Milionários franceses correm para exílio fiscal

Estimativa é que tributação ajuda Estado chegar ao equilíbrio fiscal até 2017

TERRA 29/07/2012 00h00

Desde a campanha eleitoral para a presidência da França, as promessas do então candidato socialista François Hollande já tiravam o sono dos milionários do país, temendo serem obrigados a dar para o Estado uma quantia cada vez maior do patrimônio.

Dois meses após a eleição, os contornos da reforma fiscal desejada pela esquerda começam a se desenhar - e a lista de empresários, esportistas e artistas que planejam deixar o país não para de crescer.

A pesada mordida do Leão francês visa pessoas físicas que recebem mais de 1 milhão de euros (R$ 2,47 milhões) por ano. O Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos estima que o número de contribuintes com salários superiores a este é de 29 mil franceses.

A reforma fiscal vai conclamar todas as camadas sociais a pagar mais tributos para ajudar o Estado a chegar ao equilíbrio fiscal até 2017, mas serão os ricos que deverão colocar mais fundo as mãos no bolso. Duas medidas específicas atingem este público: a elevação do chamado Imposto de Solidariedade sobre a Fortuna (ISF), em vigor desde 1982, e o aumento da alíquota do imposto de renda para até 75%.
 


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