Quinta, 23 de Novembro de 2017

Ministério Público diz que tem promotores para acusar Zeolla

26 MAI 2010Por 08h:55
NADYENKA CASTRO

O Ministério Público Estadual (MPE) já tem “candidatos” para atuar na acusação do procurador de Justiça aposentado Carlos Alberto Zeolla, assassino confesso do sobrinho, Cláudio Alexander Joaquim Zeolla. O homicídio aconteceu em março de 2009, em Campo Grande. Com o processo criminal emperrado por falta de promotor de Justiça, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, solicitou ao procurador-geral, Paulo Alberto de Oliveira, que designasse “com a maior brevidade possível” um promotor para o caso.

De acordo com o procurador-geral adjunto de Justiça, Humberto de Matos Brittes, “dois ou três” promotores se disponibilizaram para trabalhar na ação penal. “Pode ser que seja (promotor) de comarca do interior”, declarou. O procurador-geral adjunto explicou que é natural alguns promotores terem se declarado suspeitos de atuar no caso, pois Carlos Zeolla fez muitos amigos enquanto atuou no Ministério Público. “É natural que alguns se sintam impedidos”, disse.
A acusação de Carlos Zeolla será escolhida pela Procuradoria de Justiça porque dois promotores colocaram-se sob suspeição de trabalhar no processo e outros dois estão em férias. O procurador aposentado é acusado de matar o sobrinho com um tiro e a ação tramitava no Tribunal de Justiça, mas como o réu aposentou-se, o processo agora é de competência da primeira instância.

Saída
Ontem pela manhã, sob escolta da Polícia Militar, Carlos Zeolla saiu da Clínica Carandá, onde se encontra internado desde que ocorreu o crime, para submeter-se a exames cardiológicos na Chácara Cachoeira. A Justiça autorizou a saída do acusado para os exames, permitindo, também, que visitasse a mãe. O pai do procurador, Américo Zeolla, morreu no mês passado. A imprensa descobriu que Carlos Zeolla sairia da clínica e compareceu ao local. Isso fez com que ele deixasse a visita à casa da familiar para outra oportunidade.

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