Empresário afirmava já ter compradores, pegava veículos da vítima com a promessa de "liberação de cartas de crédito ou financiamentos" que nunca aconteciam
Em Campo Grande um "garageiro" foi preso de forma preventiva nesta semana, pelos agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários (Dedfaz), após investigações apontarem pelo menos 30 golpes no intervalo de aproximadamente dois meses.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, em nota, as investigações começaram com o início de janeiro, quando uma série de pessoas passaram a procurar a Polícia Civil indicando terem sido vítimas do empresário, dono de três estabelecimentos comerciais voltados para compra e venda de veículos em Campo Grande.
Diante dos supostos estelionatos cometidos, que ocorreram em um intervalo de pouco mais de 60 dias, e com o avanço das investigações, a Delegacia Especializada representou pela decretação da prisão preventiva do indivíduo, identificado até o momento somente pelas iniciais (H.S.R.).
Tal medida ainda contou com parecer favorável inclusive do Ministério Público, deferida posteriormente pelo Poder Judiciário.
Entenda
Sobre o modus operandi, segundo esclarece a própria Polícia Civil, aquelas pessoas que demonstravam interesse em vender seus veículos eram atraídas por esse empresário, com o "garageiro" prometendo falsamente de que haveriam compradores interessados nos respectivos automóveis.
Com isso, essas vítimas eram induzidas a entregar seus automóveis, inicialmente pontuando que os veículos passariam ainda por vistorias, para "liberação de cartas de crédito ou financiamentos".
Entretanto, como apontado pelas mais de 30 vítimas, esse pagamento era adiado por diversas vezes, sendo "deixando para depois" sem jamais ser concretizado.
Nesse tempo, a polícia aponta que os automóveis já na posse do "garageiro" eram repassados para terceiros, com esse empresário ficando com todos os valores integrais dessa venda, dando assim um verdadeiro "calote" nas vítimas.
O homem acusado dessa série de estelionatos foi preso preventivamente na última quarta-feira (28), após um acordo para que se apresentasse de forma espontânea, firmado entre os advogados do investigado e a autoridade policial da especializada.
"As investigações prosseguem com o objetivo de reunir novos elementos de prova quanto à autoria, materialidade e destinação dos valores obtidos ilicitamente, visando à reparação dos danos às vítimas e à responsabilização criminal do investigado", conclui a PCMS.
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