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Ministro propõe organizar 'Hackers Day'

Ministro propõe organizar 'Hackers Day'

ig

28/06/2011 - 00h00
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Enquanto o governo enfrenta a maior onda de ataques cibernéticos da história, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que pretende convidar grupos de hackers (violadores de sistemas de segurança on-line) para ajudarem a desenvolver meios de dar mais transparência aos portais do ministério.

“Hackers são jovens talentosos e criativos que eu, inclusive, quero incorporar no meu ministério. Quero convida-los para um ‘Hackers Day’. A gente chama os hackers para eles desenvolverem soluções próprias. Estou desenvolvendo um projeto para dar transparência total no ministério, todos os gastos, tudo. Quero chamar os hackers para ajudarem a construir os indicadores e as formas de transparência. É para abrir as informações. Quero que seja uma referência”, disse Mercadante.

Segundo ele, os ataques feitos a sites do governo são obra de crackers, termo usado para descrever vândalos virtuais. “Este é um problema que todos os países vivem hoje. Eu não chamaria hackers, chamaria crackers”, disse o ministro.

Segundo ele, a onda de ataques serve de alerta para o governo sobre a necessidade de melhorar os sistemas de segurança. “Os crackers fazem este tipo de ataque ou para dar uma mensagem política ou pelo prazer deste tipo de desafio. De qualquer forma ele fazem parte da sociedade e temos que saber nos proteger. É uma experiência importante para mostrar que temos que investir e nos preparar para termos uma estrutura de defesa mais eficiente”, afirmou.

Histórico

Iniciada na semana passada, a onda de ataques a sites oficiais levou o governo a mobilizar órgãos como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) num esforço para identificar a origem das invasões. Desde a última quarta-feira, crackers quebrou a segurança de um site do Exército e acessaram páginas da Presidência, do Governo Brasileiro, da Petrobras, do Senado, do IBGE, além de vários ministérios e órgãos oficiais. No último fim de semana, um dos grupos que reivindicavam a autoria das invasões chegou a anunciar que os ataques cessariam, mas os problemas continuaram atingindo diversas páginas governamentais.

Como o iG mostrou, a estratégia do governo brasileiro diante de ameaças virtuais costumava ser a do contra-ataque. No Exército, por exemplo, a tarefa cabe ao general José Carlos dos Santos, apelidado de "General Firewall", que comanda um centro encarregado de detectar ataques de vírus e outras ameaças.

Na medida em que se viu uma escalada no número de ataques, o tom das ameaças também aumentou. Na última sexta-feira, em uma invasão ao site do IBGE, um grupo de hackers disse que, neste mês, o governo vai viver o maior número de ataques virtuais da sua história. Eles descrevem a ação como uma forma de protesto de quem quer um Brasil melhor.  Integrantes do grupo cracker Fatal Error Crew, por outro lado, se descreveram como pessoas "comuns". "Pegamos balada, bebemos", disse ao iG um membro do grupo.

Tecnologia

Cloudflare: o gigante silencioso da internet e o efeito dominó de suas quedas

A recente instabilidade serve como um lembrete de que, por trás da aparente fluidez da navegação, existe uma complexa rede de intermediários

18/11/2025 12h42

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Em um mundo cada vez mais dependente da conectividade digital, a estabilidade da internet é uma preocupação constante. Quando grandes plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT e até mesmo serviços governamentais apresentam falhas simultâneas, a causa frequentemente aponta para um nome: Cloudflare. Mas o que é essa empresa e por que sua interrupção tem um impacto tão vasto?

O que é a Cloudflare?

A Cloudflare é uma empresa de infraestrutura de rede global que opera como uma intermediária essencial entre os usuários e os servidores de milhares de sites e aplicações em todo o mundo. Ela não é uma provedora de hospedagem tradicional, mas sim uma camada de serviço que atua na "borda" da internet.

Seu papel pode ser melhor compreendido pela função de proxy reverso. Em vez de o usuário acessar o servidor de um site diretamente, a requisição passa primeiro pelos servidores da Cloudflare. Essa arquitetura permite que a empresa ofereça dois serviços cruciais.

Aceleração de Conteúdo (CDN): A Cloudflare utiliza uma Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN) massiva, com data centers espalhados por centenas de cidades. Isso significa que partes de um site são replicadas e armazenadas em locais geograficamente próximos ao usuário. O resultado é uma redução drástica na latência e um carregamento de página muito mais rápido.

Segurança Cibernética: A empresa atua como um "escudo" contra ameaças. Seu serviço de proteção contra Ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS) é um dos mais conhecidos. Ao filtrar o tráfego malicioso antes que ele chegue ao servidor de origem, a Cloudflare protege seus clientes de serem sobrecarregados e derrubados por um volume excessivo de requisições.

Em essência, a Cloudflare é a porta de entrada e o segurança de uma parcela significativa da web.

O efeito dominó: q que sua queda influencia?

A influência da Cloudflare é inversamente proporcional à sua visibilidade para o usuário comum. Por ser uma camada de infraestrutura, a maioria das pessoas não sabe que a está utilizando até que ela falhe.

Quando a Cloudflare sofre uma instabilidade, como a ocorrida em 18 de novembro de 2025, o impacto é sentido em escala global, gerando um verdadeiro efeito dominó que paralisa serviços vitais.

 

A razão para essa influência massiva é simples: quando o "escudo" da Cloudflare falha, a porta de entrada para os sites que dependem dela fica inacessível. O usuário recebe mensagens de erro da própria Cloudflare, indicando que a camada de proteção e distribuição de conteúdo não está funcionando.

Em alguns casos, a queda pode ser causada por picos de tráfego incomuns ou falhas internas de roteamento. Independentemente da causa, o resultado é o mesmo: a interrupção da Cloudflare expõe a fragilidade da internet moderna, onde a concentração de serviços de infraestrutura em poucas empresas pode levar a uma paralisação em massa.

A recente instabilidade serve como um lembrete de que, por trás da aparente fluidez da navegação, existe uma complexa rede de intermediários. E quando um desses gigantes silenciosos tropeça, a internet inteira sente o impacto.

Tecnologia

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador

12/11/2025 22h00

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB Divulgação/Warley de Andrade/TV Brasil

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O Brasil fará seu primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional no próximo dia 22. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.

Trata-se da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA).

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador, garantindo compatibilidade e segurança para o lançamento A integração das cargas úteis no foguete HANBIT-Nano, da Innospace, teve início na segunda-feira, 10, marcando uma das etapas decisivas antes do lançamento, durante a operação.

"Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil - satélites e experimentos - e o veículo lançador, confirmando que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo", explicou a FAB.

A missão para transportar cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais, simboliza, conforme a Força Aérea, a "entrada definitiva" do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, além de abrir novas oportunidades de geração de renda, inovação e atração de investimentos para o País.

"Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o que reforça nosso compromisso em prover suporte técnico, coordenação e governança para que cada missão transcorra com integridade, transparência e alto padrão de confiabilidade", destacou em nota o coordenador-geral da operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

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