Segunda, 20 de Novembro de 2017

Mercado de usados tem recuperação e vendas sobem 30%

16 MAR 2010Por 07h:59
usados reagiu e voltou a crescer nos primeiros meses deste ano, segundo o presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores de Campo Grande (Sindivel), Valdemir Dias Terra. Ele estima que o aumento nas vendas tenha chegado a 30% no período, depois de ano difícil para o setor. Para estimular a produção e consumo de carros, o governo federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida, aliada a outros benefícios oferecidos pelas montadoras, impediu que a crise derrubasse a indústria automobilística nacional, como ocorreu nos Estados Unidos. A festa acaba em 31 de março, quando o imposto volta a incidir integralmente sobre os veículos flex — isso se a indústria não convencer o governo a esticar o benefício. O gerente da KM Veículos, em Campo Grande, Augusto Cesar de Freitas, acredita que a estimativa do presidente do sindicato é exagerada. “Vendo 6% ou 7% a mais neste ano, o mercado está complicado, a facilidade em financiar novos está muito grande”. Ele conta com o fim da redução do IPI para dar um “gás” nas vendas, mas admite que as financeiras estão na retranca na hora de financiar os seminovos. Os preços nas lojas de usados continuam os mesmos há meses, garante o presidente do Sindivel. Mesmo com preços “congelados”, é difícil concorrer com financiamentos em até 80 meses oferecidos pelas montadoras. “Podemos financiar em 60 meses, e as financeiras estão muito exigentes. A diferença é que as montadoras têm bancos próprios, e podem facilitar o processo”, argumenta Terra. Usados mais caros O aguardado fim da diminuição no imposto pode não ser a mel hor not ícia para os revendedores de usados. O IPI de até 18% vai deixar os zero- quilômetro menos atraentes, mas os seminovos devem ter aumento nos custos também. “A tabela Fipe, que corrige os preços dos automóveis, vai alterar os valores dos novos e dos usados, e quem for vender seu carro vai querer mais por ele. Assim, os revendedores de usados vão ter de pagar mais caro pelo veículo”, analisa o gerente de automóveis seminovos da Automaster, Kerman Nantes. O lado bom da história é a valorização do estoque das lojas, que terão produtos mais caros de um dia para o outro. “Quando o IPI foi reduzido, quem tinha R$ 1 milhão em carros no estoque sofreu com a desvalorização, passou a ter, por exemplo, R$ 900 mil. Agora, com a volta do imposto, quem tiver R$ 1 milhão poderá ter R$ 1,1 milhão”, compara Nantes. Na Automaster, a comercialização de usados cresceu em março, depois de um fevereiro desanimado, mas a euforia tem data para terminar. “As pessoas estão Preço do álcool cai 1,2% na Capital O valor do álcool combust ível (eta nol) recuou 1,2% entre quinta-feira (11) e sábado (13), em Campo Grande, aponta pesquisa divulgada ontem pela Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon/MS). O órgão acredita que os postos diminuam os preços no fim de semana, quando o movimento é menos intenso. O preço da gasolina comum variou -0,10% e o da aditivada +0,12; o diesel não apresentou diferença. O levantamento, feito em 20 postos de combustível de Campo Grande, comprova que, mesmo com a retração nos preços do biocombustível verificado nos últimos dias, ainda é vantajoso abastecer com gasolina. O valor médio do combustível derivado do petróleo é de R$ 2,50, enquanto o que tem como matéria-prima a cana-de-açúcar custa R$ 1,87. Como o litro do álcool ultrapassa 75% do preço da gasolina, o melhor negócio é optar pela última. Quando a diferença cair para 70%, o biocombustível voltará a ter a preferência dos donos de carros flex. Cartel Segundo a supertintendência do Procon, a pesquisa evidencia a inexistência de cartel na Capital, ou seja, os postos não se associaram para elevar preços dos produtos, o que deixaria o consumidor sem poder de escolha. Em comparação com julho do ano passado, o álcool sofreu aumento de 14% nas bombas, ao passo que o litro da gasolina comum ficou 5,6% mais barato, e o da aditivada caiu 21,8% nesses nove meses. (CHB) ARQUIVO “As pessoas estão correndo para aproveitar os últimos dias de redução do tributo, quando ele acabar, acredito que durante 30 dias as vendas serão fracas” correndo para aproveitar os últimos dias de redução do tributo, quando ele acabar, acredito que durante 30 dias as vendas serão fracas”, prevê o gerente.

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