Cidades

VIOLÊNCIA

Ministério Público Federal investiga ataque de pistoleiros contra índios em Amambai

Ministério Público Federal investiga ataque de pistoleiros contra índios em Amambai

DA REDAÇÃO

18/11/2011 - 20h00
Continue lendo...

O Ministério Público Federal em Ponta Porã investiga o ataque de homens armados contra a comunidade indígena Guaviry, ocorrida na manhã de hoje (18), na zona rural de Amambai, fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O cacique Nísio Gomes, 59 anos, teria sido executado com tiros na cabeça.

Equipe da Polícia Federal, acompanhada de representante do MPF e da Fundação Nacional do Índio (Funai), confirmou o desaparecimento do cacique, que, segundo testemunhas, teria sido levado pelos pistoleiros. Os índios dizem que há outros desaparecidos, entre eles uma mulher e uma criança, mas isso não foi confirmado, pois a comunidade se dispersou na mata. Dos cerca de 60 integrantes da comunidade, somente dez foram contatados pelos investigadores.

A perícia policial confirmou presença de sangue humano no local onde o cacique teria levado os tiros, segundo os índios. Também comprovou-se que o corpo foi arrastado. 

Um dos filhos do cacique está no Instituto Médico Legal de Ponta Porã, realizando exames de corpo de delito. Ele teria levado tiros de balas de borracha, do mesmo tipo encontrado em ataque recente ocorrido contra um acampamento indígena em Iguatemi, em 23 de agosto (veja abaixo).

Logo após a denúncia do ataque, o MPF requisitou o deslocamento da PF até o local, além de instauração de inquérito para investigar o fato. Maiores detalhes não podem ser informados, sob pena de comprometer a investigação, que está em andamento.

Outros casos

Puelito Kue
A questão indígena em Mato Grosso do Sul é marcada por situações de violência. São diversos os casos que envolvem ataques e assassinatos de lideranças. Em setembro deste ano, índios do acampamento Puelito Kue - em Iguatemi, também no sul de Mato Grosso do Sul - foram atacados por homens armados. Vários indígenas ficaram feridos e o acampamento, às margens de uma estrada vicinal, foi totalmente destruído. (Veja fotos).

Curral do Arame
Em setembro de 2009, os guarani-kaiowá de Curral do Arame, na BR 463, a 10 km de Dourados, foram agredidos por um grupo de homens que entrou no acampamento, atirando em direção aos barracos. Um índio de 62 anos foi ferido por tiros, outros indígenas agredidos e barracos e objetos foram queimados. (Confira imagens do ataque).

Ypo'i
Em 31 de outubro de 2009 os professores indígenas Jenivaldo Vera e Rolindo Vera foram mortos durante expulsão de área reivindicada pelos indígenas como de ocupação tradicional indígena da etnia guarani-kaiowá (Tekoha Ypo´i), na Fazenda São Luiz, em Paranhos, sul do estado. Mário Vera, à época com 89 anos, recebeu pauladas nas costas, ombros e pernas. Os dois professores foram mortos e os corpos, ocultados. O corpo de Jenivaldo foi encontrado uma semana depois, em 7 de novembro, dentro no Rio Ypo´i, próximo ao local do conflito. O corpo de Rolindo não foi encontrado até hoje.   
 
Desde 19 de agosto de 2010, os indígenas guarani-kaiowá ocupam a área de reserva legal da fazenda. Eles estão amparados por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região -  TRF3 -  que cassou ordem de reintegração de posse “até a produção de prova pericial antropológica”, ou seja, os estudos que confirmem os indícios de ocupação tradicional da região por aquele grupo étnico. Segundo o Tribunal "existem provas de que a Fazenda São Luiz pode vir a ser demarcada como área tradicionalmente ocupada pelos índios".

Violência contra os índios é maior que a média nacional

O problema atualmente enfrentado pela 2ª maior população indígena do país (70 mil índios) é a falta de terra e suas consequências: violência, falta de meios de sobrevivência ou geração de renda. As mortes ocorrem na luta pela terra (após ocupações de áreas reivindicadas como territórios indígenas), geralmente por ação de grupos que resolvem fazer justiça com as próprias mãos, ou pela criminalidade gerada pela pobreza associada à superlotação das reservas.

A etnia guarani-kaiowá, concentrada no cone sul do estado, é a que sofre a maior violência. A taxa de homicídio entre os guarani-kaiowá do estado é de cem para cada 100 mil habitantes, quatro vezes a média nacional.

Fonte: MPF/MS

FECHOU O CERCO

Conselho de Educação Física interdita academias por falta de documentos

A Blue Fit, na Avenida Mato Grosso, foi reaberta na tarde desta terça-feira

11/03/2026 15h23

Blue Fit passou a manhã interditada e foi reaberta hoje à tarde

Blue Fit passou a manhã interditada e foi reaberta hoje à tarde FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região (CREF11/MS) interditou duas academias em Campo Grande entre a noite desta terça-feira (10) e a manhã de quarta-feira (11) por falta de documentos obrigatórios para o funcionamento.

As unidades interditadas foram a Blue Fit, localizada na Avenida Mato Grosso, e a Evoque, localizada no Jardim Paulista.

O fechamento da unidade pegou os alunos de surpresa durante a manhã, que precisaram se dirigir a outras unidades. 

Segundo nota do Conselho, todo estabelecimento de atividade física precisa possuir o Certificado de Registro de Pessoa Jurídica (CRPJ) emitido pelo próprio CREF, antes de começar a funcionar. 

A Blue Fit foi inaugurada em setembro de 2023 e já estava em funcionamento. No entanto, como foi feita a troca de CNPJ, todos os outros documentos também precisariam ser atualizados, inclusive o CRPJ. 

Ainda de acordo com o Conselho, a academia já havia sido notificada no mês de fevereiro, mas não regularizou a situação. Deste modo, sem a atualização, o local estava irregular. 

A academia precisa, ainda, ter um responsável técnico habilitado indicado no CRPJ para o funcionamento. O local em questão não apresentava este profissional no documento.

“Autuamos, orientamos e demos prazo. A regra que serve para uma grande academia é a mesma para uma pequena, e não podemos permitir que algumas sigam e outras não”, explica o presidente do CREF11/MS, Joni Guimarães.

Nas redes sociais, a Blue Fit apenas comunicou que o local se encontra temporariamente fechado e pediu a compreensão dos alunos. 

“Pedimos a compreensão de todos e orientamos que, durante esse período, os alunos se dirijam às outras unidades da rede para realizarem seus treinos normalmente. Em breve traremos novas atualizações. Agradecemos a compreensão de todos”, escreveu a rede. 

A academia Evoque, localizada no Jardim Paulista, foi interditada no final desta manhã, pelos mesmos motivos. De acordo com o Conselho, o estabelecimento estava em funcionamento sem o Certificado de Registro de Pessoa Jurídica, o CRPJ.

A Evoque também atuava sem a presença do Responsável Técnico habilitado indicado no documento. 

“Estamos de olho nesses estabelecimentos que insistem em trabalhar com irregularidades. 
Todas as tratativas buscando a regularização não foram atendidas. O fechamento deve acontecer nessas situações para não sermos injustos com os outros estabelecimentos que seguem a lei. A regra e a lei são para todos”, explicou Joni. 

O Correio do Estado constatou que, às 15h20 desta terça-feira, a Blue Fit foi reaberta e voltou ao funcionamento normal. A Evoque continua interditada por tempo indeterminado, até que a situação seja regularizada, de acordo com o CREF. 

A Evoque não se pronunciou sobre o assunto.

Balanço

Enquanto diesel sobe, etanol cai R$ 0,05 por litro em MS

Pesquisa realizada pelo Correio do Estado constatou que preço de revenda recuou nos postos da Capital

11/03/2026 14h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Se a escalada da tensão entre Irã e Estados Unidos, com envolvimento de Israel já provoca aumento de até R$ 0,68 por litro de diesel em Campo Grande, o preço médio de revenda do etanol caiu R$ 0,05/litro no mesmo período. 

Conforme levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) entre 1° e 7 deste mês, o preço médio do etanol era de R$ 4,26/litro na Capital, contudo, pesquisa realizada pelo Correio do Estado em 20 postos nesta terça-feira (10) aferiu que o valor médio de revenda do combustível se estabilizou em R$ 4,19. 

Se a primeira vista o recuo nas bombas dos postos parece insignificante, profissionais do setor podem ser os principais beneficiados, uma vez que abastecem em grandes quantidades. Com tanques com capacidade entre 200 e 400 litros de combustível, a economia pode ser de até R$ 20. 

"Qualquer oportunidade de economizar a despesa é muito impostante, considerando que a gente pode ter diversos imprevistos tanto com a carga ou mesmo com a estrutura do caminhão", destacou o caminhoneiro João Teodoro, 53 anos, motorista de um caminhão sucroalcooleiro que utiliza este tipo de combustível. 

Apesar da alta mais perceptível no diesel, especialistas já avaliaram que gasolina e etanol devem permanecer relativamente estáveis no curto prazo, devido ao volume de combustíveis armazenados nas refinarias brasileiras.

"O conflito entre EUA e Israel x Irã é uma estratégia de queda do regime político e religioso dos Aiatolás, significando a continuidade da guerra iniciada nos anos 1990 contra o Iraque. Como a região é produtora de petróleo, a queda na produção é transporte do óleo faz com que ocorre um novo choque dos preços do petróleo igual aos choques das décadas de 1970-80", destacou o economista Eugênio Pavão.

Para ele, apesar do aumento sobre o preço do diesel repassado ao consumidor, os valores de revenda do etanol e da gasolina devem seguir estaveis em virtude das grande reserva nas refinarias do país.

"Diante desse novo choque de oferta de petróleo, temos o Brasil em melhores condições que outros países, pois temos boas reservas à disposição, com possibilidades de exportação", declarou.

Perguntado sobre o impacto a longo prazo, disse que o país deve ser impactado somente se a guerra perdurar ao menos por mais 30 dias.

"Com certeza a duração da operação irá trazer maiores prejuízos, mas no Brasil ainda temos estoque grande nas refinarias, só em caso da guerra durar mais um mês, ai sim poderíamos sentir impactos", destacou.

"No caso os mais afetados serão os países europeus, a China. Mato Grosso do Sul pode ter o impacto direto a médio prazo", destacou.

Oscilação

Em cenário nacional, a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.

Pesquisa realizada pelo Correio do Estado constatou variação de 7,5% no preço do etanol, com o menor valor registrado no Posto Alloy, localizado entre a Rua Padre João Crippa e a Rua Marechal Rondon.

Em relação à gasolina, o valor máximo encontrado entre os 20 postos pesquisados foi de R$ 6,19, preço de seis estabelecimentos, enquanto o menor preço foi de R$ 5,89, identificado em dois postos da Avenida Costa e Silva.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).