Cidades

SEMANA MUNDIAL

Morte de bebês pode cair com amamentação

Morte de bebês pode cair com amamentação

PORTAL BRASIL

01/08/2011 - 16h54
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Durante as atividades da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) deste ano, que será realizada de hoje (1º) a 7 de agosto, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vão defender o apoio de todos para garantir às mães condições de amamentar seus filhos até os dois anos de idade, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar do tempo médio do período de aleitamento materno no País ter aumentado um mês e meio, de 1999 a 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A OMS considera como ideal que 90% a 100% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, esse índice é de 41%.

Na campanha deste ano, o ministério e a SBP querem conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, precisa de apoio de todos, da família, dos profissionais de saúde, empregadores, e, especialmente da mídia e dos formadores de opinião. A atriz Juliana Paes, que está amamentando seu filho Pedro, será a madrinha da SMAM.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, irá participar da abertura da SMAM e do lançamento da campanha nesta segunda-feira (1º) no Rio de Janeiro. Durante o evento, será lançado o Guia dos Direitos da Gestante, uma publicação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Unicef (Programa das Nações Unidas para a Infância). O guia será uma espécie de instrumento para a capacitação de agentes multiplicadores, que terão como função transmitir informações às comunidades sobre os direitos das mães à amamentação.

“É de fundamental importância que todos os segmentos da sociedade, mídia, formadores de opinião, familiares e empregadores, ajudem às mães na superação dos obstáculos que, muitas vezes, as impedem de continuar amamentando seus filhos”, observa Padilha. O ministro chama a atenção para o fato de que o aleitamento materno, por estar diretamente relacionado à redução da mortalidade infantil e neonatal, contribui, de forma significativa, para cumprimento das metas assumidas pelo Brasil com a OMS.

Uma dessas metas é a de reduzir em dois terços a mortalidade em menores de cinco anos entre 1990 e 2015. “O Brasil está em condições de atingir esta meta já em 2012, ou seja, três anos antes do prazo fixado pela OMS”, ressaltou Padilha. Também está entre os compromissos do Brasil o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil no Nordeste e Amazônia Legal e Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.

A SMAM foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) e tem sido comemorada em 150 países com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. A comemoração da SMAM tem se mostrado um método efetivo de mobilização de todos os segmentos da sociedade em defesa da amamentação.

Benefícios

O aleitamento materno é a mais antiga estratégia natural de vínculo, proteção e nutrição para a criança. Constitui a mais econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os seis meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão. Funciona como uma vacina, protegendo a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Para as mães, o ato de amamentar ajuda na perda peso mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. Também reduz o risco de diabetes, de câncer de mama e de ovário.

Ações

Para incentivar o aleitamento materno, o Ministério da Saúde possui a Rede Amamenta Brasil, que está presente em mais de mil Unidades Básicas de Saúde do País. Existe também a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, em parceria com a Unicef, que hoje já conta com 337 hospitais credenciados em todos os estados brasileiros e o Método Canguru, que promove o contato pele a pele entre mãe e bebê.

Também faz parte das ações de incentivo, o programa de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta. Nesta ação, o Ministério da Saúde capacita profissionais para sensibilizar gestores e empregadores a adotarem uma série de medidas de apoio à amamentação da mulher trabalhadora. Entre as medidas, destacam-se a adesão à licença maternidade de seis meses, a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas, o respeito às leis que protegem este ato, entre outras.

No dia 28 de março deste ano, o governo federal reforçou as estratégias de fortalecimento da atenção integral à saúde da mulher e do recém-nascido com o lançamento da Rede Cegonha. A Rede tem entre suas principais ações a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

ATENÇÃO

Festas e eventos provocam interdições em diversas regiões de Campo Grande

Esquema especial de bloqueios temporários envolve festas julinas, eventos religiosos, atividades esportivas e ações comunitárias espalhadas pela Capital

11/07/2026 14h00

Interdições temporárias foram programadas pela Agetran para garantir a segurança durante eventos realizados em diferentes bairros da Capital

Interdições temporárias foram programadas pela Agetran para garantir a segurança durante eventos realizados em diferentes bairros da Capital Divulgação

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O trânsito de Campo Grande terá alterações em diferentes regiões da cidade neste sábado (11) em razão da realização de festas julinas, eventos religiosos, atividades esportivas e ações comunitárias. 

As restrições começam nas primeiras horas da manhã e seguem até a noite, conforme o horário de cada evento. Em alguns pontos, o acesso será permitido apenas para moradores, enquanto em outros o bloqueio será total durante a realização das atividades.

A orientação da Agetran é para que os motoristas programem os deslocamentos com antecedência e, sempre que possível, utilizem rotas alternativas para evitar congestionamentos. 

Entre as interdições previstas está um circuito esportivo que ocupará diversas ruas da cidade entre 16h e 20h. Segundo a Agetran, o tráfego será liberado gradativamente conforme a passagem dos participantes.

Confira os principais bloqueios deste sábado

Interdições de Sábado (11/07) 

A partir das 08h: 

  • Rua Japão (entre Ouro Branco e Ceres): Até 23h59. 
  • Rua Doutor Werneck (numeral 41 ao 104): Até 23h59. (Acesso local livre). 
  • Rua Santa Madalena (entre São Benedito e Av. São Nicolau): Até 23h59. (Acesso local livre). 

A partir das 09h: 

  • Rua Alberto Albertini, 394 (entre Jurupeba e Juréia): Até 22h. 
  • Rua Tenente Valdevino (entre Das Garças e Abraão Julio Rahe): Até 21h. 

A partir das 11h: 

  • Rua Tapés (entre Tamoio e Potiguaras): Até 23h59. 
  • Rua Antônio Ferreira Damião, 602 (entre Constantinopla e Tókio): Até 23h. 
  • Rua José Bonifácio (entre Dom Pedro II e Benjamin Constant): Até 23h. 

A partir das 13h e 14h: 

  • Rua Charlote (entre Arq. Alvaro Mancine e Arq. Joaquim Barreto): Das 13h às 20h. 
  • Rua Benjamin Constant (entre José Bonifácio e Av. Tamandaré): Das 13h às 23h59. 
  • Rua Ten. Tenesse (entre Luvirno Bicudo e João De Farias): Das 13h às 21h. 
  • Rua Amim Lescani (entre Potiguaras e Clineu Da Costa Moraes): Das 13h às 23h. 
  • Rua José Francelino Teixeira Gomes, 101 (entre Emílio Henry e Manoel J. de Carvalho): Das 14h às 23h. (Projeto Meu Bairro É Show). 

A partir das 15h: 

  • Rua Wester Point (entre Wagner J. Bortotto Garcia Junior e Sacadura Cabral): Até 23h59. 
  • Rua Rotterdan (entre Olinda Alves e Stela de Góis): Até 23h. 

A partir das 16h: 

  • Circuito Esportivo: Ruas Petrópolis, José Garcia Lopes Filho, Leonel Velasco, Dorothéia De Oliveira, Orlandina Oliveira Lima, Otorrino Vieira, João Ribeiro Guimarães e Av. Prefeito Lúdio Coelho. Das 16h às 20h. (As vias serão liberadas gradativamente). 
  • Rua Manoela Da Silva (entre Sebastião Pereira Borges e Marques De Herval): Até 23h. 
  • Rua Patrocínio (entre Leolina Dias Martins e Av. dos Cafezais): Até 23h. 
  • Rua Macaúbas (entre Anhumas e Anchieta): Até 22h. (Festa do Milho). 
  • Rua Araçá (esquina com Curió): Até 23h. (Acesso local livre). 

A partir das 17h: 

  • Rua Verde Louro, 931 (esquina com Alpestre e Fanorte): Até 23h. 
  • Rua Domingos Nantes (entre Albatros e Edson Lima): Até 23h59. 
  • Rua Areca (entre Oiti e Travessa Monte Moriá): Até 23h. 

A partir das 18h / 18h30: 

  • Rua São Tiago (entre São Lucas e São Bartolomeu): Das 18h às 23h. (Acesso local livre). 
  • Rua Rosa Ferreira Pedro (entre Leão Zardo e Luis Paganini): Das 18h às 23h59. 
  • Rua Panônia (entre Biritinga e Macarani): Das 18h às 23h59. 
  • Rua Da Ferradura (entre Dos Resendes e Das Divas): Das 18h às 23h59. 
  • Av. Eng. Amélio Carvalho Baís, 1776 (entre Fluminense e Av. José Barbosa Rodrigues): Das 18h às 23h59. 
  • Rua Bertioga (entre Alves Castelo e Candelária): Das 18h às 23h59. 
  • Rua Indianápolis (entre Nazaré e Barbacena): Das 18h às 23h59. 
  • Rua Carlos Ferreira V. Bandeira (entre Francisco Aguiar Pimenta e Agostinho Bacha): Das 18h às 23h. 
  • Av. Agripino Grieco, 330 (entre Valdemiro Dos Santos e Ransés): Das 18h30 às 23h30. 

MPMS

MP apura falta de transporte escolar que deixa alunos sem aulas na zona rural

Procedimento instaurado em Porto Murtinho investiga situação de 11 estudantes que frequentaram a escola apenas uma vez neste ano por falta de transporte

11/07/2026 13h30

Ministério Público investiga ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho e busca garantir o acesso às aulas

Ministério Público investiga ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho e busca garantir o acesso às aulas Foto: Divulgação / MPMS

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A ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho motivou a abertura de um procedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação busca assegurar que crianças e adolescentes tenham garantido o direito de frequentar a escola, após a constatação de que parte dos alunos está sem acesso regular às aulas por falta do serviço.

A apuração é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Porto Murtinho e teve início após o recebimento de informações sobre possíveis falhas no transporte escolar oferecido pelo município. Durante a fase inicial das investigações, documentos encaminhados pelo Conselho Tutelar, pela Secretaria Municipal de Educação e por outros órgãos apontaram indícios de que estudantes residentes em propriedades rurais estavam sendo prejudicados.

Conforme o Ministério Público, o Conselho Tutelar identificou que 11 alunos matriculados em uma escola rural ficaram sem transporte para chegar à unidade de ensino. A situação envolve crianças e adolescentes que vivem em fazendas e outras propriedades afastadas da área urbana.

Em resposta ao órgão ministerial, a Secretaria Municipal de Educação informou que não há contrato específico para atender essa demanda e alegou dificuldades para criar uma nova linha de transporte, citando as grandes distâncias entre as propriedades e os limites dos contratos atualmente em vigor.

Como alternativa, o município chegou a sugerir a instalação de uma sala de aula em uma das propriedades rurais, desde que houvesse um espaço adequado para funcionamento.

No entanto, uma nova vistoria realizada pelo Conselho Tutelar apontou que o problema persiste. Segundo o levantamento, os estudantes conseguiram comparecer à escola apenas uma vez durante todo o ano letivo devido à falta de transporte.

As famílias relataram que não possuem condições financeiras ou meios próprios para realizar diariamente o deslocamento até a unidade escolar. Já a professora responsável informou que a baixa frequência tem comprometido o desenvolvimento pedagógico dos alunos e dificultado o acompanhamento do aprendizado.

O Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Procedimento Preparatório para aprofundar a investigação. Além disso, determinou a inclusão do Município de Porto Murtinho e do Governo de Mato Grosso do Sul no polo passivo do procedimento.

A Promotoria também informou que adotará novas medidas para buscar uma solução para o caso, incluindo a atuação do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor/MPMS), na tentativa de garantir que os estudantes tenham acesso regular ao transporte e, consequentemente, à educação.

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