Sábado, 18 de Novembro de 2017

Moradores reclamam de fogo em "lixão”

31 MAI 2010Por 08h:21
bruno grubertt

Iniciado na madrugada de ontem, incêndio no aterro de entulhos situado no Jardim Noroeste, em Campo Grande, deve ser totalmente apagado somente hoje. Isso porque o volume de lixo queimado é muito grande e só a atuação dos bombeiros não foi suficiente para conter as chamas. Apenas o uso de uma pá-carregadeira para revirar o lixo poderia conter totalmente as chamas. Porém, a falta de um operador da máquina impossibilitou a ação, que só pode ser feita hoje, quando o trabalhador cumpre expediente.

Ontem à tarde, a fumaça gerada pelo fogo e o mau cheiro do lixo queimado incomodavam quem vive no bairro. De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Bairro Jardim Noroeste, Carlos Henrique Faustino Rosa, cerca de 50 famílias que moram em casas situadas próximo ao aterro foram as mais prejudicadas.

Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, as chamas já haviam tomado conta de todo o lixo e o combate se tornou difícil. Até o fim da tarde de ontem haviam sido usados 20,5 mil litros de água e a esperança era que a chuva pudesse amenizar os focos.
As causas do incêndio não foram apuradas, porém, acredita-se que alguém tenha ateado fogo nos detritos depositados no aterro.

Lixão ilegal
De acordo com o coordenador da Defesa Civil municipal, Sebastião Rayol, não é permitido que sejam jogados materiais orgânicos no aterro, apenas entulhos de construções. “Mas o pessoal joga ossos, restos de comida, aí quando acontece um problema desses, pega fogo mais rápido”, disse Rayol.
Em meio ao lixo que se queimou, havia pacotes de fraldas usadas, copos descartáveis, muito lixo orgânico, caixas de madeira usadas no transporte de verduras e frutas e até uma carcaça de carro.

Além dos moradores do conjunto habitacional próximo ao “lixão”, cerca de 50 famílias de catadores de lixo montaram barracos e vivem em torno do local, segundo contabilizou o presidente da Associação de Moradores. Eles mudaram-se para lá depois que o aterro se tornou  um lixão ilegal, em busca de colher materiais que podem ser vendidos para reciclagem.  Enquanto os bombeiros apagavam os focos de incêndio, muitas crianças arriscavam-se brincando no local.
Até o fechamento desta edição, o incêndio ainda não havia sido controlado.

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