Terça, 21 de Novembro de 2017

Mesmo sem preço, milho vai para o solo

1 MAR 2010Por 04h:12
Mesmo com o preço baixo do milho e as perspectivas de que o achatamento nos preços permaneça durante todo o ano com a entrada da safrinha no mercado, os agricultores, sem outra opção melhor, devem plantar a safra de inverno. A expectativa é de que a área cultivada na safrinha do ano passado, em torno de 700 mil hectares, seja mantida em 2010. Uma única possibilidade de melhora no mercado do m i l h o s e - ria o Brasil aumentar, neste a no, as exportações do produto. Conforme avalia o corretor e analista de mercado Vilmar Hendges, associado à Bolsa Brasileira de Mercadorias, seria necessário que fossem exportadas até o fim de 2010 de 8 milhões a 9 milhões de toneladas de milho. “Só assim o preço poderia dar uma reagida, mesmo que não tão significativa”, afirmou Vilmar. De acordo com os seus cálculos, a safra de inverno brasileira deste ano deve produzir de 18 a 19 milhões de toneladas de milho. Quantidade que, somada à produção da safra de verão colhida no início desse ano, resultará em uma safra total de 51 milhões de toneladas. Levando-se em conta que o consumo interno do milho no País gira em torno das 43 m i l hõ es de toneladas, há necessidade de vender para fora do País as 8 milhões de toneladas restantes. “Se e s s e m i l h o não for exportado, aí sim o mercado ficará ainda pior, com reflexos muito negativos no preço do produto”, lembrou Vilmar Hendges. Atenção às regras Um aspecto importante, que deve ser motivo de preocupação aos produtores, também, é a exigência quanto às normas de coexistência para quem vai cultivar variedade geneticamente modificada. A fiscalização deve ser rigorosa no que se refere as distâncias entre lavouras transgênicas e convencional, que precisa ser de 100 metros ou, alternativamente, 20 metros, desde que acrescida de bordadura com, no mínimo, 10 fileiras de plantas de milho convencional de porte e ciclo vegetativo similares ao milho GM. O gerente de Produção Agrícola da Cocamar, Aparecido Carlos Fadoni, recomenda que os produtores estudem muito bem a legislação e, em caso de dúvidas, procurem o departamento técnico de sua cooperativa ou o escritório de assistência técnica que lhe presta assessoria. Soja Até a última sexta-feira, pouco mais de 20% da área de soja do Estado estava colhida. Em pontos isolados das áreas produtoras, a colheita continuava difícil por causa do excesso de água nas lavouras e a continuidade das chuvas. No entanto, a maior parte do que já foi colhido apresenta índice de produtividade bem satisfatório. O cálculo é de um rendimento médio superior a 50 sacas por hectare.

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