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Entrevista

Michel Teló diz que ex não soube lidar com o sucesso

Michel Teló diz que ex não soube lidar com o sucesso

Terra

24/05/2013 - 00h00
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Michel Teló olha para o teto, depois olha para baixo. Por alguns segundos, reflete, observa à sua volta, balança a cabeça. O sorriso fácil surge logo. "É inacreditável, inacreditável", desabafa. Apesar dos 20 anos dedicados à música, nem o cantor paranaense imaginava que um dia se tornaria o maior fenômeno do mercado fonográfico brasileiro dos últimos anos. E tudo graças a uma única canção. "Quando a gente ouviu Ai Se Eu te Pego pela primeira vez teve até um receio pela simplicidade da música. Aí eu a testei em um show e foi uma loucura. Nunca tinha visto algo parecido", recorda.

O clima é de fim de festa no quarto de hotel escolhido pela gravadora do cantor para promover seu novo trabalho, Sunset. Acompanhado por duas assessoras e pelo inseparável empresário e irmão Teófilo, Michel concedeu entrevistas à imprensa desde as 11h, maratona cansativa, confirmada pelo semblante do paranaense. "Daria até pra dormir lá dentro", brinca por volta das 19h, apontando para o dormitório separado por apenas uma porta do local onde se encontra com a reportagem do Terra, recinto com um grande e confortável sofá, duas poltronas e adornado com um pequeno banner do CD e DVD gravados ao vivo, que lança nesta quinta-feira (23). "Vocês querem alguma coisa? Água, um petisco", oferece, simpaticamente.

Apesar de ser a última da série de entrevistas da última segunda (20), o processo de promoção do novo trabalho com a imprensa está apenas começando. Depois dos 12 veículos atendidos na data, Teló ainda tem mais dois dias de agenda cheia, nos quais passará outras longas horas debatendo a respeito de sua vida, sertanejo universitário e, principalmente, dos rumos de sua carreira após Ai se eu te Pego, hit que elevou seu status ao de mais conhecido artista brasileiro no País e no mundo.

Desde que foi lançada, em julho de 2011, no YouTube, a canção, uma mistura pop de forró com sertanejo, quebrou toda e qualquer expectativa de seus produtores, tornando-se, mais do que um sucesso, um fenômeno da música nacional. Só na página do cantor na rede social, Ai Se Eu te Pego tem mais de 500 milhões de visualizações, número traduzido em cifras, com vendagem de mais de 7 milhões de cópias apenas em 2012 - sexto single mais vendido do mundo naquele ano.

"A gente tem a alegria e o orgulho de dizer que estouramos no mundo inteiro cantando em português, o que é realmente difícil de acontecer", sorri Teló, uma personalidade global aos 32 anos. Além das fronteiras brasileiras, o paranaense de origem simples e cara de bom moço conseguiu atingir o topo das paradas de sucesso de 16 países, ganhar certificações de Discos de Ouro e Platina em doze deles e ser honrado com dois prêmios de melhor música no renomado Billboard Latin Music Awards, realizado em Miami, na semana passada. Tudo graças a Ai Se Eu Te Pego. Na América Latina e Europa de hoje, a canção se tornou sinônimo tão grande de Brasil quanto são nomes como Pelé e Ronaldinho - e rendeu turnês com shows lotados em diversos países.

"A gente não acreditava quando começava a puxar uma música em português e aquela multidão de croatas, eslovenos, franceses, romenos, russos, suíços cantava junto. É realmente incrível", recorda Teló, que ainda se emociona com as lembranças. "Eu saía meio que chorando de praticamente todos os shows, porque é uma benção de Deus, um presente de Deus poder viver isso. E eu tive essa oportunidade", sorri, com os olhos brilhando.

Assim, Sunset não pode ser encarado apenas como mais um trabalho do cantor. Sucessor direto de Michel Na Balada, disco que lançou oficialmente Ai Se Eu te Pego no mercado, o CD/DVD traz 14 faixas calcadas no estilo sertanejo universitário que Michel ajudou a popularizar, com participações de nomes da nova geração com enorme sucesso no País como Paula Fernandes e Bruno, do grupo Sorriso Maroto.

O planejamento, ao menos, começou correto. A exemplo do que vem sendo feito nos últimos anos - e do método adotado pelo próprio Teló em sua carreira solo - , Sunset foi inteiramente gravado ao vivo, apesar de ser um trabalho de inéditas. A escolha dos locais também parece ter sido estratégica: praias paradisíacas de Florianópolis, Angra dos Reis e Guarujá, com público formado por jovens abastados e beldades com roupinhas reveladoras, cuidadosamente destacadas no DVD.

"Gosto da vibe do ao vivo, das pessoas comigo. A energia é diferente. Me diverti muito fazendo", afirma Teló, explicando a escolha do mar como cenário em um estilo de música cuja raiz é o campo. "Sou um cara que, tendo uma folguinha, vou pra praia. Curto muito essa vibe. Ficou show de bola, os lugares são lindos. Praia é praia, né? Tem outro ambiente, a energia é muito gostosa."

Lições da fama
"Quando começou tudo isso, até me assustei um pouco. Qualquer coisa que você faz vem imprensa, vira notícia", explica Teló, entre um gole e outro de água. Esse primeiro impacto tem motivo de ser. Até 2011, o cantor era no máximo conhecido por seu trabalho no Grupo Tradição, cujo sucesso foi ínfimo se comparado à fase iniciada com Fugidinha naquele ano. Hoje, ele coleciona histórias típicas de astros do rock.

"Já aconteceu de fã se esconder no meu quarto, de se disfarçar de funcionário de hotel", diverte-se o cantor, contando ter vivido um assédio das fãs "inacreditável", como classifica, até do outro lado do Atlântico, em sua passagem pela Europa. "Um dia, antes do show na Croácia, eu quis ir na praia. Pô, tava na Croácia, né?", empolga-se. "Chegamos lá, sentamos, eu tava de boa. Mas, na hora em que fui pro mar, algumas pessoas me reconheceram. Aí começaram a tirar umas fotos e não consegui mais sair de lá."

Diferente de outros artistas, no entanto, Teló afirma encarar com naturalidade situações do tipo: "às vezes tem artista que reclama, 'pô, perdi a privacidade!'. Mas a gente luta a vida inteira pra isso, pra ter o reconhecimento, pra receber o carinho das pessoas, pra ter esse sucesso. E não tem jeito. Você canta uma música pra todo mundo cantar e quer passar despercebido ali? Não vai".

Mas nem tudo é positivo. Se a conta bancária engordou e o assédio se tornou parte do cotidiano, a falta de tempo devido ao enorme volume de shows - média de 200 por ano -, afetou com severidade a vida pessoal do cantor. Em fevereiro do ano passado, após meses de crises e desentendimentos, Teló viu seu casamento com a dentista Ana Carolina ir para o buraco, depois de seis anos juntos - três de união civil.

Em um momento raro na entrevista, o cantor deixa um pouco de lado o sorriso que a todo momento estampa o seu rosto. "Eu vinha trabalhando já há bastante tempo. A nossa vida é diferente, é de estrada, de muito trabalho. E eu já vinha do hit da Fugidinha, que foi uma loucura. Aí já emendou com 2012, com a Ai Se Eu te Pego", lembra. "E você tem que saber lidar com isso, o que não aconteceu. Quando o casal acaba não sabendo lidar com esse sucesso, com esse momento, não vai dar certo. E não deu."

Quaisquer erros que tenham sido cometidos no relacionamento anterior, no entanto, acabaram sendo motivo de aprendizado para o atual namoro, com a atriz Thais Fersoza. Os rumores de que os dois estariam saindo começaram já em maio do ano passado, três meses após o anúncio do divórcio com Ana. O casal assumiu o relacionamento publicamente meses depois, em setembro. Hoje, até música dedicada à namorada - Aconteceu, 10ª faixa do novo trabalho - Teló já tem.

"A Thais compreende isso. São 20 anos de luta. Então, poxa, a hora que chega esse momento tão especial é pra curtir junto, pra se divertir junto", explica. "Foi incrível poder estar junto, estar se conhecendo, se curtindo, namorar, mesmo no trabalho."

Feeling
Michel Teló é, também, compositor. Mas não é por essa qualidade que ele se destacou musicalmente. Basta observar o pouquíssimo número de canções escritas pelo cantor em seus discos - e o fato de que nenhuma delas, à exceção de Ei, Psiu! Beijo Me Liga, tenha se tornado hit. Fugidinha é originalmente um pagode do Exaltasamba; Humilde Residência, um samba-rock/sertanejo da dupla Luiz Henrique e Fernando; o maior sucesso do paranaense, Ai Se Eu te Pego, tem como responsáveis autores do forró nordestino. No entanto, após anos de estrada, ele e o irmão Teófilo, autor de diversas canções do sertanejo, desenvolveram o que Michel define como "feeling para o hit". Não é uma ciência exata, mas, assim como tantos músicos e produtores, ambos sabem qual canção tem maiores chances de se sair bem no mercado. "Quando comecei a cantar, 20 anos atrás, era música regional e eu mal e mal tocava na cidade. Mas você vai adquirindo um feeling para deixar sua música mais popular para que as pessoas curtam", afirma.

"Quando começou minha carreira solo e surgiu a Ei, Psiu! Beija me Liga, a gente tinha certeza que a música ia tocar, porque ela tinha uma coisa diferente, a galera ia curtir. A Fugidinha, quando apareceu, de cara a gente percebeu que a música era demais, só tinha que acertar o arranjo, a melodia, com o papo da música. A gente sente que tem algo diferente na música e aí, graças a Deus, acontece, a galera compra a ideia. Mas é difícil, não são todas."

Sunset já tem sua candidata ao posto de hit. Lançada há dois meses no canal oficial do cantor no You Tube, Amiga da Minha Irmã possui atualmente mais de 6 milhões de visualizações na página, número promissor se comparado ao de Fugidinha, seu segundo maior hit, com cerca de 61 milhões nos últimos três.

Entretanto, o montante parece pequeno para uma faixa inédita de um artista cujo último grande sucesso, no ano passado, alcançou mais de meio bilhão de visualizações no mesmo site. Assim, seria possível voltar a atingir algum dia o sucesso conquistado com Ai Se Eu te Pego? Teló ri discretamente, olha para a reportagem, mas não responde. "É difícil, não é?", o Terra insiste. O cantor sorri, balança levemente a cabeça e reafirma: "é inacreditável essa música". 

Lançamento literário

Suicídio indígena é tema do novo livro do poeta e teatrólogo Américo Calheiros

Obra do poeta e teatrólogo transforma em versos a dor provocada pelos altos índices de suicídio entre os povos originários e propõe reflexão sobre uma das mais graves questões sociais de Mato Grosso do Sul

08/06/2026 08h30

O título

O título "Suicígena" é um neologismo criado por Américo Calheiros que traduz a essência da obra Foto: RAQUEL DE SOUZA

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Amanhã será lançada uma obra que promete provocar reflexão e ampliar o debate sobre uma das mais delicadas questões sociais do Estado. O poeta, escritor e teatrólogo Américo Calheiros lança o livro “Suicígena”, publicação que reúne poemas inspirados na realidade enfrentada pelos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, especialmente diante dos elevados índices de suicídio registrados entre essas populações.

O evento acontece a partir das 19h, na sede da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), em Campo Grande, com entrada gratuita e aberta ao público.

Publicado pela Life Editora, o livro surge como um manifesto poético diante de uma realidade que há décadas desafia autoridades, pesquisadores, lideranças indígenas e organizações de direitos humanos.

A motivação para a criação da obra nasceu do impacto causado pelos números divulgados pelo Relatório de Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Conforme os dados referentes a 2022, Mato Grosso do Sul registrou, em média, 24 casos de suicídio para cada 100 mil habitantes indígenas.

O índice é três vezes superior à taxa observada na população brasileira em geral, que no mesmo período foi de 8 casos a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Foi diante dessa realidade que Américo Calheiros encontrou na poesia uma forma de expressar sua inquietação e contribuir para que a temática alcance novos espaços de discussão.

O próprio título do livro sintetiza essa proposta. “Suicígena” é um neologismo criado pelo autor a partir da fusão parcial das palavras “suicídio” e “indígena”, dando origem a um conceito que traduz a essência da obra.

“É a síntese perfeita do espírito do livro, cuja ideia surgiu sob a égide dos suicídios indígenas em Mato Grosso do Sul, à medida que fui tomando contato, pela imprensa, desse fato e também das precárias condições de vida dos indígenas, que são o imediato pano de fundo dessa situação e fator determinante para a perda da vontade de viver das populações indígenas”, resume o autor.

Embora o tema central seja o suicídio indígena, Calheiros explica que o livro também se debruça sobre elementos que envolvem a cultura, a identidade e a resistência dos povos originários. Segundo ele, trata-se da primeira vez que sua produção literária aborda diretamente essa temática, motivada pela necessidade de ampliar a conscientização da sociedade.

“Foco de preconceitos dos mais diversos, de assoladora discriminação, do desinteresse e da desconsideração dos poderes constituídos, a população indígena foi, no decorrer da história, alvo dos maiores genocídios, que quase a exterminaram. Movido pelo sentimento que tudo isso me provocou, recorri à manifestação poética para tocar mentes e corações alheios à essa questão”, afirma.

CONSCIENTIZAÇÃO

Em “Suicígena”, a poesia assume o papel de transformar estatísticas em experiências humanas, revelando as consequências do preconceito, da exclusão social e dos conflitos por terra que marcam a realidade de diversas comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul.

O Estado concentra uma das maiores populações indígenas do País, reunindo povos como guarani, kaiowá, terena, kadiwéu, kinikinau, ofaié e atikum, entre outros.

Nas últimas décadas, a disputa por territórios tradicionais e as dificuldades relacionadas ao acesso à saúde, à educação, ao trabalho e à preservação cultural se tornaram fatores frequentemente apontados por especialistas como elementos que contribuem para o agravamento de doenças mentais.

A obra de Américo Calheiros não pretende oferecer respostas definitivas acerca desse problema, mas provocar reflexão e incentivar o diálogo sobre a necessidade de políticas públicas mais efetivas.

“A sociedade mundial tem uma dívida incomensurável com os povos originários. Claro que as vozes indígenas já estão dizendo o que precisam e o que querem, só precisam, efetivamente, ser ouvidas. Se a minha poesia contribuir, que seja um pouco, com essa causa, fico feliz”, detalha Calheiros.

A apresentação do livro ficou a cargo da escritora e ensaísta Ana Maria Bernadelli, integrante da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, que define a obra como um exercício de sensibilidade e compromisso social.

“A poesia contida na obra não busca o consolo fácil nem a metáfora ornamental. Ela é lâmina afiada e brasa sobre a pele da indiferença. O poeta Américo Calheiros, ciente da responsabilidade de sua voz, transforma em palavra o luto e a dor dos indígenas que, despojados de suas terras, de seus deuses e de sua dignidade, veem na morte seu último refúgio”, define.

O AUTOR

Professor e teatrólogo, Américo Calheiros é formado em Letras pela antiga Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras (FUCMT) e realizou especialização na Escola Martins Pena de Teatro, no Rio de Janeiro. Há décadas radicado em Campo Grande, dedicou 18 anos ao magistério em escolas de primeiro e segundo graus da Capital.

Sua atuação, entretanto, extrapola a sala de aula e a literatura. Ao longo da carreira, participou ativamente da formulação de políticas culturais e do fortalecimento das artes no Estado.

Entre suas contribuições está a coordenação da comissão executiva responsável pelos festejos do primeiro centenário de Campo Grande.

Também criou o Grupo Teatral Amador Campo-Grandense (Gutac), iniciativa que ajudou a implantar o teatro como ferramenta educativa na Rede Municipal de Ensino, despertando em inúmeros estudantes o interesse pelas artes cênicas.

Américo ainda presidiu a Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Campo Grande (Funcesp) e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), além de desenvolver diversos projetos culturais, entre eles, o programa Cesta Básica da Cultura, voltado à democratização do acesso às manifestações artísticas.

Sua produção literária reúne diferentes gêneros e temas, passando por poesia, contos e crônicas.

Entre os títulos publicados estão “Sem Versos”, “Memória de Jornal”, “Da Cor da Sua Pele”, “A Nuvem que Choveu”, “Poesia pra que Te Quero”, “Na Virada da Esquina” e “Campo Grande Aquarela de Luz – Patrimônio Vivo”.

O reconhecimento por sua contribuição à cultura sul-mato-grossense também veio por meio de homenagens institucionais.

Em setembro de 2010, recebeu da Assembleia Legislativa o título honorífico de cidadão sul-mato-grossense.

Em 2015, passou a integrar o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e, atualmente, ocupa a Cadeira nº 7 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, anteriormente pertencente ao saudoso acadêmico padre Félix Zavattaro.

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Felpuda

Quem está distribuindo sorrisos de orelha a orelha é o ex-governador...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (8)

08/06/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Caio Fernando Abreu - escritor brasileiro
"Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória.  Mas o sorriso (...) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo”

 

FELPUDA

Quem está distribuindo sorrisos de orelha a orelha é o ex-governador Reinaldo Azambuja. Junho, mês que antecede as convenções partidárias, chegou trazendo um presente daqueles para sua pré-campanha ao Senado. O inquérito do caso JBS, e que certamente seria explorado à exaustão pelos adversários, foi parar no arquivo, por decisão do STF. Com a pedra retirada do caminho, Azambuja ganha fôlego para seguir na disputa sem carregar esse peso político. Melhor ainda: as pesquisas de credibilidade continuam colocando seu nome entre os favoritos. Portanto...

Diálogo

Lá e cá

Diferentemente do cenário na Assembleia de MS, onde a bancada do PL reúne sete integrantes, na Câmara de Campo Grande esse número é de apenas três vereadores entre os 29 integrantes. O trio é formado por Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares.

Mais

Ana é filha do Tenente Portela, amigo pessoal de Jair Bolsonaro. Salineiro, que é policial federal, já foi vereador, enquanto Tavares foi deputado estadual pelo PRTB, mas acabou cassado porque à época seu partido desrespeitou a legislação sobre cota de gênero.

DiálogoWagner Bertoli e Eléa Rocha Bertoli

 

DiálogoPetra Fiorin Fracaro

Reta final

Entre os dias 20 de julho e 5 de agosto serão realizadas as convenções para deliberar sobre coligações e escolha de candidatos para a disputa eleitoral. Mas, neste mês, começará o vale-tudo em alguns partidos, incluindo fogo amigo. Isso, para desestabilizar pré-candidaturas proporcionais (deputados estaduais e federais). Nas eleições deste ano não está sendo diferente em MS, tendo em vista que muitos atritos e desistências estariam ocorrendo. Afinal, como diz o ditado, “barata esperta não atravessa galinheiro”.

Mais calma

Para o Executivo, a situação aparentemente estaria mais calma com pré-candidatos já escolhidos. Eduardo Riedel (União Progressista formada pelo PP, seu partido, e União Brasil), que terá apoio do PL, e outros partidos de centro-esquerda; Fábio Trad, lançado pelo PT; João Henrique Catan, do Novo; Lucien Resende, do PSOL e Renato Gomes, do DC. Até o dia15 de agosto, as candidaturas deverão ser registradas na Justiça Eleitoral. Algumas surpresas poderão acontecer.

“Batalha”

A disputa pela presidência da Fecomércio-MS promete capítulos extras. A vitória da chapa de oposição sobre a atual diretoria, por apenas um voto de diferença, segue “causando”. Após terem pedidos negados para suspender o resultado da eleição, sindicatos ligados à situação anunciam nova investida no Tribunal do Trabalho. No comando há 16 anos, o grupo já havia sinalizado a “batalha”, ao registrar em ata que o resultado era apenas “provisório”.

Aniversariantes

Leonardo de Almeida Gralha,
Sebastiana Cunha Barbosa,
João Valmir Tontini,
Tathiany Kléia da Silva Verone Parron,
Bruno Guimarães Brasil,
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Antonio Tibana,
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José de Barros Netto,
Albertina Maria de Oliveira,
Diego Giuliano Dias de Brito,
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Rubens Prevatto,
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Honório Rodolpho Hattge,
Marlene do Amaral Moraes,
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Cícero Prentice Barbosa Júnior,
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Osvaldo Gordo Filho,
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Dr. Hélvio Freitas Pissurno,
José de Souza,
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Fernando Alves de Oliveira,
Ancomárcio Barbosa de Oliveira,
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Daniel Silva Mattos,
Mauro César Pereira de Miranda,
Valéria Gazzanelli Giovenazzio,
Vera Regina Sapiezinski,
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Flávio Garcia da Silveira Neto,
Mário Márcio Siqueira,
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Florípedes Matos,
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Maria Irailza Gomes Pereira,
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Nivaldo Strogueia,
Janai Pompeu Silva,
Mary Azuaga Berg de Almeida,
Mara de Azambuja Salles,
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Paulo Affonso de Toledo,
Josué Rubim de Moraes,
Dr.Fábio Kanomata,
Adonir Rocha Both,
Cristiane dos Santos Gomes,
Flaviana Brito de Miranda,
Tarcio Quinta Reis,
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Naudirene dos Santos Pinheiro,
Eliane Iguchi Nicolau,
Deberton Máximo,
Genaro Orosco. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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