Sexta, 24 de Novembro de 2017

Morre o clarinetista Paulo Moura

14 JUL 2010Por 07h:31
Rio de Janeiro

O corpo do clarinetista Paulo Moura, 77, será velado a partir das 11h no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio, segundo a Secretaria Municipal de Cultura. Moura morreu de câncer, no fim da noite de segunda-feira, na clínica São Vicente, na Gávea, zona sul da cidade. A instituição informou que ele tinha linfoma (câncer do sistema linfático) e estava internado desde 4 de julho.
“Grande professor. Me ensinou a tocar saxofone com muito amor. Ontem mesmo estive com ele na clínica. Conversamos brevemente e ele estava lúcido. Sábado (10), chegamos a tocar juntos. Acredito que essa tenha sido sua última apresentação”, afirmou o subsecretário de Cultura do Rio, Humberto Araújo.
Na manhã de sábado, Moura também recebeu o pianista Wagner Tiso, Marcelo Gonçalves (violão 7 cordas), a saxofonista Daniela Spielmann e o pianista americano Cliff Korman. Clarinetista e saxofonista, Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental no Brasil e tocou com Ary Barroso, Dalva de Oliveira e Elis Regina, entre outros.
O músico nasceu em 1933, em São José do Rio Preto (interior de São Paulo), e começou a estudar música aos nove anos, incentivado pelo pai e irmãos – também músicos. Aos 11 anos, começou a tocar no conjunto de seu pai – Pedro Moura – em bailes populares. Em 1947, se mudou para o Rio de Janeiro com a família. Gravou seu primeiro disco, “Moto perpetuo”, em 1956.
Moura ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com o trabalho “Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”, em 2000. E foi indicado novamente ao Grammy em 2008, na categoria Melhor CD Instrumental, como disco “Para cá e pra lá”.
Seu último trabalho foi o CD AfroBossaNova, lançado em julho do ano passado. Em 2009, ele também fez shows na Tunísia e no Equador. Até o fechamento desta edição não havia informações sobre onde ocorreria o enterro.

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