Milhares de brasileiros saíram às ruas nesta segunda-feira (17) em ao menos 11 capitais do país para protestar contra os reajustes da tarifa de ônibus, a repressão policial nas manifestações recentes em São Paulo, para pedir ética na política, investimentos em saúde, educação e transporte, dos gastos feitos com a infraestrutura para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, entre outras reivindicações.
Em Brasília, uma parte dos manifestantes ocupa a rampa do Congresso Nacional e uma das cúpulas do prédio. Outro grupo da manifestação permanece no gramado em frente ao Congresso pedindo aos demais que deixem o prédio. Os policiais estão posicionados, em fileira, em frente à uma das entradas da sede do Legilativo para impedir o ingresso dos manifestantes.
A manifestação, organizada pelas redes sociais, ocorre simultaneamente em várias outras cidades do país, como em Belo Horizonte, São Paulo, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro, Curitiba, Maceió, Salvador e em Florianópolis.
Segundo informações, nas duas maiores cidades brasileiras, o número de manifestantes beira os 200 mil, sendo cerca de 100 mil no Rio de Janeiro e 65 mil em São Paulo.
Campo Grande
Nomeado como Dia do Basta, manifestantes planejam, via Facebook, três dias de protesto, começando por quinta-feira (20). Além da corrupção, o grupo focará o movimento para pedir melhorias na saúde. Até às 19h desta segunda, mais de 8 mil haviam confirmado presença pela internet.
O primeiro encontro está marcado para às 17h, na Praça do Rádio, com concentração dos participantes. Em seguida, por volta das 18h30min, o grupo sai para passeata.
Uma primeira reunião aconteceu no domingo, na Concha Acústica, com participação de cerca de 100 pessoas. De acordo com os participantes, o objetivo inicial era apoiar as manifestações que ocorrem em São Paulo, no entanto, no decorrer do encontro decidiram discutir também sobre questões regionais, como saúde, educação e transporte.

