Domingo, 19 de Novembro de 2017

Moradores da região do Jardim Leblon reclamam da falta de sinalização

13 FEV 2010Por 07h:52
Cruzar a Rua Manoel Joaquim de Moraes na altura da Rua Clineu da Costa Moraes, na divisa do Jardim Leblon com a Vila Jussara, região da saída para Sidrolândia, é tarefa árdua para pedestres, ciclistas e motoristas. As duas ruas são de grande movimento e não há semáforo para controlar o fluxo de veículos. Com o reinício das aulas, a preocupação é redobrada, já que grande número de estudantes atravessam a via para ir à escola e voltar para casa. Moradores reivindicam instalação de semáforo ou redutor de velocidade para controlar o tráfego. As duas vias são de acesso a bairros populosos como Caiobá, São Conrado, Santa Emília, Coophavilla II, Tarumã e região. Há também fluxo intenso de ônibus de transporte municipal (Oliveira, Buriti, Bom Jardim, entre outros, que saem do Terminal Bandeirantes em direção aos bairros). A Rua Manoel Joaquim de Moraes é prolongamento da Rua Albert Sabin e é preferencial. “Tem acidente dia sim, dia não”, afirmou o comerciante Lindomar Pinheiro da Silva, que tem loja de móveis usados na esquina do cruzamento. “Teve uma vez que uma Toyota veio parar na calçada e quase entrou na loja, depois que tentou desviar de outro carro”, relatou. “Sorte que não feriu ninguém”. O vendedor autônomo Aparecido Alves das Neves, que é presidente da Associação de Moradores do Jardim Leblon, afirmou que mandou “mais de dez ofícios” solicitando a instalação do semáforo. Segundo ele, no ano passado, um motociclista morreu após acidente no cruzamento. “A situação mais perigosa é quando o ônibus para no ponto e encobre a visão de quem está na Rua Clineu da Costa Moraes. O motorista vai para frente para tentar enxergar se vem algum carro pela Rua Manoel Joaquim e nessa hora é surpreendido por outro veículo”, relatou. Absurdo A moradora Silvia Macedo contou que chegou a filmar o movimento e os flagrantes de perigo por volta das 18h, quando o tráfego é intenso. “Fiz para mostrar para as autoridades como a situação é grave. É um absurdo o que acontece e ninguém faz nada. Há cruzamentos muito menos movimentados que receberam semáforo e este foi esquecido”, indignou-se. Segundo Silvia, caso não seja tomada nenhuma providência, os moradores avisaram que irão construir um quebra-molas. “Nós mesmos faremos, já que a prefeitura não faz”. Retalhos Além da reivindicação pelo semáforo, moradores querem uma solução para os “retalhos” de rua sem asfalto do Jardim Leblon. São pelo menos cinco ruas, como a Carajás e a Felipe Calarge, que foram asfaltadas há muitos anos, mas, ao se aproximar da Avenida Marechal Deodoro, a benfeitoria ficou pela metade. “Já cansamos de pedir para a Prefeitura terminar o serviço, mas fica apenas na promessa. São trechinhos pequenos que, no entanto, causam um transtorno muito grande”, relatou Aparecido das Neves.

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