Quinta, 23 de Novembro de 2017

Metade dos pacientes com câncer, de MS, é atendida em Barretos

12 SET 2010Por 14h:57
MICHELLE ROSSI

Moradores de várias cidades de Mato Grosso do Sul estão cruzando a fronteira com São Paulo em busca de tratamento oncológico no Hospital do Câncer em Barretos (SP). O número de casos levados ao município do interior paulista já representa metade dos atendimentos notificados pela rede pública de saúde. Só em 2009, a unidade hospitalar registrou 17.595 mil serviços prestados a sul-mato-grossenses enquanto no Estado, os dois centros de referência em tratamento da doença: o Hospital do Câncer e o Hospital Regional, ambos em Campo Grande, contabilizaram 30.868 mil e 3.968 mil atendimentos, respectivamente, no mesmo ano.
Mato Grosso do Sul está em 4º lugar no ranking nacional de pacientes que são atendidos no Hospital do Câncer de Barretos, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais e Rondônia. Dos 78 municípios do Estado, 72 registraram atendimento, sendo os primeiros da lista: Paranaíba, com 2.290; Três Lagoas, com 1.966; Cassilândia, 1.732 e Aparecida do Taboado, 1.473. Campo Grande, onde estão os hospitais especializados, ainda assim registrou 854 atendimentos em 2009.   
O diferencial do Hospital do Câncer em Barretos está nos equipamentos disponíveis para auxiliar nos exames necessários para tratamento dos pacientes, além da equipe médica e toda estrutura garantida gratuitamente, com hospedagem e até alimentação.  

Procura
Para o oncologista Lucas Vieira dos Santos, que atua no Hospital do Câncer de Barretos, muitas pessoas buscam o atendimento no local por acreditar em tratamento de melhor qualidade, quando, na verdade, são obedecidos protocolos mundiais para cuidar dos casos. “A diferença em Barretos para outras cidades do Brasil está na radiologia, ou seja, o serviço de imagens, com a utilização de equipamentos que captam tumores ainda em estágios muito iniciais – considerando os pacientes que já estão em tratamento para o câncer –  como o Pet Scan (com imagens em 3D do corpo)”, afirmou.
A ideia é ampliar ainda mais a tecnologia disponível. “Em breve teremos o Pet CT que une o serviço de tomografia e do Pet Scan. Com um exame como esse, é possível evitar uma cirurgia desnecessária ao detectarmos mais de um tumor no paciente que já está em tratamento, por exemplo. Em outros locais, o paciente passaria pela intervenção cirúrgica. Outra novidade é a cirurgia com o auxílio de robôs”, esclareceu o médico.
A oncologista do Hospital do Câncer, em Campo Grande, Rafaela Siufi reitera que o tratamento é o mesmo nos hospitais, mas equipamentos que estão disponíveis em Barretos para exames que vão auxiliar no acompanhamento dos tratamentos e ala médica são os diferenciais. Segundo a médica, que passou as informações via assessoria de imprensa, é por este motivo que há necessidade da construção do prédio do hospital para que sejam ampliadas as instalações e os serviços.
No mundo todo o tratamento para o câncer segue alguns protocolos que podem passar pela intervenção cirúrgica para a retirada do tumor; quimioterapia – mesma combinação de medicamentos que é utilizada tanto em países de 1º mundo quanto em regiões mais pobres; radioterapia que usa radiação mas depende de aparelhos de alto custo e gente capacitada para manuseá-los e, mais recentemente, uma nova classe de medicamentos para tentar aumentar a sobrevida dos pacientes diagnosticados atuando diretamente no DNA das células cancerígenas.  
Obra
O anexo ao Hospital do Câncer em Campo Grande está com alvará de construção aprovado e recebeu uma doação de R$ 15 milhões de pessoa física. O prédio de 9 andares será erguido ao lado das atuais instalações da unidade, localizada na esquina da Avenida Ernesto Geisel e Rua Cândido Mariano, região central da cidade. Ainda não há investimentos previstos de ordem pública para a construção do novo prédio que pretende aumentar em 8 vezes o número de atendimentos a pacientes, além de estar melhor equipado com a aquisição de aparelhos como o Pet Scan.   

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