Cidades

LINHA FERROVIÁRIA

Moka pede que senadores 'abracem' a causa da Ferrosul

Moka pede que senadores 'abracem' a causa da Ferrosul

AGÊNCIA SENADO

16/02/2011 - 00h01
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Em discurso nesta terça-feira (15), o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) pediu a seus colegas apoio para a criação da Ferrosul, linha ferroviária que interligará os estados integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul): Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Para o senador, trata-se de uma obra estratégica não só para esses estados, mas para todo o Brasil.

"Eu não tenho a menor dúvida em afirmar que a integração ferroviária entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul será um dos maiores empreendimentos do Brasil, uma das obras que trará resultados significativos a nossa economia" - disse.

De acordo com o senador, a criação da Ferrosul trará benefícios para os quatro estados e, particularmente, para a região sul-mato-grossense conhecida como Conesul (que abrange os municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Mundo Novo, Naviraí, Sete Quedas e Tacuru) e região metropolitana de Dourados. Nessas regiões, destacou Waldemir Moka, há grande produção de grãos, carnes, álcool e açúcar.

O parlamentar também acredita que a ferrovia será benéfica para a região do Bolsão Sul-matogrossense, onde já estão instaladas ou previstas indústrias de celulose, lâminas de aço e fertilizantes.

"Como transportar essa grande produção sem logística de transporte adequado?" - indagou.

Moka informou que o Mato Grosso do Sul produz cerca de 2 bilhões de litros de álcool por ano, 1,2 bilhão de toneladas de açúcar e 6 milhões de toneladas de grãos (como soja e milho). E a perspectiva é que essas produções aumentem significativamente nos próximos anos, podendo ser dobradas até 2015. Se somadas as produções dos quatro estados do Codesul, acrescentou o senador, chega-se a 20% das exportações brasileiras.

"Esses estados exportaram, no ano passado, mais de R$ 40 bilhões em produtos, a maior parte grãos e carne, cujo transporte tem sido feito, basicamente, por estradas muitas vezes em péssimas condições. Temos obrigação de arregaçar as mangas e trabalhar para que a Ferrosul saia do papel o quanto antes",  afirmou.

Em apartes, as senadoras Marisa Serrano (PSDB-MS) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) elogiaram o discurso do colega e prometeram apoio à construção da ferrovia. Para elas, a linha ferroviária ajudará no desenvolvimento econômico de seus estados.

CONTRABANDO

Homem pula de ponte durante fuga e desaparece no Rio Paraná

Homem transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e teria saltado no rio após perseguição

14/08/2026 08h45

Veículo transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e foi apreendido pela PRF

Veículo transportava cerca de 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados e foi apreendido pela PRF Divulgação

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Um homem conhecido como Neno desapareceu nas águas do Rio Paraná, na noite desta quinta-feira (13), depois de fugir de uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele conduzia um veículo carregado com aproximadamente 5 mil pacotes de cigarros contrabandeados.

Conforme informações divulgadas pelo portal Dourados Agora, a ocorrência começou após o motorista desobedecer a uma ordem de parada da PRF. A partir daí, os policiais iniciaram acompanhamento ao veículo, e a fuga se estendeu por aproximadamente 24 quilômetros na BR-158.

A perseguição terminou depois que o veículo apresentou problemas mecânicos e não conseguiu mais prosseguir. Neno então abandonou o automóvel e continuou a fuga a pé.

Ao chegar a uma ponte sobre o Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, o homem teria pulado na água na tentativa de escapar da abordagem policial. 

Morador da região de Dourados, Neno não havia sido localizado até a última atualização das informações. As circunstâncias do desaparecimento deverão ser apuradas.

O veículo e a carga, estimada em cerca de 5 mil pacotes de cigarros, foram apreendidos pela PRF. 

CORUMBÁ/BOLÍVIA

PCC e CV viram "inimigos" prioritários na fronteira

Plano para a região foi lançado oficialmente ontem e prevê ações da Polícia Federal e da polícia boliviana entre os países, além de apoio dos EUA

14/08/2026 08h00

Divulgação

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O governo boliviano está com uma ofensiva, em conjunto com a Polícia Federal (PF) brasileira, para tentar bloquear ações criminosas coordenadas que o Primeiro Comado da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão implantando no país vizinho.

Esse trabalho conjunto foi chamado de Plano Fronteira Segura e foi lançado ontem, em Guayaramerín, cidade boliviana que faz fronteira com Guajará-Mirim (RO).

Apesar do lançamento oficial dessa estratégia de guerra contra organizações criminosas brasileiras e grupos bolivianos ocorrer na região Norte do País, o Ministério do Governo da Bolívia identificou que as regiões críticas são: Cobija/Brasiléia (AC), Guayaramerín/Guajará-Mirim (RO), Puerto Suárez/Corumbá (MS) e San Matías/Cáceres (MT).

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, enfatizou que os operativos vão ser empenhados por tempo indeterminado nas faixas de fronteira consideradas sob maior risco de atuação de facções criminosas. 

“Lançamos o Plano Fronteiras Seguras com empenho permanente da polícia boliviana em cinco pontos fronteiriços para desarticular o crime organizado transnacional, porque um país seguro é um país onde bolivianos investem em seu próprio território”, afirmou.

O comandante geral da polícia boliviana, Mirko Sokol, participou do lançamento do plano e afirmou que as ações ostensivas estão voltadas para dificultar a atuação das facções.

“Estamos atacando estas organizações criminosas no lugar onde elas estão pretendendo atuar. E isso acontece principalmente nas fronteiras. São nesses locais que temos que evitar o ingresso de grupos criminosos e tentar evitar que cheguem nas cidades. Eles geram violência, mortes”, disse.

Pelo lado brasileiro, as autoridades não fizeram manifestação pública. Isso foi atribuído ao período de defeso eleitoral. Contudo, participaram do lançamento do plano o ministro de Segurança e Justiça Pública, Wellington Lima e Silva, além do diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, participou do lançamento - Foto: Divulgação

AÇÕES PRÁTICAS

Já foi definido que mais de 300 policiais bolivianos especializados vão atuar no Departamento de Santa Cruz, que envolve as fronteiras com Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Atualmente, há um conflito em andamento em San Matías, divisa com Cáceres, onde o policial boliviano subtenente Yerson Salazar Aliendres acabou morto, no dia 30 de julho, após uma emboscada.

Já em Corumbá, também em julho, houve um atentado ligado ao PCC que resultou na morte do soldado PM Marcelo Pimenta da Silva. O ataque ocorreu contra um homem que vivia em Ladário e os policiais militares foram alvejados quando tentaram prender os suspeitos.

Todos os criminosos envolvidos, sendo a maioria deles brasileiros, acabaram mortos pela PM do Estado. Nessa resposta da polícia, dois bolivianos também morreram, mas quando estavam em Corumbá.

O governo boliviano apontou que os operativos conjuntos, e principalmente o combate ao crime organizado atuando na fronteira, resultou na expulsão de 17 pessoas apontadas com algum grau de liderança em organizações criminosas, entre elas do PCC e algumas do CV. 

Também ocorreram as apreensões de 58 aeronaves, 370 imóveis e 573 veículos durante os últimos oito meses. As ações também destruíram 10 pistas clandestinas e apreenderam 283 toneladas de droga.

“A Bolívia não será terra livre para as máfias. Não há espaço para respostas frágeis, dispersas ou meramente declarativas. Os narcotraficantes não são atores sociais, nem interlocutores políticos. São organizações criminais que destroem famílias, financiam violência, capturam territórios, corrompem instituições, tomam fronteiras e ameaçam a democracia”, declarou o ministro boliviano da Defesa, Ernesto Justiniano.

A Bolívia está alinhada com ações também com os Estados Unidos e neste mês teve reunião com o secretário de Defesa estadunidense, Pete Hegseth, e o general Francis L. Donovan, que atua no Comando do Sul, unidade do exército dos EUA que exerce atividade na América Latina.

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