Cidades

Mário Covas

Morador é multado em R$ 4 mil por criar pássaros silvestres

Morador é multado em R$ 4 mil por criar pássaros silvestres

VÂNYA SANTOS

30/08/2012 - 09h21
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Um morador do Bairro Mário Covas, em Campo Grande, foi multado em R$ 4 mil por criar pássaros silvestres ilegalmente. Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), o flagrante aconteceu ontem (29) no final da tarde.

Na residência foram apreendidos oito pássaros, sendo dois curiós, dois vinvin, um charão, um saíra, um papa-capim e um brejal. Conforme os militares, as aves eram criadas sem autorização ambiental.

Além de multado, o homem foi autuado por crime ambiental na Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat). Já os pássaros foram encaminhados para o Centro de Reabilitação de Animais silvestres (Cras).

Dinheiro Apreendido

Justiça Federal absolve policial preso com R$ 100 mil em sacola em Campo Grande

Investigador da Polícia Civil e outros dois réus foram absolvidos da acusação de corrupção, mas Justiça determinou o confisco de R$ 153,5 mil apreendidos no caso.

20/08/2026 17h31

Policial civil foi preso durante investigação sobre suposta negociação de mercadorias contrabandeadas e acabou absolvido pela Justiça Federal.

Policial civil foi preso durante investigação sobre suposta negociação de mercadorias contrabandeadas e acabou absolvido pela Justiça Federal. Foto: Reprodução.

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Quase nove meses depois de um flagrante no estacionamento de um supermercado, na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande, que terminou com a prisão de um policial civil e a apreensão de uma sacola com dinheiro, a Justiça Federal absolveu os três acusados no caso. A investigação apurava uma suposta negociação envolvendo mercadorias contrabandeadas.

O processo terminou sem condenações por corrupção, mas teve um desfecho incomum: os R$ 153,5 mil apreendidos não serão devolvidos aos réus e ficarão com a União.

A sentença, assinada na última quarta-feira (19) pelo juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, absolveu o investigador da Polícia Civil Augusto Torres Galvão Florindo, o ex-guarda civil municipal Marcelo Raimundo da Silva e a empresária Ana Cláudia Olazar.

Augusto respondia por corrupção passiva, crime atribuído ao agente público que solicita ou recebe vantagem indevida em razão da função, enquanto os outros dois eram acusados de corrupção ativa, caracterizada pela oferta ou promessa de vantagem indevida a um funcionário público para influenciar um ato relacionado ao cargo.

A absolvição não ocorreu porque a Justiça tenha considerado comprovadamente lícita a movimentação do dinheiro.

O ponto central da decisão foi outro: ao final da instrução, não surgiram provas suficientes para estabelecer que a entrega da quantia ao investigador ocorreu em razão da função pública exercida por ele, elemento indispensável para caracterizar o crime de corrupção atribuído pelo Ministério Público Federal (MPF).

O magistrado considerou haver elementos para apontar caráter ilícito na movimentação financeira, mas entendeu que permaneceu uma dúvida essencial sobre o motivo pelo qual aquele dinheiro estava sendo entregue.

Não foram encontradas conversas, negociações ou mercadorias que permitissem demonstrar, além de dúvida razoável, que a transação correspondia ao esquema descrito pela acusação.

A análise dos celulares apreendidos também não forneceu elementos relevantes para esclarecer a finalidade do pagamento. Foi justamente essa lacuna que separou o flagrante de uma condenação criminal.

Flagrante começou com movimentação bancária

O episódio ocorreu em 28 de novembro de 2025. A Polícia Federal acompanhava uma movimentação envolvendo Ana Cláudia depois de receber informação de que ela faria o saque de uma quantia elevada.

Após a retirada do dinheiro em uma agência bancária, os agentes seguiram os envolvidos até um estacionamento de um supermercado na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande. No local, Marcelo entregou uma sacola a Augusto. A abordagem ocorreu logo depois.

Parte dos R$ 153,5 mil foi localizada na sacola e outra parcela estava no veículo do policial. Em depoimento no processo, um dos agentes federais afirmou que foram encontrados R$ 100 mil na sacola e mais de R$ 20 mil no console do automóvel de Augusto, além de outros valores. 

A prisão teve repercussão imediata dentro da própria Polícia Civil. Documento oficial da Corregedoria mostra que Augusto, então investigador lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), foi preso em flagrante pela PF naquela data.

A prisão foi posteriormente convertida em preventiva no processo 5012657-32.2025.4.03.6000. 

A Corregedoria determinou o afastamento compulsório do investigador enquanto permanecesse preso, além do recolhimento de arma e carteira funcional e da suspensão dos acessos aos sistemas policiais. O órgão também informou que os resultados da investigação seriam objeto de apuração disciplinar.

Versões sobre o dinheiro mudaram durante o processo

A origem e, principalmente, o destino da quantia se transformaram no principal ponto de discussão da ação penal. No interrogatório realizado após o flagrante, Augusto apresentou relato que vinculava o dinheiro à negociação de mercadorias contrabandeadas.

Conforme os elementos posteriormente analisados na sentença, o investigador teria mencionado a venda de aparelhos e cigarros eletrônicos provenientes de contrabando. Quando foi interrogado pela Justiça, em fevereiro, a versão mudou.

Augusto afirmou que trabalhava nas horas de folga realizando serviços particulares de segurança e que havia sido contratado para fazer o transporte do dinheiro. Segundo o relato judicial, receberia R$ 2 mil pelo serviço e levaria a quantia até Ponta Porã.

Também afirmou ter escolhido o estacionamento como ponto de encontro por considerá-lo um local seguro e com câmeras. 

A defesa alegou ainda que as condições de saúde do investigador poderiam ter comprometido o primeiro interrogatório. Na sentença, entretanto, o juiz rejeitou a tese de incapacidade de compreensão.

Conforme a decisão, embora houvesse documentação médica sobre tratamento e uso de medicamentos, não ficou demonstrado que Augusto estivesse sem condições de compreender o que ocorria no momento em que prestou as primeiras declarações. 

Marcelo também apresentou uma explicação diferente para a operação financeira. Em juízo, declarou que um homem identificado como Ângelo, conhecido como “Moela”, teria solicitado o saque de R$ 100 mil e pedido que o valor fosse entregue a outra pessoa.

O ex-guarda afirmou que não sabia que o destinatário seria policial e que não recebeu pagamento para fazer a entrega.

Ana Cláudia, por sua vez, afirmou atuar na compra e venda de veículos e declarou que movimentações em espécie faziam parte da atividade empresarial. Também negou saber que o dinheiro retirado de sua conta seria destinado a um policial. 

Denúncia levou os três ao banco dos réus

O MPF apresentou denúncia sustentando uma interpretação diferente. Para a acusação, Augusto teria recebido R$ 130 mil de Marcelo e Ana Cláudia em razão de sua condição de policial civil, dentro de um acerto relacionado a negócios envolvendo contrabando e descaminho.

A denúncia foi recebida pela Justiça Federal em dezembro do ano passado. Augusto tornou-se réu por corrupção passiva, enquanto Marcelo e Ana Cláudia passaram a responder por corrupção ativa.

Na época, a magistrada responsável pelo processo também levou em consideração a gravidade das circunstâncias descritas na investigação. 

Augusto e Marcelo permaneceram presos durante a fase de produção das provas. Em janeiro, pedidos de liberdade chegaram a ser negados.

No caso do investigador, a Justiça apontou naquele momento risco à ordem pública diante da acusação e de sua condição de agente policial. A situação mudou depois das audiências de instrução.

Em 6 de fevereiro, após aproximadamente 70 dias de prisão, a preventiva dos dois foi revogada. O entendimento foi de que, encerrada a principal etapa de coleta de provas, havia diminuído o risco de interferência na instrução processual.

Augusto posteriormente retornou à Polícia Civil. Inicialmente, as cautelares permitiam apenas atividades administrativas ou cartorárias, sem porte de arma, distintivo ou participação em investigações. Em maio, já havia sido reintegrado à instituição e estava trabalhando em setor administrativo.

O que faltou para haver condenação

Na sentença, a Justiça separou duas questões que haviam caminhado juntas desde o flagrante: a suspeita sobre a procedência do dinheiro e a prova do crime de corrupção.

Para condenar Augusto por corrupção passiva, não bastava demonstrar que ele recebeu dinheiro nem que a quantia pudesse estar associada a alguma atividade ilícita. Era necessário provar que a vantagem foi recebida em razão da função pública.

Da mesma maneira, para condenar Marcelo e Ana Cláudia por corrupção ativa, seria necessário demonstrar que eles ofereceram ou entregaram a vantagem com a finalidade de influenciar a atuação do servidor. Foi nesse ponto que a acusação não conseguiu ultrapassar, na avaliação judicial, o patamar da dúvida.

A sentença registra que não foram apresentadas conversas entre os envolvidos que esclarecessem a negociação, não foram localizadas mercadorias contrabandeadas vinculadas especificamente à entrega do dinheiro e a análise dos aparelhos celulares não revelou elementos capazes de estabelecer a finalidade da transação.

O histórico relacionado ao contrabando atribuído a outros envolvidos também não foi considerado suficiente para preencher essa lacuna.

Para o juiz, antecedentes ou relações anteriores com determinada atividade não permitem concluir automaticamente que aquela operação financeira específica tivesse a mesma origem ou finalidade. 

A Justiça ainda rejeitou questionamentos apresentados pela defesa de Augusto sobre supostas irregularidades durante a prisão.

Entre eles estavam alegações envolvendo uso de algemas, ausência de advogado no interrogatório policial, comunicação do preso e cadeia de custódia dos celulares apreendidos. Nenhuma dessas teses levou à anulação das provas. 

Absolvidos, mas sem o dinheiro

Apesar da absolvição dos três réus, a sentença produziu uma consequência patrimonial importante. Os R$ 153,5 mil apreendidos não serão restituídos.

O juiz determinou o perdimento da quantia em favor da União ao considerar que os acusados não demonstraram a propriedade e a procedência lícita do dinheiro.

Após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso, o valor deverá ser destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). 

A decisão também revogou as medidas cautelares que ainda estavam impostas aos réus e determinou que a Corregedoria da Polícia Civil seja comunicada sobre o resultado do processo.

Assim, o processo que começou com agentes federais acompanhando um saque bancário e terminou com um investigador preso diante de uma sacola de dinheiro chegou à primeira sentença sem condenação.

A Justiça considerou insuficientes as provas para afirmar que aqueles valores representavam pagamento de corrupção, embora tenha entendido que as circunstâncias também não permitiam devolver os R$ 153,5 mil apreendidos.

Novo Endereço

Terreno na Ernesto Geisel é sugerido para construção do Hospital Municipal

Área próxima ao cruzamento com a Avenida Mascarenhas de Moraes é apresentada como alternativa após Prefeitura desistir da Chácara Cachoeira

20/08/2026 16h32

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande.

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande. Foto: Reprodução.

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A busca por um novo endereço para o Hospital Municipal de Campo Grande ganhou uma nova alternativa. O vereador Ronilço Guerreiro sugeriu que um terreno localizado na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes seja avaliado pela Prefeitura para receber a futura unidade hospitalar.

A sugestão surge depois de o município desistir da área inicialmente prevista no bairro Chácara Cachoeira. Duas licitações realizadas para viabilizar o empreendimento no local terminaram sem empresas interessadas, levando a administração municipal a procurar outro endereço para tirar o projeto do papel.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Prefeitura passou a avaliar novas possibilidades e pretende priorizar áreas próximas às saídas da cidade e com condições de facilitar o acesso da população que depende da rede pública de saúde.

É nesse cenário que Ronilço defende a inclusão do terreno próximo ao encontro da Ernesto Geisel com a Mascarenhas de Moraes entre as alternativas analisadas pelo Executivo.

A proposta, até o momento, é apenas uma sugestão e não representa uma definição sobre o novo endereço do hospital.

O principal argumento apresentado pelo vereador é a localização. A região possui ligação com importantes corredores viários de Campo Grande e, na avaliação do parlamentar, poderia facilitar o deslocamento de moradores de diferentes pontos da Capital, inclusive daqueles que utilizam o transporte coletivo.

Localização entra na discussão

A sugestão deverá passar pela avaliação da Prefeitura caso seja incorporada ao conjunto de alternativas estudadas para o hospital. Antes de qualquer definição, aspectos como propriedade do terreno, dimensões, infraestrutura disponível, acessibilidade, impactos no entorno e viabilidade técnica precisam ser considerados.

Ronilço sustenta que a facilidade de acesso deve ter peso na escolha do novo endereço, principalmente porque o Hospital Municipal será voltado ao atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o vereador, uma área conectada a grandes avenidas pode reduzir dificuldades de deslocamento de pacientes e acompanhantes.

A Avenida Ernesto Geisel corta diferentes regiões de Campo Grande e constitui um dos principais eixos viários da Capital. A Mascarenhas de Moraes, por sua vez, é uma importante ligação da região norte da cidade.

A posição estratégica das duas vias é um dos pontos utilizados para justificar a apresentação da área como alternativa.

A localização, entretanto, é apenas um dos fatores envolvidos. Um hospital de grande porte exige espaço para a implantação da estrutura, circulação de ambulâncias, estacionamento, acesso de pacientes e profissionais, além de condições para eventuais ampliações futuras.

Prefeitura procura novo endereço

A desistência da Chácara Cachoeira fez a Prefeitura voltar a uma etapa fundamental do projeto: a definição de onde o Hospital Municipal será construído.

A área havia sido escolhida para receber o empreendimento, mas a falta de interessados nas duas licitações realizadas pelo município inviabilizou a continuidade da proposta naquele endereço.

Com isso, a administração passou a procurar alternativas que atendam às necessidades técnicas e de acesso previstas para a unidade.

A escolha do novo terreno também deverá considerar o impacto sobre o trânsito, a disponibilidade de transporte coletivo, a distância em relação às regiões atendidas e a capacidade das vias do entorno de absorver o movimento provocado por uma estrutura hospitalar.

Por enquanto, não há um novo endereço definido. O terreno sugerido por Ronilço Guerreiro, na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes, passa a integrar a discussão como uma possível alternativa, mas eventual escolha dependerá da análise e da decisão da Prefeitura de Campo Grande.

Projeto prevê 259 leitos e investimento milionário

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o projeto elaborado para o Hospital Municipal de Campo Grande prevê uma estrutura com 259 leitos, dos quais 49 seriam destinados ao pronto atendimento e 190 às enfermarias.

O planejamento inclui ainda unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta e pediátrica, 10 salas cirúrgicas, 53 consultórios e 19 salas para exames, com capacidade para procedimentos como tomografia, ressonância magnética, mamografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande.Projeto do Hospital Municipal prevê 259 leitos, UTIs adulta e pediátrica, centro cirúrgico e estrutura para exames. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

A estrutura foi projetada com quatro pavimentos, subsolo, térreo, primeiro e segundo andares, além de centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. Ao todo, o complexo hospitalar deverá ocupar aproximadamente 14,9 mil metros quadrados.

No primeiro edital, quando a construção ainda estava prevista para o terreno entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na Chácara Cachoeira, o investimento estimado para a obra era de R$ 210 milhões.

Outros cerca de R$ 80 milhões seriam destinados à compra de mobiliário e equipamentos médicos e hospitalares.

O planejamento também previa aproximadamente R$ 20 milhões por ano para serviços de manutenção, segurança, climatização, jardinagem e outras atividades relacionadas ao funcionamento da estrutura.

A previsão estabelecida no projeto era de 24 meses de obras a partir do início da construção. Com a desistência da área da Chácara Cachoeira e a busca por um novo endereço, entretanto, a implantação do hospital dependerá agora da escolha do terreno e dos próximos procedimentos adotados pela Prefeitura para viabilizar o empreendimento.

Prefeitura não responde sobre novo local

O Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se o terreno sugerido pelo vereador Ronilço Guerreiro será avaliado como possível local para a construção do Hospital Municipal, quais outras áreas estão em análise e se há prazo para a definição do novo endereço.

Até a publicação desta reportagem, o município não havia respondido aos questionamentos.

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