Terça, 21 de Novembro de 2017

Mineiros chilenos recebem pacotes de cigarros

12 SET 2010Por 15h:03
SANTIAGO

Os 33 mineiros presos em uma mina no norte do Chile poderão fumar nas profundezas, após receberem ontem seus primeiros cigarros desde o acidente. As autoridades explicaram que a ventilação melhorou devido aos dutos que já foram instalados, e por isso a fumaça não causará problemas.
“Foi enviado, de maneira controlada, um número determinado de cigarros. Foram mandados para uma pessoa, que fará a distribuição, e não deve haver dificuldades. São dois maços por dia”, informou à imprensa Ximena Matas, intendente do Atacama.
“Não daremos um maço de cigarros para cada um, e sim uma quantidade razoável. Eles são pessoas responsáveis e acreditamos que a dose que entregamos será administrada muito bem”, afirmou por sua vez o médico Jorge Díaz, que integra a equipe de socorristas.
Entre os mineiros há vários fumantes, que inicialmente receberam adesivos de nicotina, mas a medida não foi suficiente. Eles estão presos desde o dia 5 de agosto na mina de San José, no deserto do Atacama, 800 km a norte de Santiago.
As autoridades afirmam que a autorização para fumar foi possível graças ao poliduto de plástico que chega até onde está o grupo, permitindo, além do envio de alimentos e água, uma melhora da circulação. Díaz ressaltou, no entanto, que os mineiros não poderão fumar de maneira indiscriminada, porque “por mais bem ventilado que esteja agora, eles continuam presos e a ventilação não é a ideal”.

Perfuradora
Enquanto isso, André Sougarret, chefe das operações de resgate, informou ontem que a perfuradora Strata 950, conhecida como “Plano A”, alcançou 206 m de profundidade, de um total de 702 m.
“O ‘Plano A’ já superou os 206 m, e há uma manutenção programada para a troca de um cabeçote quando chegar aos 250 m”, explicou. O ‘Plano B’ - a perfuradora Schramm T-130 - alcançou na quinta-feira 268 m de um total de 630 m, mas teve os trabalhos interrompidos depois que uma peça se quebrou dentro do duto, segundo o ministro da Mineração Laurence Golborne.
“Conseguimos soltar a peça que estava presa, e hoje (sábado) vamos tentar retirá-la com uma ferramenta artesanal que tem o formato de uma aranha. Não podemos usar um ímã porque há muita magnetita no poço”, indicou Golborne.

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