Sexta, 24 de Novembro de 2017

Milho safrinha não terá seguro-agrícola

2 MAR 2010Por 06h:20
O milho segunda safra não terá cobertura do seguroagrícola neste ano por falta de recursos orçamentários do governo federal, exceto para as operações com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Outro fator foi o “prejuízo” registrado pelas seguradoras privadas com a safrinha passada devido ao clima. As empresas foram obrigadas a cobrir as perdas em estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País. A decisão foi transmitida aos engenheiros agrônomos dos escritórios de planejamento rural de Dourados, que dão assistência aos agricultores, durante reunião na semana passada com representantes da agencia de agronegócio do Banco do Brasil. A última fatia da verba para a subvenção do seguro (pela qual o governo paga metade do prêmio ao agricultor na contratação da apólice), no valor de R$ 90 milhões, foi aplicada esse ano, apesar de previsto para 2009. Agora, o setor agrícola terá que esperar o lançamento do próximo plano-safra, que o governo pretende antecipar para maio, para que novos recursos sejam destinados ao seguro-rural. A única opção ao produtor agora, é assinar o Proagro que tem limite de cobertura de R$ 150 mil, com juros de 3,90%. Se o seguro estivesse valendo, o seu custo poderia chegar a 11% da contratação do milho de inverno, refletindo os seus riscos climáticos, já explicitados no zoneamento agrícola do Ministério da Agricultura, segundo especialistas da área. Custeio De acordo com os agrônomos, na mesma reunião, o Banco do Brasil anunciou a contratação de custeio da safrinha, com o valor do financiamento variando de R$ 480 a R$ 791 por hectare. O valor depende da produtividade constatada dos agricultores nas últimas safras. Para quem teve rendimento de 84 sacas/ ha (ou 5.040 kg), por exemplo, pode conseguir o valor máximo. O juro do contrato de custeio continua a 6,75% ao ano, até o limite de R$ 600 mil por CPF. Acima desse patamar, os juros sobem. A primeira das cinco parcelas será paga em agosto, com vencimentos sucessivos, até dezembro. Na safra passada em Dourados, o Banco do Brasil financiou em torno de 38 mil hectares, dos 100 mil plantados. Mas em virtude de problemas climáticos (seca e geada) foram colhidos 78 mil ha. A média de custeio por agricultor tem sido de R$ 130 mil. De acordo com a garantia do banco à assistência técnica, não haverá falta de recursos para a safrinha, desde que o produtor apresente o seu projeto, assinado por um agrônomo, e esteve com o seu cadastro atualizado e tenha limite de crédito, no qual entra também o dinheiro financiado para investimento. Mas a maioria das lavouras do milho 2ª safra será plantada após o dia 10 de março – último prazo previsto no zoneamento agrícola de risco climático, o que impedirá o produtor de tomar dinheiro emprestado para fazer a cultura. As chuvas atrapalharam o início da colheita da soja na região de Dourados afetando, por consequência, o início da semeadura da safrinha.

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