Cidades

CORONEL SAPUCAIA

Moradores da fronteira terão 'Defensoria Virtual'

Moradores da fronteira terão 'Defensoria Virtual'

DA REDAÇÃO

17/02/2013 - 14h00
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O projeto ''Defensoria Virtual'' será lançado amanhã (18) em Coronel Sapucaia, município distante 327 quilômetros da Capital, Campo Grande e na fronteira com o Paraguai.

A iniciativa, inédita em Mato Grosso do Sul, foi viabilizado em parceria da Defensoria Pública da comarca de Amambai,  prefeitura e a Câmara Municipal de Coronel Sapucaia.

De acordo com o defensor público responsável pelo projeto, Marcelo Marinho da Silva, na comarca de Amambai, que compreende aquele município e Coronel Sapucaia, o atendimento pela Defensoria Pública é atualmente realizado apenas na sede da instituição, localizada no Fórum de Amambai, havendo necessidade do deslocamento dos interessados.

A proposta é oferecer aos moradores da cidade vizinha, que fica a 40 quilômetros de Amambai, o atendimento jurídico gratuito por meio de videoconferência, o que irá evitar o deslocamento da população entre um município e outro.

A cerimônia do lançamento oficial do projeto “Defensoria Virtual” está prevista para ter início às 9h.

COXIM

Homem é condenado a 33 anos de prisão por estuprar a enteada de oito anos

O réu, considerado pai afetivo da criança, aproveitava a ausência da mãe para cometer o crime

07/04/2026 07h45

Tribunal de Justiça

Tribunal de Justiça Arquivo Correio do Estado

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) condenou um homem por estupro de vulnerável, praticado de forma contínua contra a própria enteada, desde que ela tinha oito anos, no município de Coxim. Os crimes se estenderam por cerca de três anos, sempre em ambiente doméstico, em momentos que a mãe da vítima estava ausente. O réu era considerado pai afetivo da criança e tinha confiança da família.

A Justiça acolheu os argumentos do O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e  reconheceu a gravidade dos fatos, determinando a prisão do homem em 33 anos e 4 meses, a ser cumprida em regime fechado, além da indenização mínima por danos morais à vítima.

O processo destacou a relevância da palavra da vítima, confirmada por laudos periciais e testemunhos, que confirmaram os abusos e os impactos psicológicos sofridos pela criança, como queda no rendimento escolar e alterações de comportamento.

Na definição da pena, foram aplicadas agravantes previstos no Código Penal, como o abuso de autoridade e a prevalência da relação de coabitação, além da causa de aumento por ser padrasto da vítima.

A 1ª Promotoria de Justiça sustentou a acusação e reforçou a necessidade de resposta severa diante da gravidade dos crimes, garantindo que a responsabilização penal refletisse a intensidade da reprovabilidade da conduta.

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Crime em MS

Juiz mantém clã Razuk na cadeia por corrupção, jogatina e lavagem de dinheiro

Magistrado mantém acusados apontados como chefes do esquema presos e impõe tornozeleira eletrônica a outros investigados da Operação Sucessione IV

06/04/2026 21h18

Patriarca da família, Roberto Razukl, ao centro, e descendentes, Rafael e Jorge

Patriarca da família, Roberto Razukl, ao centro, e descendentes, Rafael e Jorge Reprodução/Redes Sociais

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O juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande (MS), José Henrique Kaster Franco, manteve na prisão os que considera “chefões” da quadrilha ligada ao jogo do bicho, corrupção e lavagem de dinheiro, alvos da Operação Sucessione IV, desencadeada em 25 de novembro de 2025.

Continuarão presos os acusados Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto, Rafael Godoy Razuk, Gerson Chauan Tobji, Flávio Henrique Espíndola Figueiredo, Jonathan Gimenez Grance, Marcelo Tadeu Cabral e Rhiad Abdulahad.

Os outros envolvidos, Sérgio Donizete Balthazar, Samuel Ozorio Júnior, Odair da Silva Machado, Paulo Roberto Franco Ferreira, Anderson Alberto Gaúna, Willian Ribeiro de Oliveira, Jean Cardoso Cavalini e Paulo Sérgio Sgrinholi, tiveram a prisão preventiva revogada pelo magistrado, mas terão de cumprir medidas cautelares, sendo que a principal delas é a de usar tornozeleira eletrônica por um prazo de 90 dias.

Flávio Espíndola Figueiredo, que está foragido, deverá ser citado por edital. Ele ainda tem contra si o mandado de prisão preventiva. 

Para aplicar a decisão sobre os réus no processo em que respondem por jogo do bicho, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o juiz José Henrique Kaster Franco usou sua sentença anterior, que condenou outros envolvidos no esquema, como base.

O objetivo é não aplicar, no decorrer do processo, pena mais gravosa que a dos que já foram sentenciados em edições anteriores da mesma operação. Por isso, apenas os que são considerados chefões ficarão na cadeia.

Deputado estadual

O deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, já está condenado em função de operações anteriores, com uma pena de 15 anos e 7 meses de prisão. Apesar disso, continua exercendo seu mandato de deputado estadual normalmente e ainda é pré-candidato a deputado federal pelo PL.

Denunciados

No caso dos 20 réus da Operação Sucessione IV, conforme as investigações feitas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Gaeco-MS), o grupo operava de maneira estruturada, tinha uma clara divisão de tarefas e aplicava mecanismos de lavagem de dinheiro.

Uma das formas que o grupo usava para lavar dinheiro era o uso de empresas de fachada.

A organização criminosa, segundo o Ministério Público, também empregava violência e corrupção de agentes públicos para assegurar a manutenção das atividades ilegais do grupo.

São descritos três episódios de roubo majorado de operadores do grupo adversário na exploração do jogo ilegal, ocorridos em outubro de 2023, em Campo Grande.

O deputado estadual Neno Razuk também é réu (ele tem foro especial), além de dois policiais militares da reserva. Dois irmãos do parlamentar e o patriarca da família também são réus.

O acervo probatório que fundamentou o recebimento da denúncia inclui dados obtidos por meio de interceptações telemáticas, que sugerem a hierarquia interna e o controle financeiro do negócio clandestino. Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de aposta, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em espécie.

Documentos financeiros também indicam a aquisição de bens móveis e imóveis em nome de terceiros como estratégia para ocultar a origem dos recursos.
 

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