Terça, 21 de Novembro de 2017

Ministro da Agricultura promete R$ 100 bilhões para a safra

27 ABR 2010Por 20h:15

Por Gustavo Porto, Ribeirão Preto (AE)

 

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, confirmou ontem que o governo destinará cerca de R$ 100 bilhões em recursos para o Plano de Safra 2010/2011, previsto para ser anunciado na segunda quinzena de junho. Em discurso ontem, na abertura do Agrishow 2010, em Ribeirão Preto (SP), Rossi também fez duras críticas a ambientalistas. "Não venham nos dar aulas de como preservar meio ambiente de dentro de salões da elite e dos shoppings centers de São Paulo. Venham colocar o pé no barro", afirmou, além de defender que o discurso sobre o meio ambiente seja transformado em prática agronômica. Para ele, quem pode defender o meio ambiente é quem vive nele: o agricultor.

O valor que o governo destinará para a safra, já adiantado por Rossi em entrevista à Agência Estado, deve ficar perto dos R$ 95 bilhões da safra atual, dos quais cerca de 10% não serão tomados pelos produtores. "O recurso oferecido (em 2009/2010) não foi totalmente tomado, primeiro pelo nível de endividamento do produtor, já que muitos perderam a capacidade de financiamento, e ainda porque muitos produtos estiveram em uma faixa de preço razoável e não precisaram de grande apoio", afirmou o ministro.

Em discurso no qual citou várias vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rossi salientou que os recursos destinados ao financiamento agrícola saltaram de R$ 22 bilhões, em 2003, para quase R$ 100 bilhões neste ano, que será o último ano de mandato de Lula. "O presidente Lula multiplicou os recursos colocados à disposição do agricultor e aumentou mais de dez vezes o volume de apoio à comercialização", afirmou o ministro.

Na atual safra 2009/2010, os recursos para comercialização, que começaram a ser liberados agora, devem somar R$ 5,2 bilhões, valor que ainda pode crescer por meio de novos aportes orçamentários, ante R$ 5,1 bilhões da safra passada já com os recursos extras liberados. Segundo o ministro, recursos já anunciados para apoio à comercialização de arroz, feijão e milho devem começar a ser repassados na próxima semana. "Devemos liberar ainda este mês operações para trigo e avaliamos outros produtos bem de perto, que ainda não precisam de apoio, como algodão e soja, pois estão acima do preço mínimo", explicou Rossi.

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