internacional de Assistência para Segurança.

                        

                        Muitos soldados estrangeiros ficaram feridos no conflito que Obama descreveu como uma guerra necessária.

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