Domingo, 19 de Novembro de 2017

Ministro diz que não quer real mais valorizado

7 AGO 2010Por 08h:00
RIO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que há uma pequena sobrevalorização do real, mas que o governo está atento para coibir abusos.
“Às vezes dizem que a nossa moeda valoriza mais que outras moedas. Nos preocupamos com isso e o Banco Central e o Ministério da Fazenda não querem que (o real) valorize mais”, disse ele em discurso após inauguração de novas linhas de produção da Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Ele ressaltou, no entanto, que o regime continua sendo o de câmbio flutuante.
“Muitas pessoas não prestam atenção para isso (valorização do real). A moeda expressa o fortalecimento da economia brasileira”, acrescentou o ministro.

BNDES
Mantega defendeu o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na concessão de financiamentos e afirmou que o manifesto publicado nos principais jornais do País ontem por entidades empresariais a favor do banco é prova da importância dessa política.
O ministro negou que falte transparência no banco, uma das principais críticas das quais o BNDES tem sido alvo. “É uma crítica infundada. Existe perfeita transparência”, disse Mantega. “Não sei por que alguns resolveram criticar o BNDES, mas a resposta está aqui, o manifesto”, declarou.
Segundo Mantega, o banco foi o principal instrumento usado pelo governo para amenizar os efeitos da crise financeira internacional de 2008, com um resultado que ele considera ter sido muito eficaz. “Somos muito bem-sucedidos. Emprestamos cerca de R$ 200 bilhões, que o BNDES repassou ao setor privado. Só se conseguiu reagir à crise por causa desses recursos”, afirmou. Ele também negou que o banco priorize grandes companhias, afirmando que nos últimos 12 meses houve financiamentos para mais de 400 mil empresas.

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